Gabriel estacionou o carro em frente ao prédio de Ysabella no fim da tarde. O céu começava a se tingir de laranja, e o clima estava fresco, com aquela brisa que combina com recomeços.
— Vai lá, eu espero aqui — ele disse, soltando o cinto.
— Tá achando que vai me esperar no carro? — ela provocou, abrindo a porta. — Vai subir comigo. Senão vou pegar roupa errada e colocar pijama de Natal no meio de julho.
— Hm... agora fiquei curioso pra ver esse pijama. Talvez eu até prefira ele — ele respondeu, rindo e saindo do carro.
Subiram juntos. O elevador subiu devagar, e o silêncio entre os dois estava cheio de sorrisos contidos e olhares cúmplices. Quando entraram no apartamento dela, Gabriel foi direto pra janela da sala, observando a vista enquanto ela ia até o quarto.
— Pode sentar, tá? Não precisa ficar todo curioso — ela gritou do quarto.
— Tô só vendo se aqui tem uma vibe boa. Você tem bom gosto, viu?
— Isso é elogio à decoração ou a mim?
— Aos dois. Mas no seu caso, é mais do que bom gosto. É golpe.
Ela voltou rindo, com uma mochila nas costas e uma blusa de moletom nas mãos.
— Ok. Tô pronta. Só levei o essencial.
— O essencial... — ele olhou pra mochila meio estufada. — Isso aí é pra um fim de semana ou pra um mês em Marte?
— Ué, vai que eu resolvo estender a estadia — ela respondeu, mordendo o lábio com aquele sorrisinho travesso.
Ele se aproximou, parando bem na frente dela, com as mãos nos bolsos da calça.
— Pode estender. Minha casa tem espaço. Mas principalmente, tem eu.
Ela corou. Era assim com ele. As palavras vinham naturais, mas carregadas de algo real — sem joguinhos, sem pressa, sem máscaras.
No carro, durante o trajeto até a casa dele, a conversa fluiu leve.
— Qual a série de hoje? — ela perguntou.
— Eu deixei salvo o agende noturno,
E se você não gostar você pode trocar por um filme qualquer de romance.
— Você é tão fofo às vezes que dá até raiva.
— Às vezes? Eu sou um anjo disfarçado, Ysabella. Jogador nas horas vagas, coração mole o tempo todo.
— Ah, tá tá bom!
Disse com ironia
Chegaram na casa dele com o céu já escuro. Rose tinha deixado tudo arrumado, como sempre. A luz baixa da sala, o aroma de lavanda vindo de algum difusor, e a varanda de portas abertas, deixando a noite entrar.
— Pode se espalhar. Aqui é sua casa também agora — ele disse, jogando as chaves sobre o balcão e abrindo a geladeira. — Quer suco, vinho, ou água com gás só pra fingir que é fitness?
— Suco. Tô com cara de quem tá se segurando pra não pedir refrigerante — ela respondeu, tirando os tênis.
— Tá cada vez mais irresistível — ele comentou, entregando o copo.
Ela se jogou no sofá enquanto ele escolhia a série. Estavam tão à vontade um com o outro que parecia que já se conheciam há meses.
— Tá confortável aí? — ele perguntou, sentando ao lado dela.
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DEIXA ACONTECER (gabigol)
Fanfiction• Deixa acontecer naturalmente Eu não quero ver você chorar Deixa que o amor encontre a gente Nosso caso vai eternizar Você já disse que me quer Pra toda a vida, eternidade Quando está distante de mim Fica louca de saudade Que a razão do seu viver s...
