O sol ainda estava tímido quando os primeiros feixes de luz entraram pelas cortinas do quarto. A cidade despertava lá fora, mas ali dentro, tudo ainda era silêncio, cheiro de lençóis limpos e perfume leve no ar.
Gabriel acordou primeiro. Estava deitado de lado, o braço sob a cabeça, o outro ainda repousando ao redor da cintura de Ysabella, como se tivesse medo de que ela desaparecesse ao menor movimento.
Ele ficou ali, imóvel, só observando.
Ela dormia profundamente, a respiração tranquila, os cabelos levemente bagunçados sobre o travesseiro, e a camiseta dele caindo de um jeito quase poético sobre o corpo dela. Seus traços pareciam ainda mais suaves sob a luz da manhã — a curva leve da boca, os cílios longos, a expressão serena.
Gabriel sorriu sozinho. Não era o tipo de coisa que ele costumava viver. Nem o tipo de mulher que o fazia parar só pra olhar.
Mas ali estava ele… admirando. Sentindo algo calmo, sem pressa, diferente.
Ele ajeitou uma mecha de cabelo do rosto dela com delicadeza, os dedos roçando de leve sua bochecha. De tanto ser encarada — mesmo dormindo —, ela começou a se remexer. E, lentamente, os olhos dela se abriram, piscando com sono e estranhamento... até encontrarem o rosto dele, bem ali, sorrindo.
— Você... tá me olhando faz tempo? — ela murmurou, a voz rouca, tentando esconder o rosto no travesseiro.
Gabriel riu baixinho.
— Um tempinho. Você dorme tão bonita que me fez esquecer de levantar.
— Que vergonha, Gabriel...
— Vergonha por quê? Tá linda até de olho fechado. Acho que me apaixonei umas três vezes só hoje.
Ela cobriu o rosto com as mãos, rindo.
— Você é impossível.
— E você é irresistível — ele disse, ainda deitado, mas já se aproximando devagar para beijar a testa dela. — Mas ó... antes que você fuja, vamos tomar café da manhã?
— Não sei... já tô aqui abusando da sua boa vontade — ela disse, tentando se levantar.
— Abusando? — ele fingiu estar chocado. — Se isso aqui for abuso, pode abusar pra sempre. Fica. Juro que faço até pão na chapa e café forte.
Ela hesitou, sorrindo de lado.
— Você sabe fazer café?
— Não, mas a Rose sabe. E eu sei pedir com jeitinho.
Ela riu mais uma vez, rendida.
Minutos depois, os dois estavam na cozinha, ainda de roupas confortáveis — ela usando o moletom dele e uma xícara nas mãos, ele com o cabelo bagunçado e uma expressão de quem não queria que aquela manhã acabasse.
Sentaram-se à mesa da varanda interna, onde o sol entrava de leve, aquecendo o ambiente. Rose, já acordada e acostumada com a rotina do patrão, trouxe um café da manhã simples e delicioso: pães, frutas, suco natural, bolo de fubá.
— Você sempre acorda cedo assim? — Ysabella perguntou, olhando pra ele por cima da borda da xícara.
— Quando tem alguém especial do meu lado e treino pela manhã, sim — ele respondeu, com aquele sorriso travesso de sempre. — Gosto de aproveitar. Sentar, conversar… antes que a correria comece.
Ela o olhou com atenção, meio surpresa com o tom maduro e calmo por trás do jeito brincalhão.
— Você é bem diferente do que eu imaginava.
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DEIXA ACONTECER (gabigol)
Fanfiction• Deixa acontecer naturalmente Eu não quero ver você chorar Deixa que o amor encontre a gente Nosso caso vai eternizar Você já disse que me quer Pra toda a vida, eternidade Quando está distante de mim Fica louca de saudade Que a razão do seu viver s...
