Desculpem a demora pra postar. Dia 16/04 foi meu aniversário e era pra eu ter feito um capítulo especial sobre, mas eu tava com tanta coisa na cabeça que nem rolou kkkkkk
Mas aqui está o capítulo, espero que gostem e que atendam aos requisitos da pessoa que pediu. Vou escrever os outros assim que possível 🙏
Boa leitura.
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[Nome] sempre soube que seus truques não eram tão inofensivos quanto pareciam. No fim das contas, ela era uma ladra com luvas de cetim, que usava ilusão como cortina de fumaça para esconder a verdade: roubava debaixo do nariz das pessoas, com charme e habilidade. Era um jogo, e ela adorava o risco. Mas aquela noite, ao escolher seu próximo alvo, ela cometeu um erro. Um grande erro.
Ela só percebeu isso ao encontrar o olhar cortante de Wriothesley do outro lado da multidão — parado, braços cruzados, como quem já sabia exatamente o que ela estava fazendo. E pior: como quem já tinha visto aquilo antes.
Claro que já tinha. Eles se conheciam há meses. Não no sentido romântico, mas o suficiente para que cada encontro fosse uma troca afiada de olhares, farpas e provocações disfarçadas de ameaças. Ele era o Duque de Meropide, e ela? Uma mágica farsante, um problema ambulante. Mas sempre que se cruzavam, havia algo no ar… algo elétrico, incômodo, instigante.
Naquela noite, [Nome] tinha ido longe demais.
Horas depois, ela estava no velho galpão onde guardava o que "coletava" nas ruas. Estava organizando seus pequenos tesouros quando ouviu a batida firme na porta. Nem teve tempo de fingir surpresa. Wriothesley entrou com a calma de quem sabia que seria obedecido.
— Você realmente teve a audácia de tentar me roubar? — ele disse, com aquela voz baixa, quase divertida, mas que trazia uma ameaça velada.
— Achei que você gostasse de um pouco de emoção — ela respondeu, sorrindo, encostada casualmente na mesa.
Ele se aproximou devagar. Cada passo ecoava na sala silenciosa, cada segundo aumentava a tensão entre eles.
— A emoção que você me causa, [Nome], é um problema. E você continua cutucando a fera.
Ela riu, como se estivesse imune, mas o coração disparava. Ele estava perto demais agora. O calor do corpo dele, o cheiro amadeirado e fresco, os olhos fixos nos dela como se soubessem cada segredo.
— Talvez eu só queira a sua atenção. Parece que funciona.
— E o que você vai fazer com ela agora que conseguiu? — ele murmurou, encurralando-a contra a parede, os rostos a centímetros de distância.
Ela podia responder com alguma provocação, como sempre fazia, mas aquela noite… ela estava cansada de fugir do que os dois sabiam.
— Isso. — foi tudo o que ela disse, antes de puxá-lo pela camisa e selar os lábios dele com os seus.
O beijo não foi gentil. Foi urgente. Cheio de tudo que haviam reprimido até ali. As mãos dele deslizaram pela cintura dela com firmeza, puxando-a contra si, e o corpo respondeu no mesmo ritmo. Ela gemeu baixinho contra os lábios dele, e ele retribuiu com um rosnado grave, quase perigoso, antes de mordiscar o lábio inferior dela como punição e recompensa ao mesmo tempo.
As roupas começaram a se perder entre beijos e toques. As mãos dele exploravam como se já conhecessem aquele corpo — e talvez conhecessem, ao menos em fantasia. Ela arqueava o corpo sob cada toque, cada comando sussurrado com aquela voz que fazia sua pele arrepiar.
— Vai se render ou ainda quer continuar fingindo que tem o controle? — ele provocou, os olhos cravados nela enquanto a prendia sob seu corpo, seus dedos apertando sua coxa exposta com intenção.
— Depende… — ela arfou, com um sorriso ofegante — Vai continuar pegando tão bem assim?
Ele riu, rouco, e deslizou os lábios pelo pescoço dela, fazendo-a se contorcer.
— Você vai descobrir. Mas vou te avisando… a punição por roubo aqui é bem intensa.
E naquela noite, entre lençóis amarrotados, respirações pesadas e pele contra pele, [Nome] pagou por seus crimes — da forma mais deliciosa possível.
A respiração de [Nome] estava descompassada, e o corpo, completamente entregue sob o dele. A pele dela ardia onde os lábios dele passavam, deixando um rastro de calor e desejo. Wriothesley se demorava, como se quisesse gravar cada reação dela na memória. A forma como ela arqueava as costas quando ele pressionava os quadris contra os dela, o som entre um suspiro e um gemido escapando dos lábios quando ele mordiscava sua clavícula. Ele estava saboreando a rendição dela... e deixando claro que ela não tinha mais controle.
As mãos dele deslizaram pelas coxas nuas, firmes, possessivas, afastando-as com uma lentidão deliberada. Seus olhos subiram até os dela, escuros de desejo, e ele murmurou com a voz grave e baixa:
— Você se mete em encrenca só pra acabar assim, não é?
Ela mordeu o lábio, tentando não soltar outro gemido enquanto as mãos dele subiam, explorando cada centímetro de pele sensível.
— Talvez... eu goste da forma como você lida com encrencas.
— Vai gostar ainda mais — ele disse, e então ela sentiu.
O toque foi preciso, firme e impiedosamente lento. Os dedos dele deslizavam entre suas pernas com uma habilidade quase cruel, provocando arrepios que a faziam se contorcer debaixo dele. Ele a observava com aquele olhar concentrado, satisfeito com cada pequena reação. E quando ela tentou mover o quadril para buscar mais contato, ele segurou sua cintura com força, imobilizando-a.
— Quem tá no comando agora? — ele sussurrou no ouvido dela, a voz grave fazendo sua pele vibrar.
— Você… — ela arfou, o corpo tremendo com o ritmo que ele impunha, entre toques profundos e beijos molhados em sua barriga, descendo, devagar, até que ela segurou os lençóis com força.
Ele só parou quando ela já estava implorando, com a voz falha, toda provocação esquecida, reduzida à pura necessidade.
E então ele subiu novamente, cobrindo o corpo dela com o seu, roçando os lábios nos dela, ofegante.
— Isso ainda é a punição, [Nome]. A recompensa… ainda nem começou.
E quando ele a preencheu com um movimento lento e profundo, ela soube exatamente o que ele queria dizer. Cada estocada era medida, firme, como se ele quisesse marcar território dentro dela. A cadência foi aumentando aos poucos, fazendo o corpo dela vibrar sob o dele, gemidos se misturando entre beijos intensos, mãos puxando cabelos e arranhando costas.
A forma como ele dizia seu nome entre os dentes, como se fosse um feitiço que ele não conseguisse mais quebrar, deixava claro: não era só desejo. Era algo que queimava mais fundo. Algo que crescia a cada toque, a cada provocação antiga finalmente liberada.
E quando o clímax veio, foi juntos. Como se os dois tivessem segurado aquilo por tempo demais.
Ele a puxou para perto, ainda colado nela, respirando contra seu pescoço suado.
— Se você roubar de mim de novo… — ele sussurrou, rouco, ainda ofegante —...vai ter que pagar com juros.
Ela riu baixinho, sem forças, acariciando os cabelos dele.
— Promete?
