A MAGIA DO CAOS | "Eu não consigo controlar o poder dentro de mim Yul, estou fadada a morrer como minha mãe morreu"
Yoon Ji-Woo é uma feiticeira com o poder da magia do caos nas mãos e capaz de realizar coisas extraordinárias, mas a garota não sab...
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Após sairmos da sala secreta - depois de muitos xingamentos direcionados a UK pelo senhor Park, e muita cautela para não acabarmos soterrados - finalmente pude voltar para os meus aposentos, onde tomei um banho longo e principalmente com a temperatura muito, muito alta. O momento de deitar, relaxar e consequentemente acabar adormecendo era algo extremamente difícil para mim, infelizmente sempre foi. Milhares de pensamentos assombram minha mente no instante em que me deito, nunca consegui evitar isso, apesar de tentar, então apenas me acostumei.
Como já sabia que o sono demoraria para vir, optei por caminhar pelo jardim da fortaleza, a sensação do ar gelado colidindo com o rosto e deixando suas extremidades frias é, pelo menos para mim, reconfortante. Sendo assim, coloquei meu jegori decorado com flores de cerejeira e sai pela porta do quarto, determinada a passar um bom tempo admirando as paisagens de Jeonjingak.
...
Enquanto caminhava até o jardim dos fundos, notei que havia um pequeno espaço entre duas árvores, as quais eram diferentes de todas naquele lugar. Provavelmente foi um lugar feito para magos que sabem manipular feitiços, já que não foi uma tarefa muito fácil passar por um local tão apertado. Sinto que há muitas chances de eu ter sido atingida por um galho nesse processo, já que sentia uma pequena ardência em meus pés - mas isso não me incomodou tanto assim - e assim continuei pela pequena trilha de pedras e flores do outono caídas no chão.
E então, de repente, me encontrei totalmente sem palavras. Inúmeras árvores de glicínias enfeitavam o ambiente, assim como suas pétalas roxas que cobriam praticamente toda a superfície. Algumas lâmpadas - que eu julgava serem antigas - deixavam o lugar com uma iluminação quente e quase imperceptível, mas que me permitia enxergar toda a beleza que ali existia. Por fim, um pequeno lago completava o ambiente, emitindo a luz da lua em suas águas. Senti vontade de ficar ali para sempre.
— Jiwoo? — Volto para a realidade após ouvir alguém chamar pelo meu nome, e então me viro, um pouco assustada por não ter percebido sua presença — O que faz aqui? — A voz grave de Seo Yul me questiona.
Encaro os olhos do homem em minha frente, olhos castanhos que emitem um cansaço quase imperceptível. Seu cabelo não estava arrumado como sempre, estava úmido e levemente bagunçado, como se o mesmo tivesse acabado de sair do banho. O cheiro amadeirado, junto do leve aroma de menta, invadia meus sentidos, me deixando anestesiada. Céus, eu adorava aquele cheiro. E então meu olhar encontra o seu novamente, e percebo que ele me encara um pouco confuso, como se estivesse se perguntando "Por que essa maluca está me encarando sem falar nada?", uma pergunta a qual eu também não tenho resposta.
Por que de repente fiquei tão presa?
— Ah, desculpe — Falo enquanto desvio o olhar, envergonhada — Não consegui dormir, então resolvi caminhar e tomar um ar, e de repente encontrei esse lugar — O respondo, olhando em volta — Não era para eu estar aqui? — Pergunto, receosa.