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"Encontro em Londres"

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"Encontro em Londres"

O vento gelado de Londres batia contra o seu rosto enquanto você saía da biblioteca da universidade. O cachecol apertado ao redor do pescoço tentava, em vão, barrar o frio que cortava como lâmina. Você suspirou, exausta após mais um dia de pesquisa para o doutorado. Faltavam poucos meses para o fim da sua estadia no exterior e, embora estivesse focada, sentia falta do calor do Brasil, da família... e de um certo sonho de infância.

Desde pequena, Johnny Depp era mais que um crush famoso — ele era o amor da sua vida, mesmo que platônico. Você assistiu a todos os filmes, leu entrevistas, colecionou revistas e até brigou com colegas no colégio defendendo ele durante a época turbulenta da sua vida pessoal. Seu carinho por ele era quase íntimo, como se o conhecesse de verdade. Mas você nunca imaginou que o universo estivesse prestes a brincar com o impossível.

Naquela noite, decidiu cortar caminho pela Covent Garden, um lugar que sempre parecia mágico com suas luzes penduradas e artistas de rua. Você caminhava distraída, a cabeça cheia de teorias e prazos, quando viu uma aglomeração discreta perto de uma cafeteria pequena e elegante. Dois seguranças e flashes.

Você quase não acreditou quando o viu.

**Johnny Depp.**

Ele estava ali. De verdade. Em Londres. Com aquele chapéu surrado e os óculos redondos, o colar de contas pendurado no pescoço, o cachecol enrolado de qualquer jeito, e aquele olhar... aquele olhar que você conhecia de cor.

Seu coração disparou. As pernas ficaram bambas. Por um segundo, você pensou em se afastar. Talvez fosse melhor não encarar. Mas, como se algo maior te empurrasse, você deu mais dois passos. E então, num milagre real, ele olhou diretamente para você. Os olhos castanhos se encontraram com os seus, e... pararam. Ele franziu levemente a testa. Como se estivesse tentando lembrar de onde te conhecia.

Você engoliu em seco.

Ele deu um passo à frente, se aproximando — para a sua surpresa, desviando das pessoas que tentavam fotos — e, para o seu espanto, **parou na sua frente**.

> — "Oi..." — ele disse, em um tom gentil, quase hesitante. — "Desculpa, mas... já nos vimos antes?"

Você abriu a boca, mas a voz não saiu. Johnny Depp estava te perguntando se te conhecia. Aquilo era surreal.

> — "N-não, acho que não. Quer dizer... sou brasileira, estou fazendo doutorado aqui... e sou sua fã desde que me entendo por gente."

Ele sorriu. Aquele sorriso torto, caloroso, que só ele sabia dar.

> — "Sabia. Não que nos conhecemos... mas que você era especial. Eu senti algo. Seu olhar... não era como o dos outros. Não tinha gritaria. Tinha... verdade."

Você sentiu as bochechas queimarem. Tentou rir, nervosa.

> — "Acho que estou em choque."

Ele riu também, abaixando um pouco a cabeça.

> — "É bom saber que ainda consigo causar isso. Especialmente em alguém tão... calma. Sabe, estou aqui para um evento de moda, sim, mas às vezes me sinto completamente deslocado. Mas você me olhou como quem olha para um velho amigo. Isso me tocou."

Você sorriu, tentando respirar fundo para se manter de pé.

> — "Sempre imaginei que se um dia te visse, eu travaria. E... está acontecendo."

> — "Então destrava," — ele disse com uma piscadinha brincalhona. — "Me diz seu nome."

Você falou seu nome quase sussurrando, e ele repetiu com cuidado, como se quisesse guardá-lo.

> — "Belo nome. Brasileiro, né?"

> — "Sim. Meus pais adoram nomes marcantes."

> — "Bom gosto. Como você..."

A sua mente quase derreteu. Johnny Depp estava te elogiando. Aquilo não podia ser verdade.

> — "Quer tomar um café?" — ele perguntou de repente. — "Só um café. Antes que minha equipe me arraste."

Você ficou em silêncio por dois segundos, olhos arregalados.

> — "Você... está me chamando pra... um café?"

> — "Sim. Com um doutoranda brasileira que tem um dos olhares mais sinceros que vi em anos."

Seu coração disparou. Você assentiu, sem saber como ainda estava viva.

Entraram juntos na pequena cafeteria. O cheiro de café fresco, o som suave de jazz ao fundo, o ambiente íntimo e pouco movimentado. Sentaram-se numa mesinha de canto.

> — "Nunca pensei que Londres me daria isso," — você comentou.

> — "E eu nunca pensei que encontraria a paz no meio da loucura," — ele respondeu, olhando direto para você.

E assim começou. Uma conversa leve, cheia de risos tímidos e olhares demorados. Você falou da pesquisa, ele falou da arte. Você comentou seu amor por 'Chocolate', ele sorriu e disse:

> — "Aquele filme... é doce, mas hoje teve um sabor melhor: conhecer você."

Naquela noite, ao voltar para o seu flat em Londres, com o coração explodindo no peito, você não conseguia parar de sorrir. Porque o impossível tinha acontecido.

Johnny Depp **não só te viu** — ele **te escolheu para olhar de volta.**

Sr. Depp ImaginesOnde histórias criam vida. Descubra agora