Date

335 44 109
                                        

É o meu aniversário mas quem ganha o presente são vocês.

Eu sei que eu demorei para postar e peço desculpas por isso mas eu fiquei doente, minha saúde mental não tá lá essas coisas e, para melhorar, meu notebook parece estar com os dias contados.

Comentem muito no capítulo de hoje e, no final do capítulo, vocês vão me ajudar a decidir uma coisa, mas só vou aceitar o que a maioria quiser se tiver muito comentário.

Boa leitura.


A sorte de Jackie era que ela corria todos os dias antes do trabalho porque Oreo, sim, esse foi o nome que Callie escolheu para o cachorro, tinha a energia de cinquenta filhotes dentro dele.

Assim que ela terminava a sua corrida, ela levava o cachorro para a casa de Shauna e ia se arrumar para o trabalho.

Aquela era a sua rotina matinal nas últimas três semanas

Mas, naquela manhã, Jackie sentiu que sequer deveria sair de casa. Mas ela tinha uma reunião com os investidores da empresa e não poderia se dar ao luxo de faltar.

Então lá estava Jackie, usando um vestido preto, sentada em sua cadeira de presidente, tendo Nat ao seu lado, enquanto um dos investidores reclamava sobre algo da nova geração.

Sinceramente, Jackie não se importava com tanta merda saindo da boca do homem, apenas queria que aquilo acabasse para ela entrar em seu escritório e ignorar o resto do mundo.

— Não podemos deixar que esses jovens transformem nossas empresas em empresas homoeréticas. — Certo, aquilo chamou a atenção de Jackie, então ela apenas olhou para o homem que tinha começado uma empresa na mesma época que seu pai e, era tão preconceituoso quanto ele.

O que esperar de homens brancos mesmo?

— Sim. — Um outro homem, um pouco mais novo que o que falou antes, mas mesmo assim, velho, concorda. — Quando não estão querendo empurrar casais gays em todos os cantos, querem nos fazer engolir a agenda feminista.

Jackie apenas olhou para os outros investidores.

Além dela, só tinha mais duas pessoas na sua faixa etária presente. Um homem branco que estava ali porque herdou a empresa do pai e um homem preto que estava ali porque, segundo palavras do seu próprio pai, a cota preta de investidores.

E a única mulher além de Jackie e Nat ali era uma estagiária, que parecia querer se esconder de vergonha, ou raiva, com as palavras dos homens.

— Como uma mulher lésbica eu não sei se devo ficar chateada ou lisonjeada com vocês achando que nós temos tempo ou energia para querer "empurrar" uma agenda para cima de vocês. — Jackie resolve se pronunciar, atraindo a atenção dos homens.

— Vai dizer que é mentira? — O herdeiro falou com Jackie. — Você não é assim, mas as outras são.

— Sim. — O homem primeiro homem concorda. — Você é mais comportada e foi criada por um homem de bem, sabe dos bons valores morais.

Jackie apenas arqueou a sobrancelha para o homem.

— Você tem um coração bom graças a seu pai, Jackie. — O segundo homem diz. — Até mesmo dá oportunidade para drogados. — Olha para Nat, que, envergonhada, apenas abaixa a cabeça.

Jackie sentiu o sangue ferver ao ver o homem falando diretamente sobre Nat.

Os outros comentários a incomodavam, é claro, mas ela já havia escutado tantos como aqueles que ela sequer tinha energia para rebater naquele momento.

Coming back homeOnde histórias criam vida. Descubra agora