Capítulo 17 - A Guerra do Polegar PARTE 3

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O território dos defensores foi tomado por gritos, passos e transporte de equipamentos, com as forças de Teefrippa recuando e se posicionando em prédios, telhados, no topo de muros e atrás de barricadas, sacos de areia e arame farpado, formando um círculo ao redor de sua base.

O som de milhares de armas sendo carregadas e engatilhadas ecoou pelo ambiente, linhas e mais linhas de Orks e Grots que observavam atentamente a parede verde gritante se aproximando, sentindo o suor escorrendo por seus rostos e a preocupação tomando seus corações.

Eles lutaram por dias, enfrentando onda após onda, empilhando corpos até os céus, derramando rios de rubros, transformando ossos em pó, enchendo o ar de balas, fogo e fumaça, mas agora eles estavam incertos se venceriam contra um número tão avassalador de inimigos.

O chão tremia estrondosamente com incontáveis passos erguendo nuvens de poeira em seu caminho, suas vozes se tornavam cada vez mais claras, gritos de guerra e devido às armadilhas que encontravam no caminho.

Eles não eram os mais bem equipados, mas sua determinação e quantidade compensavam a desvantagem, transformando-os em uma multidão descontrolada que pisotearia, mataria e saquearia tudo em seu caminho, trazendo glória e renome aos vitoriosos.

Os defensores os viram entrando em seu campo de visão ao virar a esquina, e com seus próprios gritos de guerra, eles transformaram a secção interior da cidade em um inferno.

Uma cacofonia ensurdecedora atacou os ouvidos de todos os presentes, abafando suas vozes e pensamentos enquanto o coice de suas armas, o chover das cápsulas de bala vazias reluzindo na luz solar preenchia seus seres de uma alegria indescritível.

Seus adversários sentiram o mesmo ao avistá-los, sacudindo suas lâminas e disparando suas armas em retorno enquanto tentavam fechar a distância, cegos à condenação certa que os esperava.

Borrões laranja rasgaram o ar, atingindo ou ricocheteando nas construções em sua trajetória, ou levando combatentes de ambos os lados em direção ao chão.

Explosivos choviam, cortesia de ambas as forças, erguendo poeira, fumaça e carne em exibições grotescas de violência. Big Shootas montados alimentados por correntes de munição abatiam fileiras de Orks em uma carnificina total.

Fileiras de Orks ajoelhados e de pé portando Kannons, dispararam em sincronia contra a multidão que se aproximava, abrindo buracos em suas forças com projéteis que despedaçavam seus alvos e atingiam o que esperava logo atrás, alternando para um segundo Kannon os esperando no chão enquanto Grots recarregavam os primeiros.

Shootas, Sluggas, Bacamartes, Boomstikks, Burnas, Stikkbombz, Squigs, todo o tipo de arma e veículo imaginável bombardeava a horda interminável que não parecia se importar com quando morriam inutilmente.

Simultaneamente, Grots corriam por todos os lados, arrastando feridos e mortos para longe, recarregando e consertando armas enquanto seus donos trocavam por uma secundária, trazendo suprimentos da base para o campo de batalha.

A defesa andava bem, eles conseguiriam manter a linha se as coisas continuassem nesse ritmo, mas nunca seria tão simples.

Um estrondo seguido de algo rasgando o céu e bloqueando momentaneamente a luz solar chamou a atenção de alguns combatentes, porém, eles nunca descobriram qual era a sua origem, pois um projétil de atilharia atingiu o chão, criando uma explosão massiva e consumindo um pedaço das linhas de defesa e seus inimigos, deixando uma cratera fumegante arruinada e ensaguentada em seu pouso.

Prédios desmoronaram e destroços, pedra e terra, voaram para todos os lados junto aos corpos daqueles que não se tornaram uma névoa verde e vermelha.

O Orkaloriano [Warhammer 40k Ork Isekai]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora