capítulo 31

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Levi

— Olá família - falo sorrindo, é tão bom estar de volta.

— Olá? - pergunta minha cunhada que ainda não conheci pessoalmente.

— Olá, Anya certo? Muito prazer, me chamo Levi, sou o seu cunhado, ou parte dele eu acho, mas a parte mais bonita com certeza - falo apertando a sua mão.

Ela está parada demais pra um cumprimento amistoso, porém entendo choque.

— Cadê o Ethan? - pergunta meu sogro Eros.

— Ele estava surtando, então tomei o controle para ele descansar um pouco - falo com calma - Agora vamos ao que interessa, onde exatamente está a minha esposa?

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Fallon

É a 5° vez que desmonto e monto minha arma favorita, estou ansiosa, mal consigo me conter para não invadir a casa do senador Mayers agora mesmo e pegar Filipo.

Mas sei que as coisas não funcionam assim, o Mayers tem uma segurança considerável por ser senador e se está abrigando Filipo, a segurança deve ter triplicado, não vai ser fácil invadir, muitas pessoas vão morrer essa noite, dos dois lados.

Nada me deixa mais triste do que matar meus próprios soldados, apesar da morte ser um alívio e os soldados em questão serem do Filipo, eles ainda são de alguma forma parte do meu exército, são do exército dos Chousa, perder soldados sempre me deixa triste.

Pego minhas facas para prender a minha roupa de combate e uma em questão me chama atenção por lembrar o Ethan, já o cortei com ela algumas vezes, poucas vezes infelizmente, sei que ele concordaria com essa afirmação.

Meu bebê, meu sádico e macabro bebê.

Algo dentro de mim dói por ter saído de casa brigada com ele, com eles...se algo der errado hoje posso não voltar e eles vão achar para sempre que não os amo.

Isso é estranho, eu os amo... não de uma forma normal, com flores, bombons e declarações de amor...mas da minha forma perturbada eu os amo, os dois.

Bom, melhor pensar nisso em outro momento, o nervosismo me faz sentir o vômito chegar a minha garganta um pouco antes de eu me dobrar em cima da privada mais próxima.

Ainda bem que estou sozinha.

Bom, eu achava que estava sozinha.

— Querida? Fallon onde está? - ouço os passos e voz do meu pai antes mesmo de conseguir me levantar - O que aconteceu querida? Um médico, precisamos de um médico, alguém chame um médico pelo amor de Deus.

— Pai por favor, estou bem, é só nervosismo, isso vem acontecendo toda manhã, hoje só mudou o horário - falo tentando me levantar, mas uma nova onda de náuseas me pega.

— Toda manhã? Isso pode ser um vírus super perigoso, você pode estar morrendo, se continuar assim vai ficar fraca e morrer, meu Deus vamos cancelar tudo e ir para casa agora - fala entrando em desespero, típico do meu pai.

Me levanto depois de por tudo pra fora, lavo minhas boca do jeito que consigo, respiro fundo e olho para meu pai.

— Não vamos cancelar, estou bem, é apenas nervosismo, não esqueça quem eu sou, posso suportar um pouco de enjôo. - falo.

— Eu sei que pode suportar coisas muito piores filha, te criei pra isso, mas isso não quer dizer que vou te deixar - fala com olhos carinhosos. — Não importa que você seja a criatura mais violenta e letal que já conheci, você sempre vai ser a minha menina.

O CarrascoOnde histórias criam vida. Descubra agora