Quando chegou no próprio apartamento, ainda com o coração batendo rápido, encontrou Ana no sofá com notebook, papelada e uma xícara de café.
Ana levantou a cabeça na hora.
— Meu Deus. Que que aconteceu?
ela perguntou, arregalando os olhos ao ver o estado da amiga.
Ysabella largou a bolsa na mesinha e afundou no sofá, respirando fundo como se segurasse o choro.
— Eu contei pra ele da SKIMS.
Ana sorriu.
— E aí? Ele ficou de feliz?
— Não
Ysabella disse seca, a voz trincando. — Ele surtou. Mas não de alegria.
Ana fechou o notebook na hora.
— O que ele falou?
— Que não quer que eu vá.
Ele não consegue lidar com a ideia de eu ficar dois meses longe.
Ana não pensou duas vezes:
— Tá de sacanagem.
— Queria eu que estivesse.
— Ysa…
Ana puxou ela pra um abraço apertado.
— Não deixa ninguém atrapalhar essa oportunidade. Ninguém. Nem namorado, nem ninguém.
— Eu não vou desistir. Mas… dói pra caramba ouvir essas coisas.
— Claro que dói.
Ana afagou o cabelo dela.
— Mas ele vai ter que crescer. Ou vai te perder.
Ysabella fechou os olhos, cansada.
— Tô com medo desse “vai ter que crescer”.
— Então deixa ele pensar. Quem tem que se resolver é ele. Tu já sabe o que quer.
Ysabella respirou fundo e encostou a cabeça no ombro da amiga.
— Só queria que ele tivesse ficado feliz por mim.
— Ele vai se arrepender, pode anotar Ana disse.
— Homem que tenta cortar asa de mulher forte sempre se arrepende.
Ysabella soltou um riso fraco.
— Tomara que ele perceba antes que seja tarde.
Ana apertou a mão dela.
— Bora responder esse e-mail, então?
Ysabella encarou o celular.
E decidiu.
— Bora.
Gabriel entrou em casa já estressado do treino, o moletom pendurado no ombro. Fabinho veio atrás, falando sobre alguma besteira, mas ele nem ouviu direito.
A casa estava silenciosa
silenciosa até demais.
Rose apareceu na porta da cozinha, enxugando as mãos no pano.
— Boa tarde, Gabriel.
— Cadê a Ysabella?
ele soltou de primeira, sem rodeio.
Rose fechou a expressão, como quem sabia demais mas não queria se meter.
— Ela saiu, meu filho.
Ele franziu a testa.
— Como assim “saiu”?
— Arrumou as coisas dela… e foi. Disse que precisava pensar.
Fabinho olhou pra ele com aquele “eu te avisei” mudo, mas não falou nada.
Gabriel ficou parado no meio da sala, sentindo o peito esvaziar. Ele tinha imaginado muita coisa gritos, mensagens, talvez até ela voltando.
Mas chegar em casa e ver que ela não tava… que não tinha nada dela ali, nem um perfume, nem uma bolsa jogada no sofá… bateu de um jeito diferente.
Rose tocou no braço dele, delicada:
— Vai tomar um banho, meu filho. Esfria a cabeça.
Ele não respondeu. Só subiu a escada devagar, com passos pesados, largando Fabinho lá embaixo com cara de preocupado.
VOCÊ ESTÁ LENDO
DEIXA ACONTECER (gabigol)
Fanfiction• Deixa acontecer naturalmente Eu não quero ver você chorar Deixa que o amor encontre a gente Nosso caso vai eternizar Você já disse que me quer Pra toda a vida, eternidade Quando está distante de mim Fica louca de saudade Que a razão do seu viver s...
