Capítulo 21 - Uma Cidade Dividida PARTE 3

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"Mas o que diabos aconteceu na cidade? Consegui ouvir a bagunça daqui." Azgruz perguntou, sentando-se em um banco de pedra esculpido na frente da sua cabana, o que para um Ork parecia uma obra de arte.

"É uma longa história, para resumir, um Nid matou Rukzod agora todos querem ser o novo chefe, mas o git que começou essa bagunça continua matando qualquer um que fique forte demais." Respondi, batendo meu cajado no chão para moldar a terra e criar um assento, já que não havia nada feito para o meu tamanho aqui.

BANG!

BANG!

BANG!

"Hum, gostaria de ter matado Rukzod por me trancar na Weirdhouse, mas isso também serve. Acha que dá tempo de eu voltar para a cidade e colocar fogo em alguma coisa?" Após falar, o Weirdboy fez a sua caneca de madeira levitar, enchendo-a no barril de cerveja de fungo entre nós, murmurando em aprovação depois de prová-la. "Essa é das boas."

"Obrigado, meus Snots que fizeram, estou pensando em vender mais quando as coisas se acalmarem. Agora para responder a sua pergunta, melhor não, estou tentando arrumar as coisas do meu lado e não quero mais problemas, além disso, ainda temos o Nid e os bandos correndo por aí, um deles pode acabar matando você." Enchi a minha caneca, bebendo também, sentindo na minha língua que faltava algo para tornar o sabor único.

BOOM!

"TISK! Então você vai virar o novo chefe da cidade agora?"

"Não, muito trabalho, tenho um plano para dividir o poder, então não terei que fazer tudo sozinho e se alguém importante morrer, a cidade não vai cair junto."

BOOM!

Lentamente, tão devagar que alguém pensaria que Azgruz estava parado, o Ork olhou na minha direção, um olhar tão perfurante que caso ele usasse seus poderes, um buraco seria aberto na minha cabeça.

"Um Ork que divide poder e não quer ser o chefe? Você é estranho. Tem certeza de que você não fritou o seu cérebro?"

"Às vezes me pergunto a mesma coisa, mas ao contrário dos outros Orks, eu estou pensando sobre o futuro. O meu bando primeiro e os outros depois." Suspirei, encolhendo-me por um segundo, não por vergonha, mas pelo fato de que eu estava pronto para lutar caso ele tentasse explodir a minha cabeça.

CRASH!

"Eu percebi, você está maior e manda em mais Boyz agora." O Weirdboy apontou para frente com o seu cajado, a direção geral dos barulhos, onde os Orks que trouxe comigo enfrentavam os Tyranids na selva.

Ocasionalmente, o flash dos disparos brilhava por entre a vegetação escura, a silhueta de ambas as facções colidindo surgia através das árvores, e os guinchos misturados aos clássicos gritos de WAAAGH! E risadas ecoavam pelo ambiente.

Agora não terei que lidar com Orks ansiosos por uma luta por pelo menos alguns dias, isso também servirá de treinamento real para os novatos usarem o que aprenderam, e para os veteranos em como liderar um grupo, afinal, não posso ficar de olhos neles o tempo todo. Se o que eu ensinei serviu de alguma coisa, então eles não precisarão de mim.

"Isso não fazia parte do plano, mas Gork e Mork funcionam de forma misteriosa. Se eles me deram mais Boyz, quem sou eu para reclamar?"

Azgruz acenou, voltando a beber, assim como eu, apreciando a paisagem em silêncio, nesse caso, Laenae jogando uma bola para os meus Squigs buscarem enquanto Dobby e Gulg assistiam, e o muro de toras parcialmente pronto ao redor da sua cabana, com Tyranids empalados e enforcados servindo de aviso aos outros sobre o que aconteceria caso eles se aproximassem.

O Orkaloriano [Warhammer 40k Ork Isekai]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora