Cala a boca!

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Mesmo com o ocorrido conseguimos dar continuidade ao nosso trabalho.
Eu estava nervosa, mas a Marília parecia ainda pior. Estávamos com medo de quem pudesse ser, só nós sabemos tudo o que passamos até agora. Não foi fácil nosso começo, minha gestação da Helena, todo esse rolo... só penso que pode ser o Fernando de novo. Ele parece que quer acabar com a minha vida, mas sumiu nos últimos tempos.
- Amor? - Marília me chama.
- Oi, minha vida! - Falei me virando para a porta em que a loira se encontrava.
- Tenho medo por vocês. Não posso deixar nada te acontecer! Essa pessoa já passou dos limites, já deu!
Eu confio em você, sei que não é nenhum rolo seu, sei que jamais trairia nossa família! - ela disse, pegando em minhas mãos e se aproximando.
- Nada vai acontecer, meu amor! - falei tentando demonstrar confiança, mesmo que por dentro estivesse preocupada.
Começamos o nosso show e o público sempre muito receptivo! Eu adoro o carinho que eles nos fornecem, nos faz esquecer dos problemas e isso é maravilhoso!
Cada foto, cada abraço, sorriso... é gratificante!
O show seguia perfeitamente bem, mas em algum momento comecei a sentir enjoo. Cantar com enjoo é uma coisa muito difícil, então precisei recuar um pouco.
- Ow, eu vou ali viu? Mas eu volto!! - falei para o público e me retirei.
Pedi para a produção avisar a Marília que eu estava apenas com um leve enjoo e que já voltaria para o palco.
Me retirei e fui direto para o banheiro, que por sinal era bem próximo do camarim.
Entrei no banheiro e fechei a porta, respirei fundo! Precisava acabar com esse enjoo, o show não pode parar e não quero ninguém preocupada comigo.
Ouvi um barulho na porta e já pedi para que Marília me ajudasse.
- Amor, preciso de água! - falei ainda dentro da cabine.
Abri a porta e deixei encostada, para que apenas ela entrasse. Assim poderia me ajudar!
- Oi amor! - ouvi uma voz firme dizer e no mesmo instante abriram a porta.
Colocaram a mão em minha boca e me puxaram para fora da cabine, em menos de 10 segundos.
- Cala a boca! Se gritar, mato seus filhos e aquela loira! - um homem diz com uma voz rude, enquanto tampava minha boca e colocava meus braços para trás.
Não reconheci! Eu não sabia quem estava fazendo isso, o desespero tomou conta de mim. O toque da pessoa parecia queimar a minha pele, era desesperador!
Em um instante estávamos fora do banheiro e um corredor completamente vazio, fui arrastada em silêncio até a porta dos fundos e colocada dentro de um carro.
Fomos rumo a saída, ainda com os braços presos e com a boca tampada. Ao nos aproximarmos da cancela, um dos seguranças percebe uma movimentação.
- Você vai dizer que está saindo para comprar alguns remédios, pois as crianças precisam de você. Entendeu Maiara? Fale algo a mais e você já sabe o que acontece! - o homem que está dirigindo diz.
Acenei com a cabeça demonstrando que tinha entendido, eu não poderia fazer nada de diferente, a vida da minha família está em jogo!
- Senhora Maiara? - o segurança diz quando abaixam o vidro traseiro do carro.
- Oi querido, as crianças precisam de mim! Volto já, ok? - falei com a voz trêmula.
A cancela foi aberta, logo quando saímos do local do show, me cobriram os olhos...

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Espero que estejam gostando!! Comentem o que estão achando!
Logo posto o próximo cap.
Beijos! - Seu escritor favorito.

Esse amor sempre existiu. || Mailila Onde histórias criam vida. Descubra agora