Lucca

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1 semana depois

Faz uma semana que o Vicente saiu do hospital e está se recuperando em casa. Desde que voltou a tomar os medicamentos direitinho, ele tem dormido a noite inteira e sem nenhum pesadelo.

- Pai.

- Oi meu anjo.

- Pietro está vindo pra cá, diz pra ele ir lá no quarto quando chegar.

- Você está bem meu amor?

- Só com um pouco de dor de cabeça, eu vou deitar.

- Qualquer coisa você me chama.

- Tá bom.

Ele me deu um beijo e saiu da sala. Minutos depois, Diego e o Pietro chegaram.

- Oi tio Lucca.

- Oi meu bem.

- E o Vicente?

- Ele foi deitar, disse que estava com dor de cabeça, vai lá com ele.

- Com licença.

Depois que ele saiu, Diego me abraçou e beijou meu rosto.

- Como você está?

- Um pouco mais tranquilo agora, mas precisamos conversar Diego.

- Sobre?

- O meu outro filho.

- Vamos descer.

Larguei o meu copo encima da mesa de centro e descemos para a parte subterrânea da nossa casa, onde ficava a academia e um escritório que o Diego adora.

- O que você está fazendo Lucca?

- Não estou fazendo nada Diego.

- Não, primeiro você me diz que vai voltar para os negócios que te deixaram doente e agora você quer conversar sobre seu outro filho?

- Voltei porque o Vicente estava sobrecarregado e eu abandonei o Gabriel, coloquei meu filho num orfanato, escondi ele do mundo Diego, não dá pra continuar assim.

- Você sabe muito bem o que vai acontecer se assumir ele.

- Eu preciso Diego, é o meu filho eu... Eu preciso que ele volte pra mim.

Ele soltou um longo suspiro e me abraçou.

- Tudo bem, se é isso que você quer, eu vou fazer isso por você, mas a conversa com o Vicente tem que acontecer o quanto antes.

- Eu vou falar com ele hoje, não posso adiar mais isso.

- Tá certo, Pietro tem uma consulta daqui a pouco, vou levar ele e voltamos depois.

- Tá, como ele está?

- Um pouco melhor que nos outros dias, mas tenho que ficar sempre de olho nele.

- Vou fazer alguma coisa pra eles comerem.

- Pra você também.

- Não estou com fome.

- Lucca, a gente já conversou sobre isso.

- Tá! Eu já sei.

- Então come por favor, pelo menos um pouquinho.

- Eu vou comer, agora vamos subir.

- Eu te amo.

- Eu também te amo.

Voltamos para a sala, Pietro estava sentado no sofá chorando e a primeira coisa que me veio na cabeça foi que o Vicente teve uma crise.

- Filho, o que aconteceu? O que aconteceu meu amor? - Pergunta Diego preocupado

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