Aquele do Halloween

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Apesar de todo o planejamento, já era tarde demais. Os Longbottom tinham sido atacados por Bellatrix no mesmo dia em que Snape havia se juntado a Ordem - justificando sua ausência na reunião - com James e Lilly sendo imediatamente realocados para um lugar seguro. Tinham se passado três meses de visitas esporádicas durante as reuniões, mas as costumeiras visitas a Harry tinham acabado. Somente uma pessoa sabia do novo endereço dos Potter's, com instruções claras sobre não dizê-lo a ninguém para segurança do casal.

Mas aconteceu pouco tempo depois de Harry completar um ano. Os Potter 's tinham sido atacados de surpresa por Voldemort, e bem, sido precocemente assassinados. Somente uma pessoa era o fiel do segredo, somente uma pessoa poderia ter revelado a informação para Você-Sabe-Quem, eles o fariam pagar por isso.

Antes de morrer, Lilly tinha conseguido enviar uma mensagem de socorro para Remus - o mais sensato do grupo - E quando ele chegou na casa, já não havia mais feitiço cobrindo o imovel. A porta estava arrombada - o que fez Remus chamar Sirius imediatamente - mas não se conteve e entrou mesmo assim, apenas para entrar em choque ao se deparar com James morto aos pés da escada. Em uma crise de pânico, Remus se lançou sob o corpo do amigo, o chamando e tentando reanimá-lo, mas sem sucesso. Aos prantos, ele subiu correndo as escadas, encontrando Lilly também caída no chão em frente ao berço de Harry, mas antes que ele pudesse dar atenção a amiga, o barulho do choro de bebê invadiu seus tímpanos, com alívio dominando seu corpo. Harry estava vivo, com a testa sangrando mas vivo.

Ele pegou Harry no colo e o ninou como forma de acalmar ambos, até ouvir o barulho da motocicleta ao longe, encolhendo-se ao ouvir os gritos de Sirius perante o amigo. Havia demorado bons minutos, mas Remus finalmente tomou coragem e foi até ele, carregando Harry. Sirius estava deplorável, ainda chacoalhando James até ser impedido pelos resmungos de Harry.

-Ele está vivo? - Sirius olhava para o bebê nos braços de Remus.

-Machucado, mas está.

-E Lilly...?

Remus apenas negou com a cabeça, vendo outra onda de fúria tomar conta de Sirius. Mas antes que pudessem fazer alguma coisa, Hagrid apareceu na porta, dizendo ter sido enviado por Dumbledore para conferir as coisas.

-Preciso levar Harry comigo, ordens de Dumbledore.

-Mas eu sou o padrinho, ele é minha responsabilidade agora! - Sirius alegou.

-Nestas condições? Sinto muito, sr. Black, só estou cumprindo ordens.

-Para onde vão levá-lo? - Remus se intrometeu.

-Para a casa dos tios, pelo menos até as coisas se acalmarem por aqui.

-Sirius, não estamos mesmo em condições de ficar com Harry agora...

-Mas eu sou o padrinho!

-Eu sei disso, mas primeiro vamos resolver isso tudo, ir atrás de Peter e....

-Pettigrew... - Sirius rosnou. - Foi ele quem fez isso! Aquele traidorzinho de merda!

O choro de Harry atraiu a atenção deles, que apontava para o pai caído no chão e pedindo por ele.

-Rapazes, ele está ficando inquieto. Querem mesmo prolongar o sofrimento?

-Pegue a minha moto, Hagrid. Vou buscar meu afilhado assim que cuidar de Peter e enterrar meus amigos, ouviu bem?

-Claro, sr. Black.

Remus auxiliou Hagrid a acomodar Harry no carro acoplado à moto - mesmo que isso significasse voltar até o quarto dele e buscar algumas mantas, precisando desviar do corpo de Lilly. Os dois se despediram do bebê e os viram partir para enfim fazerem alguma coisa.

O Uivo Da LuaOnde histórias criam vida. Descubra agora