Capítulo 5

752 87 27
                                        

Atenção: Esta fanfic é destinada a maiores de 18 anos. Ela contém uso de drogas, abuso de álcool, palavras de baixo calão, além de cenas de nudez e sexo. 


POV AGATHA 

 Saio da mansão procurando por Rio, que havia desaparecido desde o café da manhã. O ar gélido do Alasca me abraça de forma acolhedora, balançando meu cachecol e testando a resistência da minha calça jeans e da minha blusa de crochê larga. Ouço o som de tênis em contato com uma quadra e de uma bola quicando ao chão. Sigo o barulho até uma quadra de basquete escondida perto do píer, na qual não havia reparado antes. 

Aproximo-me devagar e em silêncio, observando Rio eufórica, fazendo manobras de um lado para o outro. Ela estava de costas para mim, narrando seus próprios movimentos como se estivesse em uma partida de campeonato.

— Faltam 10 segundos no cronômetro, o placar está empatado. Rio está com a bola e avança em direção à linha de três pontos — narra para si mesma, alheia à minha presença. — Sua adversária é alta e ágil, mas ela não se intimida. Com um crossover rápido, ela muda de direção e avança. Duas adversárias se aproximam rapidamente, tentando bloquear sua manobra. Rio faz uma finta sutil, como se fosse partir para dentro do garrafão, mas ao invés disso, salta. Ela arremessa com precisão, e a bola voa em direção à cesta. A torcida explode em gritos!!

Ela arremessa e acerta.

— SWISH! E a torcida vai à loucura! — comemora consigo mesma, caindo de joelhos no chão para celebrar. Logo em seguida, levanta-se e pega a bola para outra jogada.

— Então é isso que você faz quando não tem nada melhor para fazer? — Minha voz soa áspera. Rio se vira rapidamente, surpresa, e sem querer me acerta com a bola, que derruba meu celular no chão. A tela quebra, e o aparelho para de funcionar na hora.

— Você está falando sério? — grito, furiosa. Ela congela, mas logo uma expressão de tédio se apossa de seu rosto.

— Você me assustou! — retruca, revirando os olhos. Como se nada tivesse acontecido, ela arremessa a bola novamente, mas erra. A bola bate na lateral da cesta e rola para fora. Rio abaixa a cabeça, visivelmente constrangida, e caminha devagar até a bola, evitando meu olhar.

— Há quanto tempo você está aí? — pergunta cansada.

— Tempo suficiente! — respondo rispidamente. — Você quebrou meu telefone! O que eu vou fazer agora? Wong vai ligar para esse número!

— Calma! Eu vou até a cidade mais tarde e compro outro para você, com o mesmo número. — Ela respira fundo, como se buscasse paciência. — O que você está fazendo aqui?

— Eu sou sua noiva, lembra? As pessoas precisam acreditar que estamos apaixonadas, e casais apaixonados gostam de passar tempo juntos. Além disso, preciso saber suas respostas para essas perguntas. — Mostrei os papéis em minha mão.

Ela pega a bola e começa a quicá-la novamente, ignorando o que eu disse. Seu tédio era evidente. Ela não me olhou nos olhos nenhuma vez, e tomei seu silêncio como a resposta que precisava para começar. Peguei os papéis na minha mão, olhei as perguntas e escolhi uma.

— Qual seu filme favorito? — minha voz saiu baixa, mas firme, enquanto me recostava em um batente de cimento próximo à quadra. Mantive uma distância segura para evitar um novo "acidente", mas próxima o suficiente para que ela me ouvisse.

Rio quicava a bola no chão, aparentemente alheia, até responder sem me encarar:

Carol. Aposto que você nunca ouviu falar.

A Proposta   #AGATHARIOOnde histórias criam vida. Descubra agora