Chegamos na casa do Gabriel, entramos pela porta dos fundos e ele me levou direto para o quarto.
- Toma um banho, tem suas roupas aqui e se sentir confortável com as minhas, pode usar também.
- Obrigado.
- Vou ver como está o Kaiky e já volto aqui.
- Tá bom.
Ele beijou a minha testa e saio do quarto, eu sentei na cama e estava tirando meus sapatos quando ele voltou.
- Está com fome?
- Estou.
- Ótimo.
Ele sorriu e eu sorri de volta. Gabriel é uma pessoa incrível e só tenho que agradecer por tudo que ele fez até agora. Tirei minha roupa e entrei no banheiro indo direto para o chuveiro.
A água morna caia nos meus cabelos e corria pelo meu corpo, fechei os meus olhos e deixei a água levar tudo de ruim que tinha acontecido hoje.
Senti uma mão no meu ombro, levei um susto e quando pensei em me virar, ele me segurou.
- Relaxa - Sussurrou no meu ouvido - Só relaxa.
Suas mãos correram pelo meu corpo e ele me empurrou para a parede.
- Gabriel! - Me agarrei nele quando senti o gelado nas minhas costas
Ele riu e me beijou enquanto uma de suas mãos estava no meu pescoço e a outra apertava meus seios. Minha única reação era gemer em seu ouvido enquanto arranhava suas costas e o puxava para mais perto de mim.
- Se segura em mim, vou te pegar no colo.
Agarrei seu pescoço e ele me levantou. Gabriel era mais alto que eu e grande, ele treinava diariamente e só de acompanhar seus treinos, eu já ficava cansada.
Como todas as vezes em que transamos, Gabriel sempre conseguia espantar aqueles pensamentos que insistiam em me atormentar e além de esgotar todas as minhas forças, eu me sentia segura em seus braços.
Gozamos juntos, nossas respirações aceleradas e minhas pernas falharam quando ele me soltou no chão.
- Você está bem? - Pergunta me segurando pela cintura
- Sim, só preciso de um minuto.
- Relaxa, estou te segurando.
Eu o abracei e ele me abraçou de volta começando a acariciar minhas costas. Terminamos de tomar banho, nos vestimos e descemos para a cozinha.
- Eu pedi pizza pra gente, tudo bem pra você?
- Sim, eu gosto de pizza.
- Só vou ver o que o Kaiky está fazendo, ele está muito quieto.
- Tá bom.
Deitei minha cabeça nos meus braços, eu estava muito cansada.
- EU DISSE QUE NÃO KAIKY - Ouço Gabriel gritar
- VOU SIM! - Kaiky retrucou
- Vai, só vai e eu te busco arrastado, ME TESTA PRA VOCÊ VER KAIKY!
Gritos eram gatilhos, me lembravam do meu passado maldito e das vezes em que tive que lutar pra me manter viva. Gabriel voltou pra cozinha, ele estava bastante irritado.
- Me desculpa por isso, Kaiky as vezes me tira do sério.
- Está tudo bem Gabriel, não precisa se preocupar comigo.
- Mais tarde eu converso com ele de novo.
Gabriel pegou as duas caixas de pizza, pratos, talheres e os copos.
- Vou chamar o Kaiky pra vir comer.
- Não Gabriel, pode deixar que eu chamo ele.
- Tá bom.
Me levantei da cadeira e fui até o quarto do Kaiky, a porta estava aberta e ele estava deitado na cama olhando para o porta retrato em que tinha uma foto dele e do Gabriel juntos.
- Oi.
- Kyara! - Disse Kaiky com seus olhinhos brilhando
- Oi meu anjo, como você está?
- Chateado com meu pai.
- Por que? - Perguntei sentando ao lado dele
- Eu só queria sair um pouco com meus amigos, mas meu pai não gosta deles.
- Por que você acha isso?
- Uma vez eu quase entrei em coma por causa de um acidente de carro que sofremos. Não bebo álcool, nunca bebi, a gente foi num aniversário e lá tinha bebidas alcoólicas mas também tinha refrigerantes e eu optei pelo refrigerante, só não sabia que o meu copo estava batizado.
- Você estava dirigindo Kaiky?
- Não, não era eu, era meu outro amigo.
- Ele perdeu o controle do carro e...
- Batemos em outro carro, os meus exames mostraram que tinha dois tipos de drogas no meu organismo.
- Quando você acordou, quem estava do seu lado?
- Meu pai.
- Quando você saiu do hospital, quem estava do seu lado?
- Meu pai.
- Quem até hoje está do seu lado?
- Meu pai.
- Você acha que está errado seu pai não gostar dos seus "amigos" ? - Perguntei fazendo aspas com os dedos
Ele me olhou, pensou e baixou a cabeça.
- Kaiky, de uma coisa eu tenho certeza, seu pai jamais seria o mesmo se tivesse acontecido algo bem mais grave com você, ele jamais conseguiria se reerguer novamente e tudo que ele faz é pra te proteger.
- Eu amo meu pai.
- Eu sei e ele também te amo. Vou te contar uma coisa, sabe essas cicatrizes que eu tenho? - Perguntei puxando um pouco a minha blusa - Foi o meu pai que causou, o seu pai já te bateu alguma vez?
- Nunca.
- Eu precisei lutar pela minha vida, não tive um pai igual ao seu que te protege e faz de tudo por você. O meu pai me batia até eu desmaiar, várias vezes dei entrada em hospital quase morta de tanto que apanhava, não fica chateado com ele, ele não quer que aconteça de novo a mesma coisa que já aconteceu.
- Obrigado Kyara.
- De nada meu anjinho, agora vamos descer pra comer.
Voltamos pra cozinha, Gabriel estava sentado com uma cara de preocupado, dei um empurrãozinho no Kaiky e ele entendeu meu recado.
- Pai.
- Oi meu amor - Disse Gabriel largando o celular
- Me desculpa por brigar com o senhor.
- Eu também te peço desculpas filho, você sabe que o papai não gosta daqueles seus amigos e prefere ter você aqui pertinho de mim do que não ter nunca mais porque eu te amo.
Kaiky correu para abraçar ele e Gabriel abriu um enorme sorriso.
- Eu também te amo papai.
Gabriel olhou pra mim e vi seus lábios se movimentando.
- Obrigado.
Eu sorri em resposta. Depois de bastante chamego, sentamos para comer as pizzas com bastante conversa e risadas.
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Acompanhante de Luxo
RomanceKyara sempre foi uma mulher trabalhadora. Desde os 15 anos trabalhando para dar o melhor a si mesma e nunca desistiu mesmo passando por diversas decepções. Após uma crise financeira, a empresa que ela trabalhava é obrigada a demitir mais de 100 func...
