Eai gente, queria pedir desculpas por estar demorando para escrever. É que eu tenho estado um pouco ocupada nos últimos tempos com o trabalho e também tô meio paia com a saúde, mas tô fazendo de tudo pra continuar escrevendo kkkkkk
Quantos aos pedidos, não se preocupem que assim que eu conseguir, eu posto eles e mais capítulos que estão sendo feitos
Enfim, aproveitem kkkkk
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Após a morte de seu pai, Diluc tornou-se um homem reservado. Falava apenas o necessário, com um tom seco que deixava claro: ele não tinha paciência para conversas vazias. Parecia que nada no mundo o faria mudar — até conhecer [Nome].
[Nome] era o completo oposto. Falava sobre tudo com entusiasmo, como se cada palavra carregasse uma cor diferente do mundo. Sempre dizia: "A boca foi feita pra falar." Uma frase que Diluc passou a ouvir com frequência, até mesmo com certa exasperação no início. Mas, com o tempo, o que antes era ruído se tornou melodia. A tagarelice, antes insuportável, se tornou tolerável. Depois, agradável. E embora jamais admitisse em voz alta... ele gostava.
Certo dia, porém, ele admitiu. As palavras escaparam como uma confissão, e a confissão se transformou em um pedido de casamento. O coração antes murado agora batia livre, e Diluc nunca havia se sentido tão inteiro. Amar, cuidar, e — surpreendentemente — conversar. Estar ao lado de [Nome] o mudara para melhor.
Mas a felicidade tem um jeito cruel de ser interrompida.
Enquanto cuidava dos assuntos da Adega, uma mensagem chegou.
O mensageiro estava pálido, hesitante. As palavras que trouxe pareceram ecoar em câmera lenta dentro de Diluc. Algo dentro dele já sabia — e ainda assim, ele não estava preparado.
Correu até o local indicado, com o coração afundando a cada passo. E lá estava. A cena era exatamente como fora descrita. [Nome] jazia no chão, sem vida, o corpo marcado por ferimentos. Um quadro tão brutal quanto inacreditável.
Diluc congelou. Seus olhos recusavam-se a aceitar o que viam. Isso tinha que ser uma piada — um truque cruel, um mal-entendido que, mais tarde, viraria motivo para outra conversa fiada…
Mas não era.
Ele se aproximou lentamente, sentindo o ar fugir dos pulmões. Ajoelhou-se ao lado do corpo e o envolveu com os braços, como se o calor de seu abraço pudesse trazer [Nome] de volta. Como se o tempo pudesse dar uma segunda chance.
As lágrimas vieram silenciosas, pesadas. O luto caiu sobre ele como uma tempestade. Mais uma vez, o destino havia arrancado de seus braços alguém que ele amava. Como se o amor fosse descartável. Como se a felicidade dele fosse um luxo que não lhe era permitido.
O silêncio após aquele momento parecia eterno. Diluc permaneceu ajoelhado ali por horas, ignorando o sangue que manchava suas roupas, ignorando o mundo ao redor. Apenas segurava [Nome], como se ainda pudesse protegê-la de tudo que já havia acontecido. Quando, por fim, foi forçado a soltá-la, sentiu como se uma parte de si também estivesse sendo arrancada.
Nos dias que se seguiram, ele desapareceu dos olhares públicos. A Adega, antes sua prioridade, foi deixada nas mãos dos funcionários de confiança. Ele se trancou em sua antiga mansão, onde o silêncio ecoava ainda mais alto sem a presença de [Nome]. As vozes da memória o assombravam — o som da risada, das conversas longas e leves, agora substituídas pelo peso de perguntas sem resposta. Quem tinha feito aquilo? E por quê?
Não demorou para que a dor se transformasse em fúria. Uma fúria fria, calculada. Diluc, agora guiado pelo luto, começou uma investigação silenciosa, longe dos olhos da cidade. Vasculhou rastros, interrogou nas sombras, usou todos os seus recursos. Não importava quanto tempo levasse — ele iria encontrar os responsáveis. Não por vingança cega, mas porque essa era a única maneira de honrar a memória de quem ele amava. Porque ele precisava fazer com que o mundo sentisse, ao menos por um instante, o vazio que agora habitava dentro dele.
