Neuvilette

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Eu escolhi fazer esse aqui de um jeito mais fofinho, mas espero que quem o pediu goste ♥️

Curtam e comentem. Gosto de ler os comentários de vocês kkkkkkkk

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A chuva suave que caía sobre Fontaine naquela noite parecia sussurrar bênçãos ao vento. As luzes da cidade, refletidas nas águas calmas do canal, pintavam a janela com cores douradas e azuladas. No quarto reservado só para eles, tudo era silêncio — não o silêncio desconfortável da dúvida, mas aquele silêncio acolhedor, onde dois corações se escutam melhor.

[Nome] estava de pé, descalça, vestindo uma camisola leve que balançava com a brisa que entrava pela varanda. Os cabelos dela ainda úmidos do banho caíam sobre os ombros com naturalidade, e havia nos olhos dela um brilho hesitante — não de medo, mas de intensidade.

Neuvillette a observava com a paciência que era tão sua. Estava sentado na beira da cama, as vestes formais trocadas por roupas mais simples, mas ainda elegantes. Seus olhos claros a seguiam com carinho, como se ela fosse algo precioso demais para ser tocado sem reverência.

— Você está linda. -  ele disse, com a voz baixa e profunda, quebrando o silêncio como quem toca uma melodia.

Ela sorriu, tímida. Se aproximou devagar, os dedos tocando de leve os dele. Ele os entrelaçou, sentindo a suavidade do gesto.

— Estou nervosa... - ela confessou, com um tom baixo, quase como um segredo.

Neuvillette se levantou, e com todo o cuidado do mundo, ergueu o queixo dela com dois dedos. Seus olhos se encontraram.

— Você não precisa dizer nada. Só sentir. E se em algum momento quiser parar… eu estarei aqui. Sempre estarei.

As palavras dele a desarmaram. Não por causa do desejo — que existia, claro, pulsando sob a pele — mas pela maneira como ele a tratava: como algo sagrado.

Ele a beijou, primeiro com doçura, depois com a profundidade de quem espera por algo há muito tempo. Foi lento, como a chuva lá fora, como os minutos que eles queriam eternizar. E quando a puxou para mais perto, foi com o mesmo cuidado de quem protege uma joia rara.

Neuvillette levou [Nome] até a cama como quem guia uma dança, os dedos entrelaçados, os olhos fixos nela, atento a cada respiração, a cada pequeno gesto. Quando ela se sentou, ele ajoelhou à sua frente — como se estivesse diante de algo sagrado, algo que ele não queria apenas tocar, mas compreender por inteiro.

— Você está segura comigo. - Disse ele, como uma promessa.

Ela assentiu, e mesmo com o nervosismo evidente, havia nos olhos dela um brilho de confiança. O tipo de brilho que só nasce quando o amor é genuíno. Quando ele se aproximou e a beijou de novo, foi como mergulhar em um mar calmo — profundo, acolhedor.

As mãos dele foram cuidadosas ao tocar sua pele. Nenhum gesto era apressado, nenhuma parte de seu corpo era tocada sem intenção. Ele a olhava nos olhos a cada movimento, buscando sempre a confirmação de que ela estava confortável, que ela o queria tanto quanto ele a queria.

— Você é linda… não só por fora, mas por tudo que carrega aqui, –  disse ele, pousando uma mão sobre o coração dela. - E é aqui que quero tocar primeiro."

[Nome] sentiu o corpo estremecer — não de medo, mas de entrega. Os dedos dele deslizavam por sua pele com uma delicadeza quase reverente, como se cada centímetro fosse novo, merecedor de atenção.

As roupas foram se desfazendo aos poucos, não como um ritual de desejo cego, mas como a retirada de armaduras, camadas que caíam até restarem apenas duas almas nuas, prontas para se encontrar por completo.

Quando ele a deitou entre os lençóis e se posicionou sobre ela, os olhos de Neuvillette estavam marejados — não por tristeza, mas por emoção.

— Você tem certeza? - ele sussurrou, encostando a testa na dela.

[Nome] envolveu o rosto dele com as mãos, o coração acelerado mas firme.
— Tenho. Quero que seja com você. Sempre foi você.

O toque dele se tornou mais íntimo, mais profundo. Os corpos se uniram como dois rios que finalmente encontravam o mesmo curso. E naquele momento, não havia hesitação, não havia mundo lá fora — só o calor do toque, a suavidade do amor sendo feito com devoção.

Ele sussurrava o nome dela entre beijos, guiando os movimentos com paciência, deixando que ela se ajustasse, que aprendesse o ritmo do amor sem pressa. E conforme a noite avançava, o nervosismo dela foi dando lugar à entrega, à confiança, à certeza de que estava exatamente onde queria estar.

E quando seus corpos alcançaram o ápice juntos, foi como se o tempo parasse por alguns segundos. A chuva lá fora se tornou música. A respiração pesada entre os dois virou poesia.

Neuvillette a abraçou forte depois, cobrindo-a com o próprio corpo, o queixo repousando sobre a cabeça dela.

— Eu te amo. - ele disse. E pela primeira vez, a voz do Juiz de Fontaine soou trêmula. Humana. Completamente apaixonada.

— Eu também te amo. -  ela disse baixinho, com a voz embargada pela emoção — sincera, pura, tão verdadeira quanto o momento que haviam compartilhado.

Ele fechou os olhos, um sorriso discreto surgindo nos lábios.

Neuvillette a beijou mais uma vez — leve, nos lábios, depois na testa, como um selo de ternura. E então se deitou ao lado dela, puxando-a para junto do peito. [Nome] se aconchegou, a cabeça encaixada no espaço entre o ombro e o pescoço dele, onde o coração batia mais forte.

Assim, envoltos um no outro, eles adormeceram. A noite de Fontaine guardando seus sentimentos sob uma chuva suave. A noite onde dois corações se entregaram por inteiro, sem medos, sem dúvidas, apenas amor.

Genshin Impact - One ShotsHistórias para pegar e não largar. Descubra agora