Capítulo 23 - Uma Cidade Dividida PARTE 5

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- O Grande Verde-

O jogo de cartas entre Rukzod, Skullrippa, Gol D. Loota e Makari continuava. Todos sentados ao redor de uma mesa, apostando uma quantidade aparentemente ilimitada de teef, cujo uso no pós vida ainda permanecia um mistério.

Há quanto tempo eles estavam aqui? Era impossível dizer, eles haviam ficado sem assuntos interessantes para conversar e agora se encontravam em silêncio, criando uma pequena pilha de cartas no centro do seu grupo.

Seus rostos entediados indicavam o quão pouco eles estavam se divertindo. Talvez eles devessem fazer algo diferente. Descer as montanhas e ver o que havia nas florestas de cogumelos parecia uma ótima opção, mas assim que a boca do antigo Nob de Rukzod se abriu para proferir a sugestão, algo estranho ocorreu com o seu ex-chefe.

A sua forma estava mudando, o seu corpo perdendo a cor e se dissipando ao ponto de que era possível ver através dele como um espectro. Para todos, isso era motivo de surpresa e preocupação, mas para o grande Ork, era um momento de alegria, e ele fez questão de que aqueles presentes soubessem.

Ele se levantou sem cuidado algum, derrubando o seu assento e virando a mesa, espalhando o jogo que durava uma eternidade ao vento. Jogando seus braços para cima, o Ork gritou insulto após insulto aos seus companheiros mortos.

"EU ESTOU VOLTANDO! EU, NÃO VOCÊS! NA SUA CARA! SKULLRIPPA, SEU GIT INÚTIL, EU DEVERIA TER ESMAGADO GORLONIK E VOCÊ QUANDO TIVE A CHANCE! GOL D. LOOTA, VOCÊ É O PIOR FREEBOOTA QUE EU CONHECI NA MINHA VIDA! VOCÊ MORREU ANTES MESMO DE SAIR DO PLANETA! E VOCÊ..."

Makari se encolheu no seu assento ao ter um grande dedo verde apontando para o seu rosto, e qualquer resposta que viesse em seguida foi interrompida por um chute desferido pelo Ork. Uma bota do tamanho do seu corpo o enviou voando para longe da montanha, seus gritos se tornando fracos conforme a distância aumentava até o pobre Grot desaparecer na névoa abaixo.

Com uma risada final, Rukzod Nidkilla retornou ao mundo dos vivos.

-Polegar de Gork-

"Está vivo! Está vivo!"

Um Painboy liberou uma risada enlouquecida enquanto puxava para baixo uma alavanca presa a um maquinário enorme. Um grande gerador cujos fios terminados em pinças estavam conectados ao corpo do Ork deitado em uma mesa metálica coberta por um lençol branco.

A coisa abaixo do pedaço de tecido começou a se mexer, um movimento sutil dos dedos, o descer e levantar do peito. Gradualmente, a secção superior do seu corpo se ergueu, criando a aparência de um fantasma envolto em eletricidade, mas quando o pano caiu em direção ao chão, seu corpo metálico reluzente se revelou a todos.

Com o soltar da alavanca a eletricidade cessou, e um par de olhos vermelhos analisou os seus arredores, vendo o mundo em diversos tons da mesma cor, cercando cada objeto em um contorno cinza enquanto um texto aparecia no canto de sua visão, descrevendo-os.

Assim que seus pés biônicos tocaram o piso frio, não que ele fosse capaz de sentir algo agora, causando um estalo metálico seguido de um tremor, uma onda de palavras substituiu as curtas sentenças de antes, fazendo-o recuar um passo em frustração.

Uma pessoa mais atenta teria prestado atenção nos relatórios do sistema do seu corpo cibernético, indicando os status cruciais de suas diversas partes como um todo, mas Rukzod só tinha uma coisa em mente.

"REÚNAM O BANDO! VAMOS BUSCAR ALGO NA MINHA FORTALEZA! E DEPOIS DISSO, VAMOS MOSTRAR PARA A CIDADE QUEM É QUE MANDA AQUI!"

Sua voz saíu abafada e cortada pela estática, o volume e movimentos corporais servindo de indicativo das suas emoções, pois seu tom não possuía mais tal habilidade.

O Orkaloriano [Warhammer 40k Ork Isekai]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora