thirty-six

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[...]

Você acorda, Sukuna estava acordado lendo um livro? Desde quando?

– Sukuna? Está tudo bem? – você diz se sentando Sukuna encara você.

– bom dia pra você também pirralha. – ele diz te abraçando – ficou com saudades de mim?

– aliás me explica melhor essa história de você ser uma maldição – você diz e ele arregala os olhos.

– me desculpa... Eu ia te contar... Se você não quiser mais se casar tudo bem, eu-

– ei! Eu já te disse uma vez, eu não me importo se você é uma pessoa sarcástica ou doce, um humano ou uma maldição... Eu não ligo tá bom? É um choque? É! Mas eu não vou correr atrás da minha palavra tá entendendo? – você diz segurando o rosto dele.

– você não tem medo? – ele pergunta.

– é só você não chupar todo meu sangue e me matar – você diz rindo. – você tá se sentindo bem agora? Ontem você tava esquisito.

– é que certas pessoas arrancou metade do meu cérebro. – ele diz com um cara de bravo.

– quem?  Me conta isso direito.

– eu tava conversando com Itadori, e aí Mahito apareceu com aquela amiga dele lá, a a tomada?... Não... Pomada?... Lobara? Novara?

– Nobara!!

– aah verdade! – ele diz. – e aí ele quis arrumar confusão, e mesmo eu não gostando do moleque, a gente tinha coisas pendentes para conversar. É óbvio que eu estava ganhando né e do nada apareceu um cara com um doze, eu não tô brincando, e aí ele deu um tiro em mim que acertou minha cabeça, mas isso nem é o pior, a garota lá ela levou um tiro na cabeça, mas ela tá viva, em coma mais tá viva. E aí eu fui lá e liguei pro meu pai de sangue e depois para Geto. Só que aí eu desmaiei porque a bal- tô falando demais né? – ele parecia bem diferente do Sukuna de sempre, ele tinha virado um versão diferente do Itadori? Você não parava xe encarar ele, ouvir a voz dele era sempre bom.

– o que deu em você pra falar tanto assim? Nem parece o Sukuna que eu conheço.

– é que eu... – ele ia falar mas um nó na garganta o impediu. – deixa pra lá.

– *risos* você sentiu minha falta né? – você enche o saco dele – é bom ouvir sua voz.

– deixa disso. – ele coloca o livro na cômoda da cama, se levanta e vai no banheiro

No celular de Sukuna chega uma notificação, você não queria parecer uma namorada tóxica mas como ele não estava você vê só a mensagem em específico.

[Número desconhecido]: eu juro que você não vai se arrepender se você for, gatinho!

Assim que termina de ler a mensagem, você sente um sentimento ruim, pensava se Sukuna tinha dado mole pra ela ou coisa do tipo.

Você pensa em abrir a conversa mas Sukuna sai do banheiro. Você desliga o celular rapidamente e pega o seu.

Ele se deita ao seu lado e pega o celular dele.

– pirralha... Tem uma puta que fica me enchendo de mensagens, já falei pra ela que não quero nada com ela mas ela insiste, bloqueei ela umas 3 vezes, mas ela sempre troca de número pra atazanar minha vida.

– quem é ela?

– lembra da Lumina? – ele diz e você arregala os olhos.

– ela voltou a encher seu saco? – você pergunta e começa a rir.

– o problema é que ela é louca, se fosse só uma garota qualquer, mas não é a menina que fica te perseguindo nos lugares.

–  e pra onde ela quer que você vá?

– você viu meu celular? – ele diz e aparece um sorriso malicioso em seu rosto – depois você me chama de doido.

– só veio a notificação e eu vi sem querer.

– sei... Ela quer que eu vá na festa de aniversário dela. Mas eu não vou – as festas dela não é festa normal.

– então não vai... Por que você não troca de número?

– eu tava pensando nisso mesmo.

[...]

Você estava no jardim da casa vendo as flores quando o pai de Sukuna aparece.

– você me parece familiar... Você por um acaso é da família tsukumo?

– sim. Conhece meu pai?

– não... Eu conheço a sua mãe, a Airi.

– Airi? Ela se chama Airi?

– sim. Desde sempre ela foi muito próxima de mim... Ela é foi como uma irmã mais nova pra mim, já que nós tínhamos muita coisa em comum... Ela era uma mulher incrível...

– sério? Eu não tenho nenhuma memória da minha infância.

– na infância eu lembro, ela me dava muito orgulho.

– sério?

– ela era uma das melhores entre nós, uma assassina.

– c- como assim?

– assim que ela descobriu a gravidez resolveu se casar sem amor com um homem. E infelizmente ela deixou essa vida. Nós viemos de uma família de assassinos... Sukuna foi o único a nascer como uma maldição, minha mulher era uma e nós nós apaixonamos... Acabou que meu amor por ela era tão grande que eu acabei a matando e a dei para Sukuna comer. Você não acha isso incrível? – o homem diz com um sorriso.

Você arregala os olhos e se afasta um pouco do homem.

– Itadori... Aquele miserável, nasceu como um humano normal então nós demos ele ao meu ex cunhado. E Geto... Ele recusa aceitar que é meu filho já que eu abandonei ele e a mãe dele antes dele nascer.

Você percebe o quão problemático esse homem parece ser e inventa uma desculpa para sair de lá.

[...]

– Sukuna, eu quero ir embora – você diz entrando no quarto com tudo. Você leva um susto ao ver que ele estava se trocando. Completamente nú. – p- perdão.

– já quer ir embora? Aquele velho idiota falou alguma merda pra você? – ele diz num tom seduzente enrolando a toalha em volta do quadril e se aproximando de você.

– ah... D- depois eu te conto – você diz voltando para trás andando de costas. Até que você encosta em uma das portas que ainda estava fechada.

Sukuna se aproxima devagar e fecha a outra porta, a trancando.

– Sukuna... O que você tá querendo hein? – você pergunta, se ele tivesse segundas intenções, não negaria nada.

O homem se aproxima de você e coloca a mão no seu pescoço, ele retira seu cabelo do pescoço e começa o beijar.

– você sabe que... eu amo quando você fica assim... – ele diz entre pausas, agora começando a marcar seu pescoço com chupões, ele segura seu cabelo um tanto quanto forte, mas no clima que estava você simplesmente ignora.

Cabelos Rosados - Imagine SukunaOnde histórias criam vida. Descubra agora