POV RIO
"Acorda."Agatha sussurrou ao meu ouvido. Meus olhos se abriram imediatamente ao seupedido. Ela estava tão perto que pude sentir o calor do seu corpo contra o meu. Seu tronco se inclinava sobre mim, suas pernas envolviam minha cintura, e ela estava sentada suavemente sobre minha barriga. Suspirei, tentando controlar a onda de sensações que me dominava.
"Não consigo dormir," ela murmurou, sua voz baixa, quase um sopro.
Ela se inclinou ainda mais, seus lábios perigosamente próximos dos meus. Seus cabelos negros caíam em cascatas ao lado do rosto, destacando o brilho azul intenso de seus olhos, que pareciam hipnotizar até mesmo a escuridão ao nosso redor. Meu coração disparou, descompassado, como sempre acontecia quando ela estava tão perto. Minha mão, movida por puro instinto, repousou sobre sua perna enquanto a outra afastava uma mecha de cabelo que insistia em cair entre nós. Meus dedos tocaram levemente seu maxilar, e ela fechou os olhos, entregando-se ao momento. Sem hesitar, puxei-a para mais perto.
Colei meus lábios aos dela, e o beijo foi tudo: desejo, entrega, uma explosão de sensações. Meu corpo inteiro estremeceu, cada parte de mim gritando pelo toque dela. Em um instante, eu estava por cima, beijando-a com uma intensidade quase selvagem. Eu a queria. E ela me queria. Nada mais importava.
Apertei-a contra meu corpo, meu braço segurando sua cintura contra meu abdômen, enquanto minha mão tocava seu pescoço. Ela era menor do que eu, mais magra, mais fácil de ser dominada. Fui tomada por esse desejo, de dominá-la, de tê-la completamente sob meu controle. De fazê-la gritar meu nome em desespero, implorando para que eu não parasse, como da última vez. Minha mão livre alcançou sua calcinha por baixo do short de cetim que ela usava. Eu podia sentir. Ela queria aquilo tanto quanto eu. Mesmo sem tocá-la lá, eu sabia.
Me afastei para beijar seu pescoço, explorar seus seios, tomando um a um com minha boca, para ouvi-la suspirar. Suas mãos exploravam minhas costas e meus cabelos, guiando-me para onde ela queria que eu fosse. Então, de repente, suas mãos me puxaram para outro beijo ardente e ruidoso. Estávamos sem ar, mas não queríamos parar, como se a necessidade do ato fosse maior do que o oxigênio que precisávamos para sobreviver.
Eu estava aturdida, envolvida, em êxtase. Os beijos dela, os toques dela... Tudo nela tinha esse efeito sobre mim. Minha mão deslizou para baixo do tecido que nos separava, e sentir o quanto ela me queria despertou algo selvagem em mim. Sentia-me como uma fera, saboreando o melhor de sua presa. Sem hesitar, a penetrei com dois dedos. Seu gemido de aprovação ecoou pelo quarto, como um pedido para continuar. E eu continuei, afogada pelo beijo. A necessidade de alívio gritando sob nossos corpos. Eu queria ouvi-la. Queria senti-la.
— Era isso? — Ofeguei. — Era isso que você queria? Assim?
Meti com força, sentindo-a cada vez mais molhada. Ela arqueou o corpo em resposta, mordendo os lábios enquanto negava com a cabeça. Um sorriso perigoso surgiu em seus lábios.
— Não. — Murmurou. — Eu quero com mais força.
Meu Deus! Essa mulher acabaria com a minha vida. E, por um momento, não me importei. Se tudo acabasse assim, eu definitivamente morreria feliz. Ela me puxou para outro beijo feroz. E, antes que eu pudesse reagir, ela me empurrou e eu caí do sofá.
Instantaneamente, a dor do baque ao chão me fez abrir os olhos com rapidez. Senti-me tomada por uma realidade totalmente diferente da de segundos atrás. Não havia beijo. Não havia calcinha molhada — além da minha — e não havia Agatha, implorando por mais, nem o calor de seu corpo rente ao meu.
A manhã havia acabado de chegar, e, com ela, a frustração de uma realidade que não era tão aconchegante quanto o sonho que eu tinha acabado de viver. Observei o quarto com atenção. Ela dormia na cama de forma calma, quase angelical. Meu coração, que estava disparado devido ao momento passado, se acalmou rapidamente ao vê-la. Seu sono parecia tranquilo.
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A Proposta #AGATHARIO
Fiksi PenggemarAgatha Harkness é uma poderosa editora de livros em Nova York que corre risco de ser deportada para o Canada, seu país natal. Para poder permanecer em Nova York ela se diz noiva de Rio Vidal, sua assistente. A jovem aceita ajuda-la, mas impõe alguma...
