Capítulo 34

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Levi

Quando ela chega já estou arrastando Filipo para dentro, pelas palavras dele e do porco do Mayers eu achei que a Fallon apenas tinha se envolvido sexualmente com o Filipo, porém, depois de ver como ela ficou após a minha pergunta, entendi que não foi consentido e muito menos algo que ela queria.

Pensar nisso me dá cada vez mais vontade de mata-lo...porém, não posso fazer isso, essa é uma vingança dela, ela decide o que fazer, o que ela mandar eu faço, menos deixa-lo vivo.

Eu vou vê-lo morrer hoje e eu vou gostar muito disso, e depois eu vou pra casa com a minha esposa, e a amar do jeito que meu corpo insiste em querer.

Ela chega perto da gente, quando acho que ela vai me ajudar, ela começa a chutar ele, em alguns segundos ela perde o controle, o batendo de forma aleatória e enfim vem o choro.

Agarro ela, arrastando ela de cima dele, ela esperneia chorando de soluçar, depois se agarra em mim, como se eu fosse seu bote salva vidas.

Aninho ela no meu colo, e ela chora mais, levo ela pra dentro, e a coloco no sofá mais próximo, mas ela levanta e vem me ajudar a arrastar o corpo.

Estamos arrastando o maldito pra dentro, o ódio me corrói, mas quando olho pra frente, vejo aquele seios redondos, mais a mostra que o normal por ela estar inclinada para frente.

Sou um desgraçado por querer enfiar minha cara no meio deles agora? Provavelmente, porém é tudo que quero fazer.

Agora estou com ódio e fome.

Terminamos de arrastar ele pra dentro e amarramos, enquanto isso o radio dela toca e ela pede pra um tal de Andrew trazer o velho tarado.

Quando estão os dois já amarrados o tal de Andrew entra no galpão a olhando de cima a baixo, acho que não gostei disso.

— Sra. está bem? Se machucou? - ele rodeia ela procurando qualquer ferimento - Precisa de auxilio? Tem algo que eu possa fazer?

Eu entro no meio dos dois e encaro o bastardo de cima, mais um pouco ele encostaria nela.

— Eu sou o marido dela, você sabe certo? - Pergunto com um sorriso cruel.

— Claro senhor - diz nervoso.

— Então pode deixar que eu auxílio em tudo que ela precisar e muito mais - falo e o homem abaixa a cabeça - Agora saia.

Sem discutir o homem sai, levando todos os outros juntos com ele.

Talvez eu o mate depois.

— Isso era realmente necessário? - pergunta Fallon entediada - Ele só estava preocupado.

— Só eu posso me preocupar com você tão de perto esposa - estou bravo, porém me distraio facilmente com os seios dela tão perto.

— O que foi? - pergunta.

— Nada - saio do transe e vou para o que interessa - Precisa me contar o que aconteceu, não preciso de detalhes, mas preciso saber o que esse lixo fez com você.

— Certo, melhor sentarmos, a história não é longa, mas é difícil pra mim - fala olhando pro sofá.

Nós sentamos, e então ela começa, explica sobre a pressão da família sobre casamento, sobre as cartas e depois sobre o convite para o jantar na casa de Filipo.

Eu não estou mais respirando quando ela conta tudo que ele a fez passar.

Do plano dele para obrigar ela se casar com ele, de como escapou, e como Ethan a salvou, como cuidou dela, eu me culpo por não estar lá por ela, mas sei que o Ethan fez mais do que eu poderia.

Ela terminou a alguns minutos e eu ainda estou em silêncio, acho que estou em pedaços.

— Diz alguma coisa, por favor - ela pede quase em sussurro.

— Eu... - eu ouço um barulho vindo dos desgraçados e me interrompo - Acho que acordaram.

Ela acena e segue comigo até aquele monte de lixo, acho que estou vivendo em uma realidade paralela, pois me sinto despedaçado, sinto como se fosse surtar a qualquer minuto ou então só morrer, não consigo processar tudo que ouvi, eu só quero matar todos, matar todos eles e depois matar mais e de novo.

Filipo é o primeiro a acordar, quando ele a vê ele sorri pra ela, esse desgraçado.

— Sentiu minha falta v...- começa e eu o soco.

— Vamos cortar a língua dele primeiro, se eu ouvir ele dirigir a palavra pra você novamente eu vou mata-lo - falo e ela acena.

Ele começa a se debater, porém não adianta, eu estou em modo automático, e o bisturi praticamente faz parte do meu corpo, então não tem como eu errar o alvo, ele grita, mas logo é silenciada quando a sua língua cai no chão.

Por causa do barulho o senador também acorda.

— Se gritar também arranco sua língua - ele só acena com medo até de falar. - Quer começar querida?

A primeira coisa que ela faz é pegar a arma, espero que ela não o mate rápido demais.

O desgraçado do Filipo entra em desespero, engasgando no próprio sangue por causa da língua cortada, ela mira na sua cabeça e por um momento acho que acabou tudo, porém no último segundo ela muda o alvo acertando o lixo que ele chamava de pau.

Não sobrou muita coisa, isso é certeza, acredito que ele teria gritado se conseguisse, até o senador está chorando de desespero agora.

— Faz ele sangrar menos, não quero que morra agora - ela me olha enquanto diz isso, nunca vi seu rosto tão vazio.

— Claro, me de um minuto - chego perto dele com a minha maleta e injeto todos os medicamentos possíveis para coagular o sangue e mantê-lo vivo o tanto que ela quiser. - Ele vai ficar uns 10 minutos desacordado, quer falar com o senador enquanto isso?

Ela faz que sim com a cabeça e o senador entra em desespero.

— Ele me obrigou, eu juro que não queria, por favor me poupe - fala o velho chorão.

— Você sabe que já está morto - ela fala e ele chora mais - Agora é você que decide, se eu dou você pro meu marido torturar ou se você tem uma morte rápida.

Torturar e marido na mesma frase, me deixa mais excitado do que eu gostaria de admitir.

— Por favor, eu...- ele começa a implorar e ela da na cara dele.

— Decide, ou eu decido por você - fala com o olhar vazio.

— Rápido...- o senador fala tremendo.

— Ótimo, então me conte quem mais estava ajudando Filipo - fala e o senador treme mais.

— Falo se me deixar ir embora - fala achando que tem o que negociar.

— Acho que você quer do jeito difícil - fala e eu pego o bisturi indo em direção dele.

— Ta bom, tá bom, eu falo tudo - fala desistindo.

No fim era mais gente do que a gente esperava, eu conhecia poucos dos nomes, porém a Fallon sabia quem eram todos.

Ela pega o celular e liga pra alguém.

— Pai, eu tô bem...estou com Filipo... Levi está comigo... não sabe... Não...depois falamos disso, preciso da sua ajuda, tenho uma lista de nomes e preciso que comecem a caçar eles, todos traidores, estamos limpando a casa - ela ouve seu pai, que eu acredito ser o Hades, ele está reclamando de algo, porém no fim parece concordar e ela desliga.

Ela vira indo até a porta do galpão, fala com alguém lá e quando vira pra mim, ela está com uma doze na mão.

— Eu disse que seria rápido senador, não disse que seria bonito, até porque traidor tem que ter caixão fechado - fala e atira na cara dele.



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