Após Willy nomear Charlie como Herdeiro e companheiro na produção da fábrica, a mídia ficou em polvorosa para saber mais detalhes do ocorrido bem como arrancar informações para lucrar com o público. Uma dessas pessoas é Meredith Van Carter, uma apre...
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Duas semanas haviam se passado e eu já estava pronta para voltar à Londres. Willy nos levou para um passeio por Paris após eu receber alta, chegamos aqui com um propósito e agora aproveitávamos um pouco de paz depois de tudo.
Thomas tirava várias fotos de Claire enquanto ela posava na praça da Torre Eiffel. Os dois haviam assumido seu relacionamento há alguns dias e desde então, não se desgrudaram mais. Enquanto isso, Seo-jun e Collin passeavam por mais uma das centenas de cafeterias que existiam pela cidade. Collin estava temeroso em relação ao seu pai, tinha medo de que ele não o aceitasse por ser gay. Mas garantimos que ele poderia contar com todos nós caso alguma coisa acontecesse.
Charlie já estava em Londres para alívio da família e tenho o ligeiro pressentimento de que a senhora Bucket mataria Susan em dois segundos se tivesse a chance de ficar sozinha com ela.
— O nosso vôo irá partir em algumas horas, vamos para o aeroporto. - Willy falou depois que terminamos de almoçar.
Diferente de quando chegamos, não pegaríamos o avião particular. Tanto por estarmos em maior quantidade agora, quanto pelo fato de que a aeronave passava por uma revisão.
— Comprei alguns cosméticos pra sua mãe, acha que ela vai gostar? - Claire me mostrava vários itens que comprara durante nosso passeio. Ri comigo mesma, minha mãe estava extremamente preocupada com tudo que aconteceu mas também perguntava por Claire, se referindo à sua "filha de coração".
— Tenho certeza de que ela irá amar, mamãe adora essas coisas de beleza mesmo possuindo apenas um batom que ganhou de aniversário.
As horas passaram muito rápido e logo eu me vi dentro da aeronave, o assento extremamente confortável me fez bocejar. No outro lado do corredor, Collin dormia a sono alto encostado no ombro de Seo-Jun que lia pacificamente uma revista de fofoca.
— Está tudo bem, querida?
Olhei para Willy que me encarava atentamente, apertei sua mão enquanto lhe lançava um sorriso.
— Está sim meu bem. Eu só... Fico pensando em tudo que vivemos para chegar até aqui.
— Algo lhe preocupa?
Olhei para baixo, ponderando sobre meus pensamentos.
— Sabe, eu amo a ideia de me tornar sua esposa.
— Mas...?
Suspirei enquanto ele colocava uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.
— Eu não quero me tornar uma dona de casa onde minha vida é cem por cento dedicada ao lar, entende? Não que eu esteja dando para trás, mas queria conversar com você sobre eu poder voltar a trabalhar em algum lugar. Eu amo a carreira do jornalismo, é a minha paixão desde criança, a qual eu lutei com unhas e dentes para conseguir uma vaga na universidade.