Após Willy nomear Charlie como Herdeiro e companheiro na produção da fábrica, a mídia ficou em polvorosa para saber mais detalhes do ocorrido bem como arrancar informações para lucrar com o público. Uma dessas pessoas é Meredith Van Carter, uma apre...
Anthrodynia - Um estado de exaustão ao perceber o quão horríveis as pessoas podem ser umas com as outras.
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Acordei sentindo um gosto metálico em minha boca. Sangue.
Meus olhos não conseguiam focar e nem identificar onde eu estava, mas não demorou muito para que eu percebesse que minhas mãos estavam amarradas, assim como meus pés. Depois de muito esforço, consegui notar uma sombra em pé, próximo à uma porta. A sombra moveu-se vagarosamente até a minha direção.
- Olá, Mery.
Após baixar o capuz, senti meu coração acelerar e o medo da morte me atingiu como um tapa na cara. Não, não, não! Por que isso estava acontecendo?!
- C-Clóvis?
- Surpresa...
Ele gargalhou baixo, sorrindo com escárnio enquanto eu o encarava completamente paralisada. Nada daquilo estava fazendo sentido, minha cabeça girava e girava pela dor e pela confusão do que estava acontecendo na minha frente.
- Já faz algum tempo desde que você saiu do jornal, hein?
- O que está acontecendo?
- Shhh... Calma garotinha. Temos muito a conversar. Primeiramente, não esperava que uma das minhas funcionárias mais centradas pudesse me aplicar um golpe como o que você fez. Vender toda aquela mina de ouro para o nosso concorrente? Fiquei bem decepcionado sabe...
Ele se aproximou de onde eu estava, tentei recuar mas não conseguia. Clóvis agarrou meu cabelo me forçando a olhar em sua cara e sentir seu bafo podre de cigarro e bebida em meu rosto.
- Me solta seu filho da puta!
- Me respeita, vadia!
Ele então deu um tapa em minha cara e o gosto de sangue voltou ainda mais forte. Ele voltou a agarrar minha cabeça, um grito de dor escapou pelos meus lábios machucados.
- Então a putinha decidiu dar para o magnata e assim conseguir subir na vida? Você não é diferente da maioria das mulheres pelo visto.
- Você não sabe de nada! Eu nunca vendi merda nenhuma ao Daily Bird e não sou essa vagabunda que está retratando. Willy me ama e você está fudido quando ele souber o que fez.
Clóvis riu alto, lançando gotículas de saliva em meu rosto. Senti vontade de vomitar.
- Ah querida, estou aguardando ansiosamente pela chegada do seu doce amado. Vamos nos divertir bastante quando ele chegar, mas agora, acho que vou começar a me divertir sozinho.
Ele colocou a mão por cima da minha blusa, apertando meu seio. Tentei me desvencilhar mas não consegui, então senti um puxão e o tecido da blusa foi rasgado, deixando meu sutiã exposto.
- Acho que entendo agora porque ele se atraiu tão fácil. Até que você é gostosinha sabia? Dá pra aproveitar alguma coisa.
Ele se levantou, abrindo seu cinto e fui tomada pelo medo e pela raiva. Em uma tentativa desesperada de fazer aquilo parar, consegui fazer com que meus pés, ainda amarrados, batessem na perna dele o que acabou fazendo com que Clóvis caísse no chão.