Vicente

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Um mês depois

Nunca mais vi a Kyara depois da última reunião, não sei como ela está ou se continua com o Gabriel. Tranquei o meu escritório, peguei minha mochila e sai da boate, Diego já estava me esperando como sempre e junto com ele estava o Pietro.

- Olha só, que surpresa - Falei entrando no carro - Oi Pietro, oi Diego.

- Oi mano.

- Oi Vi.

- E o meu pai?

- Estava dormindo quando eu saí, fui buscar o Pietro cedo no aeroporto e vim direto pra cá.

- Como foram suas férias Pietro?

- Foram ótimas, deu para aproveitar bastante e até comprei vários presente para o tio Lucca.

- Só para o meu pai? Obrigado pela consideração - Falei em tom dramático

- Para de drama, comprei presente pra você e para o meu pai também.

- Obrigado por me incluir nessa - Disse Diego

- Meu Deus, vocês são muito dramáticos.

Chegamos e a casa estava toda fechada, não é do feitio do meu pai dormir até tarde, isso só acontece quando ele está muito cansado ou doente.

- Não, não, não, não! - Falei saindo do carro e entrando em casa - PAI!

Corri até o quarto dele, meu pai estava deitado na cama, me aproximei e coloquei minha mão na sua testa.

- Vicente - Disse meu pai baixinho - Estou bem amor, não se preocupe.

- Não pai, o senhor não está bem, está com febre.

- Só preciso descansar um pouco, logo passa.

- DIEGO! - Gritei quando meu pai desmaiou - DIEGO!

- O que aconteceu? - Pergunta entrando correndo no quarto - O que aconteceu Vicente?

- Ele desmaiou, está com febre.

- Droga! Lucca! - Disse Diego puxando as cobertas - Ele estava bem quando eu saí, vou levar para o hospital.

- Eu vou com você.

- Não!

- É o meu pai, eu vou sim com você.

- Vicente, preciso que você fique aqui com o Pietro.

- Não, não, não Diego, eu vou com você.

- Tá! Vamos logo.

Para não deixar o Pietro sozinho, puxei ele comigo e corremos para o hospital, eu fico tão preocupado quando meu pai adoece e um medo incontrolável de perder ele sempre consegue me atingir.

- É só uma febre Vi, vai ficar tudo bem - Disse Pietro segurando a minha mão.

- Assim espero.

Chegamos ao hospital, ele foi atendido de imediato e ficamos na sala de espera. Cada minuto que passava sem nenhuma notícia do meu pai era uma tortura. Decidi dar uma volta para espairecer um pouco e acabei encontrando o Gabriel e a Kyara juntos.

- Vicente! Eai cara, quanto tempo não te vejo - Disse Gabriel me cumprimentando

- Oi Gabriel, Oi Kyara.

- Oi Vicente.

- O que está fazendo aqui? Aconteceu alguma coisa com o Lucca?

- Ele acordou com febre, acabou desmaiando e trouxemos ele pra cá.

- Já tiveram alguma notícia dele?

- Não, ainda não.

- Gabriel, precisamos ir - Disse Kyara colocando a mão na barriga

- Certo, se precisar de alguma coisa ou ajuda, você sabe onde me encontrar.

- Pode deixar.

- Vamos meu bem, não podemos nos atrasar pra nossa consulta com a obstetra.

Obstetra? OBSTETRA? PORRA, não podia piorar mais. Kyara está grávida do Gabriel.

- Você fez isso de propósito né? - Perguntei irritado

- Como é? - Pergunta Gabriel sem entender

- Você disse isso de propósito, você faz de tudo para tirar o que é meu!

Ele se colocou na frente da Kyara, estava disposto a me enfrentar para protegê-la.

- Nunca tirei nada do que era seu, nunca ousei chegar perto do que era seu, então você não tem o direito de dizer isso.

- Chega Gabriel - Disse Kyara segurando o braço dele - Esquece isso Vicente, não é você que decide com quem eu irei me relacionar.

- Vicente - Disse Pietro - Oi Gabriel.

- Oi Pietro.

- Vicente, tio Lucca acordou, ele quer ver você.

- Mande lembranças ao seu pai - Disse Gabriel.

Quando eu estava passando, ele segurou o meu braço.

- Chega perto da Kyara outra vez e eu te mato!

- Você acha que eu tenho medo de você?

- Deveria ter, você sabe muito bem do que sou capaz.

- Fica tranquilo Gabriel, eu nunca mais chegarei perto da Kyara.

- É o que eu espero.

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