conhecendo os sogros

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Era um sábado de sol tranquilo no Rio.
Gabriel tinha acordado animado — mais do que de costume.
A data estava marcada fazia dias: o almoço com os pais.

Ele queria tudo perfeito.
Rose já estava a postos na cozinha, e o jardim da área gourmet estava impecável.
Fabinho ajudava a organizar os últimos detalhes, enquanto Gabriel se olhava no espelho pela terceira vez.

— Cê tá mais nervoso que final de campeonato, mano. — brincou Fabinho.
— Lógico, pô. É a primeira vez que ela vai conhecer meus pais. Não quero errar nada.
— Relaxa, Gabi. Se ela conquistou tu, já tá meio caminho andado com eles.

Gabriel respirou fundo e olhou pro relógio.
11h58.
Ela chegaria a qualquer momento.

E quando o portão abriu, lá estava ela: Ysabella.
Vestido branco leve, cabelo solto, sorriso sereno.
Linda de um jeito simples, elegante, natural.
Do jeito que fazia o coração dele parar por um segundo.

Ele foi até ela, com aquele sorriso bobo que nem tentava esconder.

— Oi, amor. — disse, beijando sua testa.
— Oi, Gabi. — respondeu ela, nervosa. — Tô com frio na barriga.
— Fica tranquila. Eles vão te amar. Igual eu.

E ele segurou sua mão, levando-a até a área da casa onde os pais já estavam.

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Na varanda, estavam Dona lindalva e Seu Valdemir, sentados confortavelmente, com olhares atentos e sorridentes.
E ao lado deles, mexendo no celular, dhiovanna, a irmã de Gabriel

— Mãe, pai… essa é a Ysabella. — disse ele, orgulhoso.

Ysabella se adiantou, sorrindo:

— Prazer, doba lindalva … seu Valdemir. — disse, timidamente

A mãe de Gabriel sorriu largo, levantando-se pra abraçá-la.
— me chama de Tia linda.
menina, que linda que você e! Vem cá, me dá um abraço. Gabi falou tanto de você que parece que eu já te conheço.

Seu Valdemir também se levantou, rindo:
— Prazer, minha filha. Finalmente conhecemos a mulher que fez o menino sossegar.

Gabriel revirou os olhos, rindo.
— Pai, não começa…

Ysabella, um pouco sem graça, riu junto.
O clima era leve, acolhedor.
Rose observava de longe, orgulhosa. Aquilo era uma cena bonita de ver: Gabriel, antes tão fechado, agora completamente entregue.

Mas nem tudo estava em harmonia.

Dhiovanna, a irmã, continuava no canto, mexendo no celular, quase indiferente à presença de Ysabella.
Gabriel percebeu, e disfarçadamente deu uma cutucada no ombro dela.

— dhiovanna, essa é a Ysa.

Ela levantou o olhar rápido, forçou um sorriso curto.

— Oi.
— Oi! — respondeu Ysabella, simpática. — Prazer!

Silêncio.
Dhiovanna apenas acenou com a cabeça e voltou a olhar pro celular.

Gabriel suspirou.
Ysabella fingiu não perceber — com aquela delicadeza que só ela tinha.

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Durante o almoço, Ysabella se soltou mais.
Contou histórias engraçadas das viagens, falou do trabalho, perguntou sobre a infância de Gabriel (pra desespero dele, já que lindalva contava tudo nos mínimos detalhes).

— Ele era arteiro demais! Um dia inventou de jogar futebol dentro de casa e acabou quebrando um vaso meu de lembrança — disse a mãe.
— Mentira, mãe! — protestou ele, corando.
— Verdade. — reforçou o pai. — é foi assim que a gente decidiu colocar ele no futebol

Ysabella ria sem parar, segurando o riso com a mão.
— Meu Deus, Gabriel! Eu precisava dessa imagem hoje.

Gabriel revirou os olhos.
— Tá vendo o que eu passo, Ysa? Traição em família.

Dhiovanna observava de longe, ainda quieta.
De vez em quando trocava olhares rápidos com o irmão, mas evitava se envolver.
O contraste era claro: enquanto os pais estavam encantados, ela mantinha uma muralha.

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Depois da sobremesa — uma mousse de maracujá preparada por Rose —, Dona lindalva levou Ysabella até o jardim.

— Sabe, minha filha, é bonito ver o brilho no olhar do Gabriel de novo. Faz tempo que ele não sorria desse jeito.
— Ele é um homem incrível, tia. — disse Ysabella, sincera. — Tem um coração enorme, só esconde bem.
— Ah, ele sempre foi assim. Coração de ouro, mas teimoso que só. — completou, rindo. — Mas você tem o toque certo. Eu sinto.

O elogio fez Ysabella se emocionar.
Era como se estivesse ouvindo uma bênção sem palavras.

De longe, Gabriel observava a cena com um sorriso leve.
E até Fabinho, que tinha aparecido pra “dar um oi rápido”, cochichou pra ele:

— Aprovada total, hein. a tia lindalva já tá pronta pra fazer álbum de casamento.

Gabriel riu.
— Agora só falta convencer a Dhiovanna!

Fabinho deu de ombros.
— Ah, irmão… tempo e carinho resolvem tudo. Essa menina é luz. Até quem tenta resistir, acaba gostando.

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Quando o sol começou a cair, e os pais dele foram descansar no quarto deles, Ysabella e Gabriel ficaram na varanda, abraçados, vendo o pôr do sol.

— Eles são maravilhosos. — disse ela, apoiando a cabeça no ombro dele.
— Sabia que iam gostar de você.
— Menos a sua irmã… — comentou, baixinho. — Acho que ela não foi muito com a minha cara.

Gabriel suspirou, passando o dedo no cabelo dela.

— a Dhiovanna é ciumenta. Sempre foi assim. Cisma com todo mundo que chega perto de mim. Mas ela vai ver o que eu vejo em você, cedo ou tarde.
— Não quero forçar nada, Gabi. Só quero ser sincera.
— E é por isso mesmo que ela vai acabar te adorando.

Ele beijou o topo da cabeça dela.

— Obrigado por hoje, amor. De verdade.
— Por quê?
— Por ser quem você é. E por me mostrar, todo dia, que eu posso ter uma vida leve, mesmo com o mundo inteiro me olhando.

Ysabella sorriu.

— Você só precisava de alguém pra olhar pra você do jeito certo.

Ele sorriu de volta.
E o pôr do sol testemunhou o início de algo ainda mais forte:
um amor que agora não era só deles dois — já tinha raízes, laços e bênçãos.

DEIXA ACONTECER (gabigol)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora