Epílogo – Vegas
Dois anos depois
O distintivo pesa menos agora.
Ou talvez seja o coração que esteja mais leve.
Dois anos se passaram desde que voltei. Desde que o mar me trouxe de volta até ele. Muita coisa mudou. Mas a única que importa... é que, toda noite, ele ainda dorme do meu lado.
Acordar com o rosto de Pete colado no meu peito, seu cheiro misturado ao do nosso lençol, a respiração suave e o leve gemido que ele solta quando me puxo de fininho pra sair da cama... é o que me mantém são, mesmo em meio ao caos da cidade.
Depois que tudo veio à tona – o tráfico, a escola, os filhos do diretor sendo presos e silenciados pelo sistema – eu fui incorporado oficialmente à unidade de crimes especiais da polícia. Não mais como infiltrado, mas como agente tático. Treinamento pesado. Missões noturnas. Uma vida que continua exigindo sangue e silêncio. Mas agora, sempre volto pra casa.
Pra ele.
Pete entrou na faculdade de enfermagem pouco depois que nos reencontramos. Ele disse que queria cuidar das pessoas do mesmo jeito que cuidou de mim. E cada vez que o vejo com aquela blusa branca apertada, jaleco entreaberto e aquele olhar cansado de quem passou 12 horas em plantão, eu me apaixono de novo.
Mesmo quando está exausto, ele ainda faz questão de me esperar. Às vezes dorme no sofá, de luz acesa, só pra me ver entrando pela porta e me dizer:
"Você voltou pra mim mais uma vez."
E eu sempre volto.
Hoje é folga. Nossa primeira em semanas. E estamos sozinhos no apartamento, sem ninguém pra interromper, sem casos, sem livros, sem mensagens.
Apenas nós.
Ele sai do banho com a toalha amarrada baixa demais, cabelo pingando, e aquele olhar de quem sabe exatamente o que faz comigo.
— Você tá me olhando como se quisesse me devorar — ele diz, um sorriso provocante no canto da boca.
— Because i want to — respondo, sem rodeios.
Largo o café, cruzo a sala, agarro ele pela cintura e o coloco no colo. Pete ri, mas sua respiração já começa a mudar quando minhas mãos deslizam pelas coxas nuas.
— Dois anos e ainda olha pra mim desse jeito? — ele sussurra, já arrepiado.
— Dois anos... e eu ainda acordo duro só de lembrar do seu cheiro — murmuro contra sua pele.
Minhas mãos deslizam pela toalha, arrancando-a com um puxão. Ele geme baixo, corpo já quente, pulsante. Beijo sua barriga, subo até os mamilos, lambo um, chupo o outro com força. Pete joga a cabeça pra trás.
— Vegas... — sua voz falha.
Levo ele até o quarto e o deito devagar, mas logo minha fome me domina. Abro suas pernas, beijo suas coxas, mordo de leve a pele macia, e finalmente, deixo minha língua encontrar seu ponto mais sensível.
Ele geme alto, os quadris se arqueiam, os dedos se entrelaçam nos meus cabelos.
— Porra... você me enlouquece — ele ofega, olhos fechados, rosto corado.
Alterno entre chupar e lamber devagar, fazendo ele se contorcer sob mim. Ele goza com um gemido rouco, a mão apertando minha nuca com força. Mas eu não paro.
— Ainda não — digo, subindo sobre ele, me encaixando, nossos corpos suados e famintos.
Entro devagar, e o gemido que ele solta me quebra por dentro. É desejo, é amor, é entrega. Cada movimento é lento no começo, mas logo viramos necessidade crua. Nossos corpos batem, as peles fazem barulho, os gemidos preenchem o quarto abafado.
— Mais... mais forte — ele implora, olhos brilhando de prazer e confiança.
Eu obedeço.
Seguro ele pela cintura, afundo cada vez mais, até ele gozar de novo, o corpo tremendo, o peito arfando. E quando chego ao meu limite, enterro o rosto no pescoço dele e gozo forte, com um gemido rouco e desesperado. Ficamos ali, colados, corpos grudados, corações descompassados.
— Isso foi... — ele começa, ainda ofegante.
— Real. Like everything between us.
○○○○○
À noite, Porsche aparece com Porchay. O mais novo começou a fazer shows acústicos e Kim até escreveu uma música nova pra ele. Kim chegou um pouco depois, com Kinn. Todos sentam no chão da nossa sala, bebendo vinho barato, rindo como se o passado fosse apenas uma lembrança velha e desgastada. Kim e Porchay trocam olhares cúmplices; Kinn reclama que Porsche gasta demais com comida; Pete segura minha mão por baixo da mesa.
E por um instante, eu olho ao redor e penso:
A guerra valeu a pena.
Porque eu tenho ele.
Porque eu voltei.
Porque agora, eu fico.
E essa noite... é só o começo.
Fim
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Teacher - VegasPete
FanfictionOnde Pete se vê apaixonado pelo seu professor. Ou Onde Vegas não tira o sorriso de seu aluno da cabeça, e ao mesmo tempo tenta esconder seus segredos. 【🍄】 𝐕𝐞𝐠𝐚𝐬𝐏𝐞𝐭𝐞 | 𝐀𝐮 【🍄】 @𝐓𝐮𝐥𝐢𝐩𝐁𝐥𝐨𝐨𝐨�...
