Narrado em terceira pessoa
Bellamy encarava Clarke com os olhos estreitos, o maxilar trincado.
— Eu não estou arrumando guerra, Clarke. Estou protegendo a gente. Eles atacaram primeiro. Ou você se esqueceu do buraco em que você quase caiu? Jasper quase morreu!
— Isso não significa que precisamos responder com mais violência! — Clarke rebateu, com a voz firme, quase trêmula. — Se começarmos uma guerra, nós perdemos. Não temos armas, não temos estrutura... não temos nem água suficiente!
Bellamy deu um passo pra frente, diminuindo a distância entre eles. Clarke não recuou.
— Então qual é o seu plano? Esperar sentada enquanto eles vêm um por um e arrancam nossas cabeças?
O silêncio que se seguiu foi pesado. Somente os sons do vento cortando as árvores lá fora preenchiam o módulo.
Afrodife apareceu na porta, suja de terra, com uma expressão preocupada.
— Vocês dois precisam parar. Agora. Jasper está delirando. Febre alta. E Monty tá à beira do colapso tentando manter ele vivo com o que temos.
Clarke respirou fundo, tentando conter as lágrimas que ameaçavam subir.
— Eu não estou contra você, Bellamy... — ela disse, num tom mais baixo. — Só acho que, se vamos sobreviver, precisamos de mais do que força. Precisamos de estratégia. E precisamos um do outro.
Bellamy desviou o olhar, apertando os punhos. Não respondeu.
Nesse instante, um barulho seco veio de fora. Algo se arrastando na mata. Todos ficaram em silêncio.
— Vocês ouviram isso? — perguntou Afrodife.
— Escuta... — Monty apareceu do fundo do módulo. — Jasper se acalmou de repente. Do nada. Tá desacordado, mas... parece que a febre caiu.
— Isso não é normal — Clarke murmurou. — Talvez os terrestres... tenham feito algo?
Bellamy agarrou a arma improvisada que guardava perto da entrada.
— Fiquem aqui. Finn, vem comigo. Vamos ver o que tá lá fora.
Eles saíram em silêncio, afundando os pés no solo úmido. A neblina da floresta já começava a cobrir tudo. E foi então que viram: algo amarrado a uma árvore, não muito longe dali.
Era uma pequena bolsa de couro.
Bellamy olhou para Finn.
— Um presente? Ou uma armadilha?
Finn se aproximou com cuidado, enquanto Bellamy dava cobertura. Quando abriu a bolsa, o cheiro de ervas frescas subiu com força.
— É medicina — disse Finn, surpreso. — Isso aqui... é pra curar.
Bellamy ficou parado por um momento. O peso da incerteza o dominando.
— Então... eles sabem que o Jasper está doente. E ainda assim... ajudaram?
Finn olhou em volta, nervoso.
— Isso muda tudo.
Bellamy não respondeu. Só olhou para a névoa que engolia as árvores.
Talvez, a guerra não fosse inevitável.
Mas confiar... ainda era um risco que ele não estava pronto para correr.
🤍oii voltei vidas
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𝙩𝙝𝙚 𝙚𝙣𝙙 𝙤𝙛 𝙩𝙝𝙚 𝟭𝟬𝟬|𝙡𝙚𝙭𝙖 𝙠𝙤𝙢 𝙩𝙧𝙞𝙠𝙧𝙪
Fanfic𝑬𝒖 𝒇𝒊𝒒𝒖𝒆𝒊 𝒆𝒏𝒄𝒂𝒏𝒕𝒂𝒅𝒂 𝒆𝒎 𝒕𝒆 𝒄𝒐𝒏𝒉𝒆𝒄𝒆𝒓, 𝒑𝒐𝒓 𝒇𝒂𝒗𝒐𝒓, 𝒏ã𝒐 𝒔𝒆 𝒂𝒑𝒂𝒊𝒙𝒐𝒏𝒆 𝒑𝒐𝒓 𝒐𝒖𝒕𝒓𝒂 𝒑𝒆𝒔𝒔𝒐𝒂, 𝒑𝒐𝒓 𝒇𝒂𝒗𝒐𝒓, 𝒏ã𝒐 𝒕𝒆𝒏𝒉𝒂 𝒂𝒍𝒈𝒖é𝒎 𝒆𝒔𝒑𝒆𝒓𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒑𝒐𝒓 𝒗𝒐𝒄ê ᴛʜᴇ 100 ꜰᴀɴꜰɪᴄ !
