Capítulo 33

47 9 0
                                        

Levi

Pulo do caminhão e ouço ele explodir em seguida, a confusão estoura e é tanta gente correndo que ninguém me percebe.

O caminhão foi um distração pra fazer o rato sair da toca, olhando a planta dessa casa, o lugar mais provável para os ratos da casa querer fugir é os fundos, onde já ficam os carros a espera.

Vou me escondendo pelas sombras até chegar aos fundos, bingo.

Lá eu vejo dois ratos entrando dentro do carro, carro esse que é blindado com toda certeza.

Espero o motorista fechar a porta depois deles entrarem, o apago com um mata leão e tomo seu kep de motorista.

Ao entrar no carro no lugar do motorista, ouço um velho maldito reclamando pela demora.

— Achei que tinha morrido caralho, não está vendo que precisamos sair daqui agora - Fala o velho.

— Desculpe senhor, já estamos saindo - falo sem olhar pra trás.

— Me chame de senador seu imprestável - ah, então esse merda é o senador Mayers, dois coelhos com uma cajadada só.

Filipo se mantém em silêncio, enquanto saímos da propriedade.

— Você tem a localização do esconderijo certo? - pergunta o senador.

— Sim claro, porém vamos ter que ir pra o segundo, pois o primeiro foi comprometido - falo levando eles para um galpão que costumo usar.

— Aquela maldita vadia - fala Filipo pela primeira vez - Eu devia ter matado ela quando tive chance.

— Ou devia ter comido ela direito pra ela ficar mansa - fala o senador e todo o sangue do meu corpo gela.

— Ah, você jamais saberia o que é comer uma mulher direito Mayers, já que o seu negócio é rolas - fala Filipo.

— Shhhi, você quer me foder caralho, a gente tem um acordo, não fala disso e eu te apoio nessa merda toda - fala o senador quase sussurrando.

— Eu sei senador, fique tranquilo e cale a porra da boca - fala Filipo por fim.- Estamos chegando?

— Sim, estamos perto - falo - Mas se mantenham abaixados, estamos sendo seguidos.

— Merda, de vadia.

— Não se preocupem, é apenas um carro e estamos chegando no galpão, lá terá dezenas de soldados para protegê-lo - falo mentindo claramente.

— Ótimo - respondem em uníssono.

Olho pelo retrovisor, reconheço aquele carro em qualquer lugar.

Me abaixo pegando minha máscara de oxigênio e colocando no rosto.

— O que você está fazendo? - pergunta o senador.

— Embrulhando o presente da minha esposa - em seguida jogo a bomba de gás dentro do carro e os dois apagam.

Pego meu celular no bolso e ligo para Fallon, ela não me atende, absurdo, eu sou o marido dela.

Me estico para trás e pego o celular no Mayers, disco o número dela e em um toque ela atende.

— Filho da puta eu vou te matar - fala ela gritando pelo telefone.

— Fico magoado por você atender uma ligação dele, mas não atender a minha - ela fica em silêncio no telefone - Olá esposa.

🔪🔪🔪🔪🔪🔪🔪🔪🔪🔪🔪🔪🔪🔪🔪🔪🔪

Fallon

Depois que o alerta foi dado, tentamos seguir para rota de fuga mais provável, os fundos.

O CarrascoOnde histórias criam vida. Descubra agora