'' Essa mente não é minha, quem sou eu para julgar....E eu deveria estar bem, mas sei que não estou''
- Ainda sinto o...cheiro do sangue que tenho nas mãos - Novamente, as palavras saem tão dolorosamente fáceis que eu não me preocupo - Não consigo me lembrar de ver a cena do crime antes de me ver matando ela.
Eu ignorei a forma como Hannibal olhou para mim, a forma como ele molhou os lábios enquanto me media de cima a baixo. Eu arrepiei, mexi as mãos, dei mais alguns passos sem rumo, nervoso.
- Essas lembranças desapareceram - Ele fica fodidamente atraente assim, postura relaxada, ombros baixos, sentado na beira de sua mesa, cabeça levemente inclinada - Contudo você tem consciência da sua ausência.
- É muito exacerbada a violência que eu imaginei e...parece mais real...- Eu murmurei enérgico, apontando os dois indicadores em direção á ele - Por que eu sei que foi real.
- O que você sabe que é real?
Filho da puta debochado, ele fez de novo aquela coisa do olhar como quem diz 'Seu ponto de vista é duvidoso'.....não que eu não saiba que realmente sou um narrador duvidoso.
- Eu sei que não a matei, não teria como - Novamente, eu me afasto com passos nervosos, confusos - Mas eu me lembro de cortá-la, me lembro de vê-la morrer.
- Você tem que superar esses delírios que distorcem sua realidade - Ele murmurou, quase compassivo demais, seus olhos baixos - Que tipo de delírios brutais esse assassino tem?
Percebi que eles flexionou os dedos da mão direita, como se quisesse esticá-la em minha direção e então descartasse a ideia rapidamente. Peso surgiu em meus ombros, culpa por ter criado essa distância entre nós mesmo depois de termos estabelecido uma...- eu não faço ideia do que é a nossa relação.
- Não foi brutal, foi solitário - Eu parei para me encostar na escada apoiada na estante de livros, consciente de que estava inclinando a cabeça demais, dando visão demais há uma parte da qual Hannibal já havia experimentado - Foi desesperado, triste, eu me vi de relance no espelho....olhei bem dentro de mim, de fora...como se fosse um estranho.
Hannibal de levantou, passos lentos até mim, olhos cravados entre meu pescoço e meu rosto, eu quase pude ver aquela sombra de desejo e dominância. Eu suspirei, frustrado, talvez devesse deixar de procurar o lituano quando estivesse tão dependente de me deixar ser guiado, quando eu não estivesse sentindo que poderia desmanchar com um único olhar.
- Você tem que enfrentar realmente suas limitações com o que você faz- Oh, droga, maldita seja a memória muscular que me fez suspirar e me apoiar na escada como se estivesse derretendo ao toque dele - E como isso te afeta..
Sua mão subiu no ar, considerando, lenta, até segurar um cacho meu, eu pude sentir o calor irradiando de seu corpo - ou talvez fosse o meu?- e eu quis novamente aquela sensação, a coisa em mim que implorava para deixar o controle em suas mãos e me libertar.
Eu sufoquei a maldita necessidade....mas talvez eu não tenha escondido isso no meu olhar, por que eu vi o sorriso satisfeito e mínimo que ele deu. Foi questão de poucos segundos, uma aproximação leve dele, um suspirar mais forte seu em meu pescoço, e eu derreti.
- Ha...Hannibal - Eu gaguejei, sussurrado, por que meu corpo simplesmente não quer me obedecer - Eu...eu tenho outro alguém e...
E minha voz morreu ao sentir a mão dele em minha cintura, o sorriso cretino e satisfeito dele continuava em seu rosto.
- Continue, Will.
Maldito, ele sabe que eu não vou conseguir me concentrar
- Você tem outro alguém....- Ele arqueou a sobrancelha, divertido - Então isso é um pedido para que eu me afaste?
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Flesh
FanficMe amarre e abuse de mim até ficar satisfeito Aperte todo meu corpo, crave seus dentes em minha carne Tire a roupa, prove a carne Me morda com força, Passe no teste, prove a carne Me empurre contra a parede Force até que eu implore, me dê mais um...
