Nuvens negras encobrem o céu. O clima é quente. As cidades que compunham o reinado de Myasaki estavam em ruínas. Os guerreiros da linhagem de Jyu foram caçados e o povo deixado à deriva na miséria. As águas que corriam pelos rios, antes límpidas agora eram avermelhadas e cheiravam muito mal por causa dos inúmeros corpos jogados lá. Kisame obrigava todos a pagar impostos abusivos e a satisfazer suas vontades. Sua corte era formada agora por Kyuro e mais 10 conselheiros, além de mais de 300 escravos em seu palácio; entre eles homens, mulheres e crianças. Os homens cuidavam da parte de construção e consertos, enquanto as mulheres e crianças, além da limpeza do então colossal palácio central, serviam também para satisfazer os prazeres de Kisame. O tempo foi favorável ao rei, que não envelhecera nada durante o seu governo. Mas a filha de Myasaki não teve esse trunfo. Agora não era apenas uma criança indefesa e traumatizada. Era moça já há algum tempo. Kisame percebera tal acontecimento.
Princesa Mika era o nome dela. Amava seu pai de uma forma incondicional. Usava ir à atividades fora do palácio com ele. Desde pequena, Mika ostentava uma beleza incrível e todos do reino enxergavam isso. Jozah, um pequeno plebeu, a via com outros olhos. Para ele Mika era muito mais do que bela e formosa, de alguma forma, ela era especial para o menino.
A lua já estava no alto de seu trono no céu, e a mãe de Mika recitava os últimos versos de uma canção antiga de ninar para a filha, que naquele momento tinha 10 anos. O quarto de Mika era ornamentado de ouro e sua cama era feita em pura prata, à direita da cama, se encontrava uma grande janela que dava direto para uma vista incrível das florestas e vales do nordeste, que se estendiam além da planície central. Ao lado esquerdo de Mika, uma grande porta de ouro cravejada de pedras preciosas. À Sua frente uma porta que dava diretamente para o seu guarda-roupa. A mãe de Mika sai de seu quarto delicadamente enquanto a menina cedia aos caprichos do sono.
Ouve-se um barulho na janela.
Mika se levanta assustada e olha pela imensa janela. Era Jozah.
- Miki! Oi! – grita o garoto.
- Fale baixo Jozah! Mamãe acaba de me pôr para ninar! – sussurra Mika olhando para o menino em trapos.
- Posso subir hoje? Preciso te mostrar uma coisa que eu achei.
- Tudo bem. Suba, mas não faça barulho!
O menino subiu a grande parede sem dificuldade alguma. Ao chegar lá em cima, o garoto sujo e maltrapilho tira de seu bolso uma pedra de coloração Azulada e um brilho descomunal. A pedra tinha uma textura similar às joias da cama da menina, o seu tamanho era de dimensões menores que a mão do pequeno menino sujo.
- O que é isso Jozah? Onde você achou isso? – disse a menina com um ar mais curioso.
- É um presente pra você! Eu achei ela enquanto dava uma volta na floresta!
A jóia brilhava pouco. Parecia ser um fragmento de algo mágico.
A duas crianças tocavam a pedra curiosamente.
- Use-a em sua coroa Mika, ficaria muito legal se você a usasse.
- Pode ter certeza que a usarei.
Mika então se despede do menino dando um beijo em sua bochecha. O menino, estático, esboça um sorriso no canto de sua boca e desce o grande muro sem pestanejar.
Boas memórias...
Memórias longínquas, mas que agora era o que Mika tentava se lembrar depois do que lhe acontecera. Ao abrir os olhos, Mika estava algemada e despida junto a outras mulheres numa sala escura, onde a única coisa que se via era a luz torturante das chamas das velas encrustadas em uma mesa logo no centro do local. Ao olhar para baixo, Mika percebe que sangue escorre por dentre suas pernas, e uma sensação de impureza toma conta dela. Uma figura esguia aguardava-a ao seu lado. Era Kisame, que vestia-se dando uma risada quase ensurdecedora. Lágrimas escorrem dos olhos da jovem de vinte e dois anos.
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The Skar
FantasiUma linhagem de guerreiros descendentes de um deus pode vir a dar cabo da humanidade completamente. Um deus, um humano, um demônio. Até quando a humanidade poderá viver sob o Sol que ilumina Tsun Dji, o planeta Terra? O governo de um rei tirano de...
