Capítulo 13

602 71 8
                                        

POV 

Seus corpos estavam colados, suados, unidos pelo desejo escaldante que as consumia. Suas bocas entreabertas, ofegantes, buscavam avidamente o oxigênio em um balé ruidoso. Seus olhares estavam presos um no outro, sem piscar, absorvendo cada detalhe, capturando a essência daquela união que transcendia o físico e se tornava espiritual.

Suas almas ansiavam por aquele momento, sem querer desfazê-lo, mas sim fundirem-se uma à outra. Suas intimidades se moviam em uma dança sensual, um atrito quente e ritmado. Agatha, por baixo, arfava, tentando receber a mulher acima de si com tudo o que tinha. Os movimentos eram constantes, perfeitos, enlouquecedores, a ponto de fazê-la duvidar se estava sonhando.

Era possível existir algo tão bom? Tão perfeito? Como ela?

A mente da mais velha girava, tomada por pensamentos confusos, conflitantes, que a faziam querer se esconder e chorar. Confusos demais para que pudesse simplesmente se entregar à intensidade do momento. Seus olhos azuis estavam cravados nas expressões de prazer que a morena deixava transparecer. Mas, incapaz de suportar a enxurrada de sentimentos, rompeu o contato. Empurrou a mais nova até que estivesse de costas no colchão e, então, se posicionou. Suas pernas entrelaçaram-se, e ela sentou-se sobre sua intimidade.

Rio rugiu com o ato, levando as mãos à cintura da mais velha, incentivando-a. Os movimentos começaram lentos, tímidos. Agatha abaixou-se sobre Rio, suas barrigas unidas, seus seios pressionados um contra o outro. Uma sensação impossível de esquecer. Rio deslizou a mão pelo rosto da mulher acima de si, puxando-a para um beijo quente, ardente. Como um raio, o contato atravessou seus corpos, gerando um calafrio febril, intensificando ainda mais a umidade entre suas pernas.

Agatha aumentou o ritmo, segurando os lençóis ao lado do corpo de Rio para intensificar os movimentos. A dança agora era quente, nada sutil e extremamente necessária. A euforia não podia mais ser contida, e o beijo intenso se rompeu, dando espaço a gemidos entrecortados de ambas.

— Diz que vai gozar comigo... — Rio sussurrou, suas mãos explorando o corpo da mais velha. Seu coração batia forte, tentando conter os espasmos que começavam a atravessar seu corpo. — Agatha, por favor...

Rio revirou os olhos, arqueando a cabeça contra o colchão, cravando as unhas na carne da mulher sobre si. Agatha não queria responder, sua boca ocupada no pescoço recém-exposto da mais nova. Lambia, beijava, perdida na sensação de senti-la cada vez mais quente, mais suada.

— Agatha... — Rio ofegou, os dedos se entrelaçando nos cabelos desarrumados da mais velha. — Não consigo segurar mais...

O sussurro de Rio fez Agatha gemer. Suas intimidades deslizavam com uma facilidade deliciosa. Os gemidos altos de ambas preenchiam o quarto, ecoando contra as paredes. Seus olhares desfocados se procuraram, e no instante em que se encontraram, um choque pareceu rugir pelo ambiente. O ar tornou-se palpável, denso. O tempo parou.

Só existiam elas. Nada mais importava.

Pelo menos não naquele momento.

Agatha não pensava em nada além da visão à sua frente, e Rio queria apenas ver aqueles olhos azuis atingirem o ápice do prazer mais uma vez. Tomada pelo desejo, inverteu a posição, assumindo o controle. Seu ritmo tornou-se frenético, desesperado. Segurou as mãos de Agatha, pressionando-as contra o colchão, entrelaçando seus dedos. Seus corpos, unidos sob uma fina camada de suor, respondiam ao prazer gritante que compartilhavam. O corpo de Rio tremia, resistindo ao colapso iminente.

— Sim! — Agatha arfou entre dentes, seu corpo movendo-se de forma errática, prestes a desmoronar. — Eu vou gozar... Deus!

— Diga! — Rio ordenou, a voz rouca, quase inaudível. Seu rosto pairava a poucos centímetros da mais velha.

A Proposta   #AGATHARIOOnde histórias criam vida. Descubra agora