Charlotte Percy sempre se mostrou uma mulher forte é sábia mas esconde sua fraqueza que é o seu passado obscuro que a tormenta e esconde muitos mistérios.Será que uns dias de férias vai mudar sua vida e revela os segredos mais obscuros do seu passad...
Charlotte, pela primeira vez em sua vida, estava com a mente vazia. Seus pulmões perdiam as forças aos poucos, e sua visão se tornava turva, quase afundando por completo na escuridão.
Seu corpo afundava lentamente no lago escuro, mas ela não se importava. Merecia estar ali, pois não se achava digna de continuar vivendo normalmente. A culpa era dela. A culpa era dela por ele estar morto.
Ela não conseguira salvá-lo duas vezes. Deixara afogar no lago por aqueles que chamava de amigos. Deixara que aquele monstro, que dizia querer protegê-la, o matasse. Como uma pessoa poderia viver com essa culpa? A culpa de deixar partir sua primeira e única paixão.
Charlotte sentia o próprio corpo perder as forças. Seus pulmões imploravam por ar, queimando em desespero, mas isso já não era mais possível. Era isso. Era isso que merecia por não tê-lo salvado, por não ter percebido que era Jason aquele tempo todo ao seu lado, dando todos os sinais possíveis.
Seus olhos se fechavam aos poucos. Finalmente, seu corpo estava desistindo de lutar. Aquele era o seu fim.
Mas parecia que alguém não permitiria que aquilo acontecesse, porque a última coisa que Charlotte viu, antes de apagar por completo, foi uma mão se estendendo em sua direção. Por instinto, reunindo a última força que ainda possuía, ela também esticou a mão, sentindo seus dedos tocarem levemente aquela palma. Logo depois, seu corpo cedeu de vez...
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Charlotte despertou de repente, tossindo a água agressivamente enquanto tentava recuperar o fôlego. Seus olhos ardiam; mal conseguia abri-los. Estava confusa, perguntando-se como havia saído do lago, até ouvir seu nome.
—Charlotte...
Era uma voz diferente, rouca e profunda, tão profunda que lhe causou arrepios por todo o corpo, e não era por causa da água gelada.
Finalmente, a jovem conseguiu abrir os olhos. Então viu seu salvador, aquele que não a deixara concluir o que pretendia fazer.
Jason estava agachado perto dela, com a máscara um pouco torta no rosto, revelando parcialmente os lábios molhados. Charlotte respirou ainda mais fundo. Seria outra ilusão? Será que tinha morrido e agora o encontrava em outra vida?
A jovem estendeu a mão até a máscara, tocando-a levemente com os dedos trêmulos. Sentiu sua textura, a umidade, o modo descuidado como se prendia ao rosto dele. Ela não sabia o que fazer, nem como reagir. Apenas se perguntava se ele era real daquela vez.
Devagar, sentou-se, analisando os lindos olhos azuis que a observavam intensamente. Respirou fundo e, com a voz trêmula, perguntou:
—Você é real?
Ela esperou, na esperança de receber uma resposta, mas, em vez disso, ele tomou sua mão e a colocou sobre o próprio peito, fazendo-a sentir as batidas de seu coração.