Anne por conta do acidente ainda se encontrava impossibilitada de andar, por conta disso, Apollo saiu carregando a mesma em uma cadeira de rodas.
Jotapê, amigo do casal, foi até o hospital com seu carro para assim levar ambos para a casa de Anne.
O amigo desceu do carro para ajudá-los com a bagagem e disse para Apollo ir ajudando Anne a entrar no carro.
A mesma engoliu em seco e olhou aflita, não sabendo se teria a coragem de entrar no veículo naquele momento.
Apollo percebeu a tensão da garota:
- Amor? Tudo bem? - Ele perguntou.
- Não sei se quero entrar no carro.
- Está tudo bem, linda. Nada vai acontecer, eu prometo.
- Fica tranquila, Annezinha. Eu vou dirigir com cuidado e qualquer coisinha eu encosto. - Disse Jotapê para tranquilizar a garota.
Ela então cedeu aos dois garotos, mesmo ainda aflita. Entrelaçou seus braços no pescoço de Apollo para que assim ele pudesse a levantar e deixar a mesma dentro do carro.
Após ambos deixarem tudo conforme planejado, Apollo entrou no banco traseiro junto de Anne e Jotapê sentou-se em frente ao volante preparado para dar partida no carro.
Assim que Anne ouviu o barulho do motor do carro ligando, ela apertou com força a mão de seu namorado, que percebendo o nervosismo de Anne beijou a testa dela e encostou a cabeça da mesma em seu peito.
O carro estava em movimento, e Anne segurava a mão de seu namorado cada vez mais forte. Cada buzinada, cada curva aumentava mais ainda o nervosismo da garota que se encontrava suando frio enquanto escondia seu rosto no peito de Apollo, para que não precisasse olhar para as janelas.
Apollo apenas desejava que chegassem logo, por conta de sua preocupação com a garota. Felizmente, finalmente chegaram ao seu destino final.
Anne continuava com seu rosto coberto em Apollo, enquanto Jotapê tirava sua cadeira de rodas do porta - malas.
Assim que ele levou a cadeira de encontro a eles, Apollo chama a garota:
-Linda, está tudo bem, nós chegamos, vamos lá.
A mesma então levanta seu rosto que estava coberto de suor e lágrimas mescladas, fazendo assim que Apollo deixasse um longo selar em sua bochecha e abraçasse a mesma com toda força.
Ele então a solta com delicadeza, desce do carro e assim que ela embaraça seus braços em volta do pescoço do mesmo, ele a coloca na cadeira de rodas e começa a guiar a mesma para sua casa.
- Sentiu saudade do seu cantinho? - Perguntou Jotapê.
- Você não tem noção do quanto.
Assim que Jotapê abre a porta, Anne é surpreendida por confetes em sua direção.
A garota sem entender olha mais para a cima e vê uma faixa, que dizia "Nosso anjo retornou a sua terra" em volta de todos seus amigos e seu irmão, que estavam claramente radiantes com a volta da garota.
A garota então cobre seu rosto com as mãos por não conseguir conter as lágrimas, seu gesto fazendo assim com que todos seus amigos fossem em direção a mesma e se reunissem em um abraço.
🫀
Após uns tempos de emoções, estavam todos pela casa de Anne, falando qualquer assunto que chegasse em suas cabeças.
O grande problema é que a garota que sempre gostou de falar e nunca tirava um sorriso de seu rosto, estava totalmente o contrário disso.
Apollo percebeu isso desde o começo, o que estava acabando com ele.
A marca registrada de sua amada era o brilho que ela carregava, mas desde o acidente ele não consegue mais localizar esse brilho, trazendo sempre um aperto em seu peito.
Após as longas conversas aleatórias, todos foram de volta a suas casas, ficando apenas Anne e Apollo, onde estavam abraçados enquanto O garoto fazia um pequeno carinho na cabeça dela.
- Estou preocupado com você.
- Por quê?
- Eu te conheço, você não está bem. O que passa por sua cabecinha?
- Aquela noite no hospital, onde eu sonhei e lembrei sobre meu acidente... Eu arrisco dizer que foi a pior noite da minha vida.
- Eu entendo, mas está tudo bem agora, você está aqui.
-E talvez seja por esse motivo que foi a pior noite da minha vida. O meu próprio pai me odeia e mesmo sabendo que sua filha estava quase morrendo, ele sequer me visitou. As vezes, eu queria ter morrido nesse acidente...
Apollo engoliu em seco, chocado com o que acabara de ouvir. Ele piscou diversas vezes querendo que fosse mentira, e com q voz trêmula disse:
-Nunca mais repita algo tão absurdo. - Ele respirou fundo e continuou. - A pior noite da minha vida, foi uma das noites do hospital... Você sabe o porquê?
- Não...
- Porque eu sonhei que perdia a pessoa mais importante da minha vida lá.
Uma lagrima solitária escapa de ambos, e sem mais assunto eles continuaram ali, na mesma posição e no mesmo cafuné até dormirem.
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Te Adoro - Apollo Mc
RomanceAnne e seu irmão Tavin vão se mudar para a capital paulista e finalmente sua irmã poderá vê-lo rimar ao vivo e conhecer a famosa Batalha da Aldeia.
