Capítulo 16 - A Guerra do Polegar PARTE 2

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O resto da noite se passou silenciosamente e ambos os lados recolheram e distribuíram os equipamentos de seus mortos e trataram seus feridos em um momento de paz.

As nuvens escuras obstruíam parcialmente o ludar da grande lua cheia pálida que testemunhava as chamas reluzentes abaixo, resultantes do combate ou de fogueiras agora acesas.

Esse céu seria lindo e outro momento, mas agora servia de presságio para o que estava por vir.

Skullrippa e suas forças montaram acampamento, residindo em prédios abandonados, tentas ou dentro de seus veículos, forçando seus Grots a realizarem as tarefas indesejadas com ameaças, gritos, insultos e golpes.

Os pequeninos reabasteciam e faziam a manutenção de veículos, verificavam e recarregavam armas, limpavam o sangue de lâminas e armaduras, cozinhavam assados e ensopados, sempre de cabeça baixa e sem reclamar, pois eles sabiam quais seriam as consequências se agissem como tal.

Infelizmente, isso não era o suficiente para evitar abusos, pois alguns foram esmagados, chutados ou socados para descontar a raiva e aliviar o humor dos Orks.

Os gigantes verdes riam e sorriam cruelmente como se assistissem à apresentação de um bobo da corte. Os Grots, por outro lado, continuaram seus trabalhos com faces impassíveis, virando suas cabeças e evitando os olhares suplicantes daqueles no chão até o brilho deixar seus olhos.

Seus corações e mentes doíam com tamanha injustiça, uma mistura de raiva, medo e desespero ao ver seus companheiros, os únicos com quem poderiam contar, falecendo inutilmente para a diversão dos outros.

Por quê? Por que tem que ser assim? A maioria deles se perguntou.

A resposta era simples, porque eles eram pequenos e fracos e os Orks sabiam disso, e de acordo com sua kultura, eles podiam fazer o que quiser com aqueles que não conseguiam lutar.

E como eles conseguiriam lutar? Eles não tinham Shootas ou Chopas e os poucos que recebiam Blastas, um pedaço de lixo que mal atirava, eram observados atentamente por qualquer sinal de rebeldia e rapidamente abatidos.

A vida de um Grot era realmente miserável e eles só podiam seguir adiante com passos cambaleantes, engolindo sua revolta e fazendo o que era ordenado em meio ao crepitar das fogueiras, cuspindo cinzas, fumaça e brasas.

Talvez as coisas melhorem algum dia? Gork e Mork saberiam dizer.

Um grito anunciou que o jantar estava proto e desordem tomou o acampamento, com todos os Orks brigando por sua porção de comida, virando uma massa furiosa e desordenada que desperdiçou metade daquilo que desejava.

Havia o suficiente para todos, mas sua ganância e violência os cegava enquanto os Grots observavam entristecidos em um canto, famintos, lambendo seus lábios e segurando seus estômagos, mas sem poder comer do chão.

Enquanto isso, Skullrippa ria da exibição, saboreando seu Squig assado em frente à sua tenda.

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O outro lado do campo de batalha estava em um humor melhor, com a maioria dos combatentes retornando para a base e recebendo suas porções de comida, enquanto alguns ficavam em seus postos para alertá-los em caso de ataque inimigo.

Orks e Grots se enfileiraram ansiosamente em frente a grandes mesas cheias de pratos e talheres, próximo aos campos de fungo, onde dezenas de Snots preparavam comida com ingredientes frescos em grandes panelas sobre fogo aceso, enchendo o ar noturno de um aroma delicioso.

Eles salivaram em antecipação, prontos para provar tamanha delícia, ao ponto que foram necessários guardas para mantê-los sob controle.

Os corpos dos mortos fertilizaram o campo, e agora eles cresciam todo tipo de fungo para serem servidos, seja em bebidas como Cerveja de Fungo, Fermentadas de Fungo, Fungusnog, ou como comidas, diversos pratos de Squig temperados com Puffballs, Trottlecap Rosa, Flor Noturna Verruguenta e Queima Coração.

O Orkaloriano [Warhammer 40k Ork Isekai]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora