Fooling Myselfe

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Arrepios subiram pela minha espinha, quando suas unhas rasparam na minha pele, um pequeno ardor surgiu por onde elas trilharam.

Os beijos tem gosto artificial de Uva e mentira.

Talvez Alana não soubesse exatamente como acabamos aqui, mas eu sei .
Sei exatamente onde seu corpo a traiu, onde seu nervosismo deu lugar ao desejo, sei exatamente o momento onde entramos na minha casa e suas pupilas dilatam em desejo enquanto me observava dar oi para meus cães.
Por que ela queria ser alvo disso também, do cuidado, do amor, da proteção que eu posso proporcionar. E foi aí que ela errou, quando se aproximou, quando suas unhas arranharam suavemente minha nuca enquanto eu estava agachado, quando ela sorriu pequeno de canto, seus olhares indecisos entre meus lábios e meus olhos.

O beijo começou quando eu levantei, quando Alana não fez mais do que suspirar meu nome, quando ela me deixou prensar seu corpo contra a parede, começou quando ela sussurrou um "Não deveríamos fazer isso" tão baixo e necessitado que todas as palavras soaram errado.

Meus dedos ágeis nunca falharam em tirar o nó do pequeno cordão atrás de seu vestido, sua pele ainda se arrepiou quando dedilhei o caminho de sua nuca até sua cintura, a textura tão macia em meus dedos.

Seria tão fácil cortar, tão belo ver manchar de carmesim.

Minha própria respiração engatou, um gemido baixo e rouco escapando com a imaginação, enquanto Alana ainda acreditava que o desejo era por ela.
Coisa tola.

Ela errou no exato momento em que suspirou um gemido baixo enquanto eu agarrava seu cabelo pela nuca e puxava, seus olhos nos meus, seu rosto erguido. O desejo neles.

E eu errei quando tomei seus lábios em outro beijo, quando permiti que ela tirasse minha blusa com um puxão que estourou os botões, errei enquanto permiti que os arranhões cobrissem o caminho descendo por meu abdômen até o cós da calça.

Ela tomou impulso, as pernas rodeando minha cintura, totalmente confiante que eu a seguraria e manteria no ar.
Minha mão segurando sua coxa, um aperto que deixou a pele vermelha, minha boca em seu pescoço, trilhando beijos enquanto eu lutava contra a vontade de morder até que a pele rompesse.

Ela não se preocupou enquanto jogava a cabeça para trás, gemidos baixos e contidos enquanto eu caminhava até a cama, deitando ela com pouca delicadeza, seus olhos nublados me encararam perdidos enquanto minhas mãos dedilhavam por sua barriga de pele macia.

Alana suspirou e engoliu em seco enquanto meus dedos desciam, a borda de sua calcinha macia sequer era uma barreira, e quando a ponta dos meus dedos atingiram a carne macia e quente, molhada o suficiente para trair todos seus princípios éticos, Alana me chamou.

- Shi, shi, shi, shi - Eu sussurrei, beijos entre seus seios, sua pele arrepiada e sua respiração engatada - Não se mexa, bonequinha

Alana arqueou seu corpo, meus movimentos são lentos, mas já foram o suficiente para sua respiração falhar, eu pude sentir como meus dedos deslizam a cada segundo mais fácil, o excitação dela banhando sua calcinha, exalando o cheiro doce do seu desejo misturado aos morangos artificiais do hidratante que ela usa.

Eu me levantei aos poucos, beijando sua pele, seu abdômen, brincando com a ponta de seus seios em minha língua observando enquanto a psiquiatra gemia arrastado, e quando meus lábios chegaram novamente em sua boca, meu beijo foi casto, apenas um encostar suave de lábios enquanto observava seu rosto banhado em desejo.

Um pequeno e irritante alerta vermelho soou em minha mente, as palavras de Hannibal sobre ele não ser o tipo que divide, elas pareciam um freio em mim, e se eu prestasse muita atenção, talvez os toques de Alana soariam mais como pontas de faca do que algodão.

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⏰ Última atualização: Jul 13, 2025 ⏰

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