Bem-Vindo à novas histórias de imagines sobre Johnny Depp.
Cada episódio uma fanfic diferente. Espero que gostem, vou fazer com muito carinho e me inspirando em fãs do Deppinho!
Começaremos os episódios em breve!
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Sombras de Veludo
Eu nunca imaginei que uma noite aparentemente comum pudesse me levar até ele. Johnny Depp estava lá, encostado no balcão de um bar escondido em Los Angeles, um lugar que parecia saído de um filme noir. O ar cheirava a uísque envelhecido e a algo mais — talvez o perigo, talvez o desejo. Seus olhos, escuros como o céu antes de uma tempestade, encontraram os meus por um breve segundo, e eu senti um arrepio que não consegui explicar.
"Você parece perdida," ele disse, a voz rouca carregada de um tom que fazia cada palavra soar como uma promessa. Ele vestia uma camisa preta parcialmente desabotoada, as tatuagens espiando pela abertura, e um chapéu que jogava sombras sobre seu rosto. Eu não estava perdida, mas deixei que ele pensasse isso. Era mais fácil assim.
"Talvez eu só esteja procurando algo," respondi, surpresa com a firmeza na minha própria voz. Ele sorriu, um canto da boca subindo lentamente, e se aproximou. O calor do corpo dele parecia me envolver antes mesmo de me tocar.
"Então me deixe te guiar," ele sussurrou, e antes que eu pudesse responder, sua mão encontrou a minha, os dedos calejados traçando minha pele com uma delicadeza que contrastava com a intensidade do olhar. Ele me levou por uma escada estreita nos fundos do bar, até um quarto pequeno, iluminado apenas por velas. As paredes eram forradas de veludo vermelho, e havia uma cadeira de madeira escura no centro, simples, mas imponente.
"Confia em mim?" perguntou, parando atrás de mim. O hálito dele roçou minha nuca, e eu senti meu corpo responder antes mesmo da minha mente.
"Sim," murmurei, quase sem ar.
Ele riu baixo, um som que vibrou em mim. "Boa menina." De um canto da sala, ele pegou uma faixa de seda preta e se aproximou. "Feche os olhos." Obedeci, e logo senti o tecido macio cobrindo minha visão, o mundo reduzido a escuridão e ao som da respiração dele. O nó foi firme, mas cuidadoso.
"Quero que você sinta tudo," ele disse, e então seus dedos deslizaram pelo meu pescoço, descendo até os ombros, leves como uma pena, mas carregados de intenção. Ele me guiou até a cadeira, e eu me sentei, o coração disparado. Ouvi o tilintar de algo metálico — algemas, talvez? —, mas ele não as usou. Em vez disso, senti suas mãos ajustarem meus pulsos atrás das costas, segurando-os com uma pressão que era ao mesmo tempo restrição e conforto.
"Você é minha agora," ele sussurrou no meu ouvido, e o tom possessivo me fez estremecer. Sua boca roçou minha clavícula, um beijo tão leve que era quase uma tortura, enquanto suas mãos exploravam, firmes e lentas, desenhando linhas invisíveis sobre minha pele. Cada toque era calculado, cada pausa parecia feita para me deixar implorando por mais.
Ele se afastou por um instante, e eu ouvi o som de algo sendo movido — talvez uma corda, talvez um cinto. Quando voltou, senti o couro frio contra minha coxa, apenas o suficiente para me fazer arquejar. "Gosta disso?" perguntou, e havia um traço de diversão na voz dele.
"Sim," consegui dizer, e ele riu novamente, satisfeito. O couro deslizou mais alto, mas ele não apertou, apenas deixou a promessa pairar no ar. Seus lábios encontraram os meus então, um beijo profundo e exigente, e eu me perdi na sensação, na mistura de controle e entrega.
A noite se desenrolou em sombras e suspiros, uma dança de poder e desejo onde Johnny era o maestro e eu, voluntariamente, sua melodia. Ele sabia exatamente como me levar ao limite, como me fazer sentir cada toque como se fosse o primeiro. E quando a faixa de seda finalmente caiu dos meus olhos, seus olhos me encararam com uma intensidade que prometia que aquilo estava longe de acabar.