Capítulo 24 - Uma Cidade Dividida PARTE 6

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Pisei para o lado, deixando o Lictor passar direto por mim, sua graça e agilidade desaparecendo, fazendo-o derrapar pelo chão após pousar, pintando um rastro de sujeira e sangue na rua.

Houve um barulho semelhante a uma tosse violenta, uma mancha escura se formou na pedra logo abaixo, com a nuvem rosa se moldando ao redor do Tyranid, criando o contorno do seu corpo.

Não demorou para a sua camuflagem desaparecer, revelando o inseto gigante em suas mãos e joelhos, cuspindo rios de sangue roxo dos seus olhos e boca. Saquei o meu Slugga, mirei nas suas pernas trêmulas e fiz questão de que ele não pudesse mais fugir.

BANG!

BANG!

BANG!

O barulho que ele fez a seguir era difícil de descrever, uma espécie de guincho engasgado. Tyranids não deveriam possuir sentimentos complexos, mas o fogo de seu olhar perfurante me fez imaginar se havia algo sapiente lá.

Ele tentou se levantar com suas pernas feridas, tremendo como uma folha ao vento e tossindo como um animal moribundo, o que ele era. Os tentáculos da sua boca balançaram na minha direção, acompanhados com um grito de desafio que devolvi com um assovio.

Com o sinal dado, os meus Squigs avançaram, o Tyranid tentou saltar para fora do caminho, mas mal conseguiu sair do lugar. Gévaudan desferiu o primeiro ataque, atingindo em cheio o peito do Lictor com uma cabeçada esmagadora, fazendo o estalo da carapaça quebrando ecoar pelo ambiente.

Assim que o nosso inimigo caíu de costas com um baque pesado, Baskerville e Pipoca vieram pelos lados, o primeiro abocanhando o braço direito do inseto gigante, tratando-o como um pedaço de carne suculento. O segundo Squig foi mais prático, levantando-se nas suas pernas traseiras e pisoteando o braço esquerdo do Tyranid, transformando os seus ossos em pó.

Observei a cena brutal enquanto removia o meu Bacamarte do interior do meu manto, aproximando-me com passos lentos e cuidadosos até ficar cara a cara com o Lictor sendo despedaçado.

Apontei o cano duplo para o seu rosto, o ser rugiu, seu braço de foice se aproximou, mas...

BANG!

...A sua cabeça se foi, deixando uma massa de carne, cérebro, e balas no seu lugar. O cadáver soltou alguns espasmos antes de ficar mola, e com isso feito, meus Squigs aproveitaram a sua nova refeição.

Abri o cano fumegante da minha arma, ejetando as cápsulas usadas e colocando mais duas dentro, bombeando o Bacamarte, deixando-o pronto para disparar quando eu precisasse.

Estava prestes a ir embora, mas uma ideia interessante surgiu na minha mente. Usando um Choppa em formato de machado, decepei a foice do braço do Lictor, analisando a sua aparência.

Apesar do nome, o Braço de Foice do Lictor agia como uma pinça, prendendo e cortando você contra a curva do próprio membro, tanto que a parte afiada ficava virada para quem a segurasse enquanto a carapaça blindada alinhada com espinhos ficava na direção oposta, servindo de escudo caso alguém tentasse golpear a foice.

Essa lâmina biológica daria um ótimo sabre, um feito para rasgar e esmagar ao invés de cortar. Com isso em mente, assoviei, chamando os meus Squigs e retornando ao meu bando, preparando-me para continuar com o meu plano.

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BANG!

BANG!

BANG!

A cidade foi tomada por tosses, espirros, gritos e disparos. Eu liderava o meu bando, Big Shoota em mãos enquanto limpávamos as ruas dos Tyranids restantes. Os poucos que ainda estavam vivos por algum milagre, não possuíam a capacidade de revidar, e logo se encontraram cobertos de buracos.

O Orkaloriano [Warhammer 40k Ork Isekai]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora