Nossa primeira viagem de muitas (NY)

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O gramado ainda fervia. Papel picado no ar, música alta, gente gritando, câmera pra todo lado.
A segurança tenta abrir um corredor, mas é inútil.

— “Dá licença, pessoal!”
— “Aqui não dá mais!”
— “Esquece, perdeu o controle!”

Gabriel segura a mão da Ysabella com força. Não solta. Nem pensa.

Os jogadores passam zoando.

— “Agora já era, hein!” — um grita rindo.
— “Vai casar MESMO!” — outro bate nas costas dele.
— “Gol do título e pedido… apelou!”

Gabriel só balança a cabeça, rindo, desacreditado.

O técnico se aproxima, sério… mas com um sorriso orgulhoso.

— “Parabéns pelo título.”
(pausa curta)
— “E parabéns pela noivado.”

Gabriel respira fundo.

— “Obrigado, professor.”

Ysabella observa tudo em silêncio, olhos marejados, ainda processando que aquilo tudo é real.

Quando eles acham que vão conseguir sair…
Jornalista aparece. Microfone. Flash. Sem pedir licença.

— “Gabriel! Ysabella! Rapidinho!”

Eles se olham. Um segundo. Ele aperta a mão dela.

— “Vai comigo?”

Ela assente.

— “Vou.”

A câmera liga.

— “Vocês acabaram de viver um dos momentos mais marcantes da noite. Pedido de casamento em final de Libertadores.”
— “Já tem data pro casamento?”

Eles se entreolham. Gabriel ri de nervoso.

— “Não… não tem data nenhuma.”

Ysabella complementa, sincera:

— “Hoje a gente só tá tentando curtir.”

Risadas ao redor.

— “Gabigol, você sempre disse que sonha em ser pai. Já pensam em filhos?”

Ele nem foge.

— “Sonho, sim. Muito.”
(olha pra ela)
— “Mas tudo no tempo certo.”

Ysabella entra, firme e doce:

— “A gente acabou de ficar noivo. Um passo de cada vez.”

— “E morar juntos? Vai acontecer antes do casamento?”

Ela respira fundo. Não foge da pergunta, mas não se entrega.

— “A gente já divide muita coisa.”
— “Mas decisões grandes assim são nossas. Não da internet.”

Gabriel concorda, sério:

— “O que importa é comemorar.”

O repórter tenta mais uma.

— “Ysabella, você esperava esse pedido?”

Ela ri, emocionada, levando a mão ao anel.

— “Não.”
— “Mas… acho que no fundo do coração eu sempre esperei ele.”

Gabriel engole seco. Os olhos brilham.

— “Eu amo você.”

Ela sorri, sem vergonha nenhuma:

— “Eu também te amo.”

O pai dela aparece atrás, chorando sem esconder.

— “É meu genro!” — grita, orgulhoso.

DEIXA ACONTECER (gabigol)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora