Ano passado na escola pública 141 havíamos tido uma experiência realmente nojenta emBiologia...A sala de Jessica tinha criado dois punhados de platelmintos em terrários, que erambasicamente aquários, mas cheios de terra ao invés de água. Os platelmintos eram na verdadeachatados, com cabecinhas triangulares do tipo como as pontas de lança que Rex era tãoaficionado. Eles tinham dois pequenos pontos que pareciam com olhos, mas não eram. Emboraeles pudessem detectar a luz.Em um terrário a classe sempre colocava a comida de verme no mesmo canto, debaixo deum pouco de luz que eles acendiam na hora da alimentação. A luz era como uma placa derestaurante: Entre, estamos abertos.No outro terrário a classe apenas espalhava a comida ao acaso no topo da terra.Os platelmintos no primeiro terrário não eram burros. Logo, eles descobriram o que a luzsignificava. Você podia apontar uma lanterna em qualquer lugar do terrário, e os vermes iamprocurar por comida. Eles até mesmo seguiam a luz ao redor em círculos, se corrida de vermesera o que você queria.Então, enquanto isso acontecia em toda aula de biologia, o momento da parte nojenta veio.Usando uma lanterna como isca, a sala coletou todos os vermes mais espertos queamavam a luz do primeiro terrário. Então a professora, Srta. Hardaway, as colocou em uma tigelae as esmagou em forma de pasta de verme. Ninguém foi forçado a olhar, mas umas poucascrianças viram. Jessica não.No caso que isso não fosse nojento o suficiente, Srta. Hardaway então alimentou os outrosvermes, de vermes esmagados. Um por um, os vermes levantavam suas pequenas cabeçasachatadas, famintos por comida. Eles tinham aprendido sobre a luz de restaurante por comida,dos vermes do outro terrário, como aprender francês por comer batatinhas fritas, exceto queinfinitamente mais nojento.Hoje a noite, sentada em sua cama, esperando pela meia noite, cercada por caixas nãodesfeitas, Jessica Day tinha o resíduo de midnighter em sua boca.Rex e Dess tinham mantido ela no museu por horas, comprimindo o cérebro dela com cada coisa que eles sabiam sobre os Darklings, a hora azul, midnighters e seus talentos, e a históriasecreta de Bixby, Oklahoma. Eles tinham por base de anos de experiências incríveis edescobertas inacreditáveis, e que serviu a eles como uma refeição gigantesca. E é claro, Jessicanão teve escolha, a não ser alimentar de cada mordida. A hora secreta era perigosa. O que elanão sabia, podia feri-la de verdade.No final, até mesmo Melissa tinha tirado seus fones para se juntar, explicando seu próprioestranho talento. Mostrando que ela, e não Dess, era a psíquica - uma verdadeira psíquica, nãodo tipo psicossomática - mas em um jeito que soava completamente horrível. Ela tinha descritoem como estar em uma sala com cinquenta rádios explodindo, todos ligados em diferentesestações. E Rex tinha alertado a Jessica para não tocá-la; contato físico aumentava muito ovolume.Não era à toa que Melissa era divertida de se estar por perto.Enquanto Jessica observava o braço dos segundos do relógio lentamente varrendo osúltimos minutos remanescentes, ela descansou uma mão em seu estômago fazendo barulho. Elatinha essa sensação sempre antes de uma prova. Esta era uma prova o bastante. Isso incluíamatemática, mitologia, metalúrgica, ciência, e história antiga. E obter a resposta errada podiasignificar vir a ela mesma ser comida de verme.O dia tinha provavelmente sido muito mais divertido para Rex, Dess e Melissa. Por anos ostrês tinham mantido um inteiro mundo em segredo. Eles tinham que encarar o terror e alegrias dameia noite sozinhos. Então é claro que eles tinham estado ansiosos para compartilhá-lo comalguém novo.Jessica apenas desejou que ela pudesse se lembrar mais do que eles tinham dito. Depoisda primeira ou terceira hora, sua noite sem sono tinha começado a produzir seus efeitos, suasvozes se tornando um zumbir competitivo. Finalmente ela tinha dito a eles que ela estava indopara casa.Era maravilhoso o quão rapidamente um novo e misterioso mundo poderia ir do totalmenteinacreditável ao completamente insuportável.Ela tinha voltado para casa a tempo para o jantar, Jessica podia dizer que a mãe tinha tudopronto para gritar com ela sobre as caixas não desfeitas ainda. Mas um olhar para o rostoexausto de Jessica e sua mãe tinha instantaneamente ligado as engrenagens."A amorzinho, você tem feito dever de casa o dia todo, não tem? Isso é minha culpa porcolocar você em todas aquelas classes avançadas, não é?"Jessica não se incomodou em discordar. Ela tinha meio que cochilado durante o jantar e foidireto para cama. Mas ela colocou seu alarme para onze e meia. Hoje a noite ela queria estarcompletamente acordada e vestida, quando o tempo azul chegasse.Embora ela não pudesse se lembrar da metade do que os outros midnighters tinham ensinado a ela, ela não tinha esquecido as coisas importantes, Jessica estava armada com astrês novas armas: Atraentemente, Fossilização, e Doutrinamente, que eram uma bobina dearame, um longo parafuso, e uma antena de carro quebrada. Elas não eram muito ao se olhar, eDess tinha dito que nenhuma era tão formidável quanto o poderoso Hipocondríaco, mas ela tinhagarantido que elas tocariam fogo em uma cauda de Darklings. Ou pelo menos, uma faísca azul deum show de fogos de artifício. Jessica tinha também pegado emprestado umas pequenas receitasde Dess, para criar suas próprias armadilhas. Seu quarto era a prova de slithers agora.Em contrapartida, não tinha jeito dela ir para fora hoje a noite.Os outros três midnighters eram guiados pelo o que Rex tinha chamado de um "Local datradição". Aparentemente, lá tinha havido midnighters em Bixby, tanto quanto tinha havido a horasecreta, alguns nasceram aqui e outros, como Jessica, que tinham tropeçado na cidade.Gerações de sábios como Rex, tinha lentamente coletado conhecimento sobre o tempo azul e osDarklings, e gravado suas descobertas onde só outros videntes poderiam as encontrar. Lá fora,na imensa imutabilidade do deserto, antigas pedras eram marcadas com runas invisíveis, quediziam antigas histórias.Rex disse que ele procuraria até que descobrisse por que os Darklings estavam tãointeressados em Jessica. "Mas talvez noite passada foi uma coincidência", ele tinha dito semconvencer."Talvez eles apenas gostem de você", Melissa tinha dito, estalando seus lábios, "Como em,„eu gosto de pizza.‟"Faltavam dois minutos.Jessica engoliu, e levantou seus pés do piso. Os slithers não podiam estar aqui ainda, masa noite passada tinha trazido todos os seus medos de infância de volta para ela. Haviam coisasdebaixo da cama. Talvez no momento elas fossem coisas psicossomáticas, mas ela ainda podiaas sentir lá embaixo.Ela olhou para seu relógio, que estava marcado na hora de Bixby agora. Dess tinhaexplicado que a "meia noite de verdade" acontecia em diferentes momentos em cada cidade. Osfusos horários apenas os disfarçavam. Mas agora quando seu relógio batesse doze, Jessica Dayestaria tão afastada do sol quanto ela poderia estar.Faltava um minuto.Jessica catou Doutrinamente e a puxou para fora em todo seu comprimento. Ela a passouatravés do ar como uma espada. A antena de rádio era de um Chevy feito em 1976 um ano queaparentemente foi um múltiplo de treze. Dess tinha estado guardando ela para algo especial. Jessica sorriu. Ela era o presente mais estranho que ela tinha recebido, mas ela tinha queadmitir que parecia boa em sua mão.A hora secreta chegou.A luz acima pareceu piscar, substituída pelo familiar brilho azul em cada canto do quarto. Osom do vento entre as árvores cessou abruptamente. Sua primeira vez completamente acordadapara a mudança, Jessica podia sentir tão bem quanto ver e escutá-la. Algo invisível parecerempurrá-la, forçando ela para frente, como se ela estivesse terminando uma descida demontanha-russa, o carro gradualmente vindo a uma parada. Uma sensação de leveza veio sobreela, e ela sentiu um delicado tremor de movimentos presos por todo seu corpo.O latejar do mundo inteiro, parando ao redor dela."Ok", Jessica disse para si mesma. "Aqui vamos nós, de novo."Ela caminhou ao redor do quarto, tocando coisas para se reassegurar. As bordas ásperasdas caixas de papelão pareciam às mesmas, as tábuas de pinho do chão eram suaves e friascomo sempre."Real, real e real." Ela afirmou silenciosamente enquanto seus dedos tocavam as roupas, amesa e a lombada dos livros.Agora que a meia noite estava lá, Jessica se descobriu imaginando o que ela iria fazer comesta hora extra. Uns poucos minutos atrás e ela tinha ouvido seus pais falando na cozinha. Masela não queria vê-los pálidos e congelados; ela iria ficar em seu próprio quarto.Havia um monte de desempacotamento para se fazer. Ela abriu umas poucas caixas eolhou dentro de suas caóticas profundidades. Mas a luz azul sem sombras pareceu muitoesquisita para algo tão mundano. Ela se sentou em sua cama, pegou o dicionário que ela haviadesempacotado quando ela chegou em casa, e o abriu para procurar por tridecalogismos.Ela tinha descoberto só um - Esplendorosos - quando sua cabeça começou a doer pelaluz. Os outros midnighters podiam provavelmente ler muito bem na hora azul. Talvez Melissaestivesse certa; os olhos de Jessica pareciam errados; pelo menos aqui na hora secreta.Ela olhou pela janela para o mundo imóvel, então estremeceu e se afastou. O pensamentode alguma coisa relembrando-se dela, era muito assustador.Ela tirou seus pés do chão, deitou e olhou para o teto.Jessica suspirou. Isso podia ficar muito chato.Não muito depois ela ouviu um barulho.Era um suave thud, mal audível mesmo no absoluto silêncio. Jessica imediatamente pensou nas patas da pantera, e pulou fora de sua cama.Ela pegou o Doutrinamente, e chacoalhou o Fossilização e o Atraentemente, para checarse eles ainda estavam em seu bolso. Do final da cama de Jessica não dava para se ver muito darua, mas ela estava muito assustada para chegar mais perto das janelas. Ela se manobrou aoredor da cama, tentando alcançar um vislumbre do que quer que estivesse lá fora.Uma forma escura se moveu na calçada da frente. Jessica se afastou de sua visão eapertou forte a antena de carro. Rex e Dess tinham prometido que ela estaria a salvo aqui. Elestinham dito que ela sabia o suficiente para defender a si mesma.E se eles estivessem errados?Suas costas estavam pressionadas contra a parede agora. Ela imaginou o grande felinoarranhando a porta da frente e abaixo, nos corredores da casa, furtivamente atrás dela. Pareciaincrivelmente improvável que as treze tachinhas presas na madeira de sua porta seriam páreopara seus poderosos músculos.Mais nenhum som veio de fora. O que quer que fosse, ainda estava lá fora?Ela tinha que dar uma olhada.Jessica desceu suas mãos e joelhos e se arrastou pelo chão contra a parede até que elaestivesse bem embaixo da janela. Ela se sentou lá, escutando tão atentamente quanto ela podia.O silêncio total pareceu soar silenciosamente, como o som do oceano envolvido em uma concha.Ela levantou sua cabeça para espreitar sobre o parapeito da janela.Um rosto olhou de volta para ela.Jessica pulou se afastando, balançando Doutrinamente em um arco diante dela, então comisso ela a chicoteou contra o vidro. Ela se rastejou de volta, até que ela bateu contra sua cama. Ajanela começou a se abrir."Está tudo bem, Jessica. Sou só eu", uma voz veio através da abertura.Sua antena de carro empurrada à frente dela como uma espada, Jessica piscou, forçandoseu cérebro a colocar juntos a voz familiar e o rosto que ela tinha vislumbrado. Depois de unspoucos segundos, o reconhecimento veio, com uma onda de alívio e surpresa.Era Jonathan.Jonathan se sentou na janela, evidentemente um pouco relutante em vir para dentro. Elepareceu pensar se Jessica iria se afastar de novo dele. Doutrinamente estava ainda sobre seuaperto, passada nervosamente de uma mão para outra.Jonathan se sentou com uma perna dobrada embaixo dele, seu outro joelhou puxado paradebaixo de seu queixo. Ele com certeza não parecia muito assustado agora.Ele não tinha dito muito desde que chegou a janela. Ele parecia estar esperando para elase acalmar. Diferente da sala de almoço da escola, os olhos de Jonathan pareciam estar abertos.Ela não parecia com sono de modo algum. Talvez ele fosse fotofóbico durante o dia também. Ela estava feliz que ele não escondesse seus olhos atrás de óculos escuros. Eles eramolhos muito bonitos.Ele observou enquanto Jessica lentamente ganhava o controle de sua respiração, seuolhar atento, mas em silêncio."Eu não sabia que você era um midnighter." Ela finalmente conseguiu falar."Eles não disseram a você?" Ele riu. "Que figuras.""Eles sabem sobre você?""Claro. Desde o dia que eu me mudei para cá."Jessica sacudiu sua cabeça em descrença. Seis horas de tradições de midnighter e nemRex, Dess ou Melissa tinham se incomodado de mencionar o quinto midnighter na cidade."Espere um segundo", Jess disse como se algo ocorresse a ela. "Você é o único que elesnão me disseram? Quantos são de vocês?"Jonathan sorriu. "Apenas um de mim", ele disse.Ela olhou de volta para ele, ainda muito estupefata para fazer sentido em alguma coisa."Não, não há nenhum outro", ele disse mais sério. "Eu sou a única pessoa que eles nãomencionaram.""O que, eles não gostam de você?"Ele encolheu os ombros. "Eu não sou do clube, sabe? Quero dizer, Rex é ok, eu acho, eDess é na verdade bem legal", ele parou, obviamente não querendo começar com Melissa. "Maseles levam essa coisa toda muito a sério.""Muito a sério?""Yeah. Eles agem como se estivessem em uma missão do Conselho Mundial dosMidnighters ou algo assim.""Existe um Conselho Mundial de Midnighters?"Ele riu. "Não, mas eu aposto que Rex desejaria que houvesse. Ele acha que essa coisatoda de meia noite tem algum significado mais profundo e misterioso." Jessica piscou. Não tinha ocorrido a ela duvidar que houvesse forças mais profundas emisteriosas agindo. Isso tudo parecia muito profundo e misterioso para ela."Então o que você acha, Jonathan?""Eu acho que nós temos sorte de termos o mundo inteiro para nós mesmos. Para sedivertir, explorar, fazer o que quer que queiramos. Por que bagunçar isso para um algo de grandepropósito."Jessica acenou. Desde que o Darklings tinha atacado ela, a hora secreta tinha vindo a umacrise, um desafio mortal. Mas aquele primeiro e bonito sonho tinha sido algo mais integral. Algomais... fácil."Para Rex", Jonathan continuou. "A hora azul é como um grande livro, e ele está sempreestudando para uma prova final. Para mim, é o intervalo."Ela deu a ele um olhar amargo. "Há alguns grandes valentões no playground."Ele deu de ombros. "Eu sou mais rápido do que aqueles valentões. Sempre tenho sido."Jessica se perguntou em como isso podia ser verdade. Mas Jonathan pareciaperfeitamente relaxado. Seu pé balançando fora da janela, nunca olhando por cima de seuombro, sem medo."Todos vocês parecem se divertir com a hora secreta", ela disse triste. "Todos vocêsacham ela excitante, por alguma razão ou outra. Para mim, tem sido apenas um pesadelo. Estacoisa - estas coisas tentaram me matar na noite passada.""Foi o que Dess me disse.""Ela falou sobre mim.""Yeah, quando Rex te viu pela primeira vez. E esta manhã ela me deu seu endereço. Oque, você pensou, que eu usei superpoderes para te encontrar?""A lista telefônica na verdade."Ele sorriu. "Você não está nela ainda. Eu olhei. Mas Melissa se transformou na psíquica da noite passada, então Dess me ligou." "Dess te deu o meu endereço, mas ela não me falou sobre você?""Ela teria, mas não na frente do Rex. Ele e eu temos esse... conflito de personalidades. Ouseja, acho que ele deve querer um novo. Mas Dess prefere ficar fora disso.""Oh", Jessica se inclinou contra a parede. "Isso esta ficando mais complicado a cadaminuto.""Yeah, é horrível que você tenha encontrado um Darklings tão cedo", Jonathan disse. "Masa noite passada foi estranha em toda a cidade. Provavelmente foi a festa de ano novo dosDarklings ou algo assim. Foi a sua primeira vez lá fora?"Ela começou a concordar, mas então ela balançou sua cabeça. Ela quase tinha seesquecido da primeira noite. Com Rex e Dess enchendo sua cabeça com a conhecimento dosmidnighters e a história o dia todo, ela só tinha pensado sobre os perigos da hora azul, não noesplendor da tempestade congelada."Deve ser legal", ela disse silenciosamente. "Ser feliz por ser um midnighter.""Sai dessa de me chamar assim", ele censurou levemente. "Eu não sou um „midnighter‟.Isso é uma palavra de Rex."Jess franziu sua testa. "Ela pareceu bastante apropriada para mim. Do tipo que vai aoponto e soa melhor do que „medidor das doze.‟""Eu acho que sim", Jonathan teve que admitir com um sorriso. "E eu gosto da palavra meianoite. De qualquer modo, desde que me mudei para Bixby."Jessica respirou fundo e se atreveu a olhar além dele, para a iluminação azul da rua.Mesmo antes da hora secreta ter vindo, tinha sido uma noite bonita, tempestuosa e dramática.Ela podia ver a queda das folhas de outono deixando o rastro dos carvalhos gigantes, como umbando de pássaros escuros e congelados. Seus vermelhos brilhantes e amarelos tinham setornado negros na luz azul.Ela se lembrou das gotas de chuva da primeira noite, e como suas pontas dos dedostinham libertado elas da contenção da meia noite. As folhas também cairiam ao seu toque? Elaqueria correr entre elas, acertando um monte para fora do ar. Em Chicago, ela nunca tinha sidocapaz de resistir a tirar pingentes de gelo, quebrando o feitiço do inverno.Mas entre as folhas negras Jessica podia ainda imaginar o Darklings que a tinha atacado.Sua forma cruel poderia estar escondida em qualquer lugar entre as formas congeladas lá fora. Ela estremeceu e se afastou da janela.Seu quarto ainda parecia esquisito. Ele parecia descorado na luz azul, como uma memóriaapagada. Poeira imóvel pendurada no ar."A meia noite é bonita", ela disse, "mas fria, também."Jonathan franziu as sobrancelhas. "Ela nunca pareceu fria para mim. Ou quente. Ela émais como uma perfeita noite de verão."Jessica sacudiu sua cabeça. "Eu não quis dizer esse tipo de frio.""Oh, estou vendo", Jonathan disse. "Yeah, ela parece vazia as vezes. Como se nósfossemos as últimas pessoas na Terra.""Obrigada. Isso me faz sentir bem melhor.""Você não deveria estar assustada pela meia noite, Jessica.""Eu só estou com medo de ser comida.""Aquilo foi falta de sorte.""Mas Rex disse -""Não se preocupe com o que Rex diz, "Jonathan interrompeu. "Ele está a caminho daparanoia. Ele acha que ninguém deveria explorar o tempo azul, até que eles saibam tudo dos dezmil anos da tradição midnighter. Isso é como ler um manual de VCR inteiro só para assistir a umfilme. A propósito, é o que eu já vi Rex fazendo na verdade."Você não deve ter visto o Darkling que me atacou", Jessica disse."Eu tenho visto Darkling. Um monte deles.""Mas -"Jonathan desapareceu da janela, e a respiração de Jessica encurtou. Ele tinha deslizadopara fora da vista tão rapidamente, tão graciosamente, rolando para trás como um mergulhadorsaindo de um barco. Um momento depois a cabeça e ombros reapareceram.Ele estendeu sua mão através da janela. "Vamos. Deixe-me tirar o medo de você."Jessica hesitou. Ela olhou para a fileira de treze tachinhas que Dess tinha dito para elaalinhar embaixo da janela. Enquanto Jessica tinha enfiado elas nas molduras da janela, e porta de seu quarto, ela tinha se sentido incrivelmente estúpida. Tachinhas eram para proteger ela dasforças do mal.Mas o tipo de objeto não importava, Dess tinha explicado, mas o número.Jonathan viu para onde ele estava olhando. "Deixe-me adivinhar. Você está protegida pelopoderoso poder dos clipes de papel?""Uh, não. Poderoso poder das tachinhas, na verdade." Jessica se sentiu começando acorar e esperou que isso não aparecesse na luz azul.Jonathan concordou. "Dess conhece algumas coisas bem legais. Mas eu conheço unspoucos truques também. Você está a salvo comigo, eu prometo."Ele estava sorrindo de novo. Jessica decidiu que ela gostava do sorriso de Jonathan.E ela percebeu que estava totalmente sem medo. Ela considerou a oferta dele. Ele tinhavivido aqui em Bixby por mais do que dois anos e tinha conseguido sobreviver, até mesmo sedivertir. Com certeza ele devia entender da meia noite tão bem quanto Rex ou Dess.E antes de ele ter aparecido, ela tinha estado assustada só por se sentar aqui em seuquarto. Agora ela se sentia segura. Ele estava provavelmente mais a salvo com um midnighterexperiente - ou seja lá o que ele chamava a si mesmo - do que por ela própria.Jessica encurtou Doutrinamente para seu comprimento mais curto, colocou-a em seubolso, então colocou seus tênis."Ok, tire meu medo."Ela colocou um pé no peitoril da janela e alcançou a mão de Jonathan.Quando a palma da mão dele pressionou a dela, a respiração de Jessica encurtou. Elasentiu de repente a cabeça leve... o corpo leve, como se todo seu quarto tivesse se tornado umelevador e fosse para o porão."O que -", ela começou.Jonathan não respondeu, apenas puxou Jessica gentilmente pela janela. Ela flutuou paracima e para fora facilmente, como se ela estivesse cheia de hélio. Seus pés aterrissaramsuavemente, ficando instável um pouco antes de se fixar suavemente no chão."O que é que está acontecendo?", ela terminou"Gravidade da meia noite", Jonathan disse. "Uh, isso é novo", ela disse. "Como eu nunca -"Jonathan soltou sua mão, e o peso voltou. Seus tênis empurrados para a terra suave.Jessica alcançou a mão de Jonathan de novo. Quando ela a tocou, a sensação flutuanteretornou."Você está fazendo isso acontecer?", ela disse.Jonathan acenou. "Rex tem a tradição. Dess os números. Melissa tem... suas coisas." Eleencarou a casa do outro lado da rua. "E eu tenho isso."Ele pulou. Jessica foi puxada atrás dele, como um balão de criança amarrado a umabicicleta. Mas ela não sentia como se estivesse sendo arrastada. Isso dificilmente parecia comose eles estivessem se movendo. O mundo suavemente se afastou gradualmente, o chão rolandoembaixo deles. O ar passou por baixo, folhas congeladas tocando contra eles, a casa vizinhadeslizando para mais perto como algum e imponente navio entrando no cais."Você... voa?" Jessica conseguiu falar.Eles se assentaram no telhado do vizinho, ainda leves como pena. Ela podia sentir toda aimobilidade da rua agora, duas fileiras paralelas de telhados se estendendo em qualquer direção.Mas estranhamente não havia nenhuma sensação de peso, nenhum medo de cair. Era como seseu corpo não acreditasse mais em gravidade.Jessica descobriu uma folha presa em sua mão livre. Ela deve tê-la agarrado no arenquanto eles passavam através do redemoinho de folhas congeladas."Está tudo bem", Jonathan disse. "Eu seguro você.""Eu sei", ela sussurrou "Mas... quem segura você?" As solas dos sapatos de Jonathan maltocavam a ardósia do telhado, como se ele fosse um balão de ar quente, ansioso para sair dochão.Em resposta ele tomou a folha da mão dela. Ele a segurou com dois dedos e a soltou. Elanão caiu, apenas ficou onde Jonathan a tinha colocado no ar.Jessica estendeu sua outra mão. Quando as pontas de seus dedos tocaram a folha, elacaiu suavemente no telhado, então ela sacudiu abaixo em um ângulo íngreme. Como tinham asgotas de chuva, seu toque as libertava. Mas o de Jonathan era diferente."A gravidade para quando o tempo para," Jonathan disse. "O tempo tem que passar poralguma coisa, para cair." "Eu acho que sim.""Lembra do capítulo de introdução do nosso livro de física? A gravidade é só uma distorçãono tempo-espaço."Jessica suspirou. Outra aula avançada que ela já estava para trás."Então", Jonathan continuou, "eu aposto que eu sou um pouco mais fora do tempo do queo resto de vocês. A gravidade da meia noite não tem uma contenção de verdade sobre mim. Eupeso alguma coisa, mas não muito."Jessica tentou colocar sua cabeça em torno das palavras dele. Ela achava que se as gotasde chuva podiam pairar no ar, fazia sentido que uma pessoa também pudesse. Por que qualquerum dos midnighters devia pesar?, ela se perguntou."Então, você pode voar.""Não, o super-homem voa", Jonathan disse. "Mas eu posso pular a grandes distâncias eaterrissar em qualquer - hei!"Sem pensar, Jessica tinha largado a mão dele. O peso normal a atingiu de uma vez, comose alguém tivesse derrubado de repente um colar de tijolos ao redor de sua cabeça. A casa seelevou embaixo dela, e ela caiu sobre sua instantânea ladeira traiçoeira. Ela não era mais feita depenas, mas de sólidos ossos e carne. Um terror repentino de altura a golpeou como um soco noestômago.Suas mãos se estenderam instintivamente, enquanto ela deslizava abaixo, suas unhasagarrando as telhas de ardósia. Ela meio rolou e meio deslizou em direção a beira do telhado."Jonathan!"A beira assomou em direção a ela. Um pé para fora no espaço. O dedo de seu outro tênisprendeu em uma calha de chuva, e ela parou por um segundo. Mas ela tinha só uma tênuecontenção sobre as telhas no telhado. Seus dedos, seu pé, tudo estava escorregando.Então a gravidade a deixou de novo.Jessica sentiu as mãos de Jonathan gentilmente segurando em seus ombros. Os doisflutuaram para o chão juntos."Eu lamento tanto", ele disse.O coração dela ainda martelava, mas ela não estava mais assustada. A sensação deleveza de pluma tinha retornado tão rapidamente, como uma onda de alívio quando algum teste horrível acaba.Seus pés se posicionaram no chão."Está tudo bem." Ela disse, balançando sua cabeça; "Eu deveria ter percebido. Eu sóestava pensando que é uma pena que todos nós não podemos voar.""Não, só eu. Embora quando você se soltou, eu meio que estava esperando."Ela olhou para Jonathan. Os olhos deles ainda estavam arregalados como o alarme. EJessica podia ver também o desapontamento dele por ela ter caído, que ela não fosse como ele."Yeah, eu meio que estava esperando também, eu acho. "Ela pegou a mão delefirmemente. "Mas me leva para cima de novo. Por favor?""Você não está assustada?""De certo modo", ela admitiu. "Então me tire meu medo."Eles voaram.Era verdade, Jonathan não era o super-homem Voar era um trabalho difícil. Jessicadescobriu que eles iam muito mais alto se ela pulasse com ele, se empurrando tão forte quantoela podia. O timing era traiçoeiro - se um deles empurrasse muito rápido ou muito forte, elesvoariam além e seriam empurrados em uma parada brusca do comprimento de um braço, emseguida, girando impotentes ao redor um do outro, rindo, até que o chão os segurasse de novo.Mas eles ficavam melhores a cada salto, coordenando seus pulos para se elevar mais alto.Ela apertava a mão de Jonathan forte, nervosa e animada, aterrorizada pelos Darklings eassustada por estar no céu.Voar era lindo. As ruas azuis pálido brilhavam como rios embaixo deles, enquanto eles iamao encontro das altas, colunas trazidas pelo vento de folhas de outono. Havia pássaros látambém, suas asas se esticando num voo interrompido e anguloso para alcançar os ventoscongelados. A lua negra brilhava sobre eles, quase erguida por todo o caminho, mas ela nãoparecia encher o céu tão opressiva quanto ela tinha, na noite passada. Aqui de cima, Jessicapodia ver uma faixa de estrelas que se estendiam ao redor do horizonte, pontos cintilantes, cujaluz branca não tinha sido borrada de azul pela lua.O formato de Bixby não era ainda familiar para ela, mas agora que Jessica podia ver acidade de cima, traçada como num mapa, ela começou a fazer sentido. Dos altos pulos nas casase árvores ela parecia pequena e perfeita, uma cidade de casas de bonecas. Jonathan devia ver omundo completamente diferente de todo mundo, ela percebeu.Eles se aproximaram do limite da cidade, onde as casa diminuíram e o descampado invadiu a cidade. Era mais fácil saltar daqui, não tendo que transpor casas, lojas e ruas alinhadascom árvores. Logo Jessica pode ver todo o caminho pelas árvores baixas pontilhadas pelasacidentadas colinas baixas.O deserto.Enquanto eles se aproximavam do deserto, seus olhos nervosamente observaram oterreno por qualquer movimento, imaginando as formas esquivas dos Darklings embaixo de cadaárvore. Mas tudo abaixo parecia imóvel, minúsculo e insignificante enquanto eles pairavam sobreele. Ela percebeu que eles estavam se movendo muito mais rapidamente do que a panterapoderia a toda velocidade, dando saltos, tão imensos, umas centenas de vezes, quanto de umfelino gigante.Jonathan era realmente mais rápido do que os agressores.Ele a levou para uma das grandes torres de água fora da cidade. Eles desceram sobre ela,a cidade de um lado, o deserto escuro do outro. Ela era plana no topo, com um parapeito baixoao redor da beirada."Ok, hora do descanso-de-mão." Ele disse.Eles se soltaram. Jessica estava preparada dessa vez, dobrando seus joelhos enquanto opeso normal se assentava de volta a ela."Ow", ela disse, esfregando seus dedos. Ela percebeu que cada músculo em sua mãoestava dolorido. Jonathan esticou sua própria mão com uma expressão de dor. "Oops, desculpeme.Não era para ser tão grudento."Ele riu. "Melhor grudento do que esmagado.""Sim, totalmente." Ela andou cuidadosamente para a margem da torre, mantendo uma mãosobre a grade. Quando ela olhou para abaixo, seu estômago deu uma cambalhota. "Ok, medo dealtura ainda está na ordem de serviço.""Ótimo", Jonathan disse. "Eu me preocupo que um dia, eu esqueça que não é meia noite epule de um telhado ou algo assim. Ou eu esqueça que horas são e ainda esteja voando por aíquando a gravidade voltar."Jessica virou em direção a ele, colocando uma mão sobre seu ombro, e a leveza retornou."Por favor, não."Ela corou e o soltou. Sua voz tinha soado tão séria.Ele sorriu. "Não irei, Jessica. Sério." "Me chame de Jess.""Claro, Jess." Seu sorriso ficou maior."Obrigada por me levar para voar.""De nada."Jessica se virou envergonhada.Ela ouviu um crunche. Jonathan estava comendo uma maça."Quer uma?""Uh, está tudo bem.""Eu tenho quatro."Ela piscou. "Você já parou de comer alguma vez?Jonathan deu de ombros. "Como eu disse, eu tenho que comer meu próprio peso todo dia.""Sério?""Não. Mas voar me deixa faminto."Jessica sorriu e olhou por cima da torre, se sentindo segura pela primeira vez, desde o„sonho‟ da última noite que tinha dado errado.Seus olhos seguiram um pássaro voando no horizonte, iluminado por trás pela lua, quetinha começado a se fixar. Ela estava tão feliz, ainda leve por dentro, que levou um momento paraseu estômago afundar.O pássaro estava se movendo."Jonathan, o que tem de errado com esta imagem?"Ele seguiu o olhar dela. "Oh, aquilo. Isso costuma ser um slither voador."Ela concordou, engolindo em seco. "Eu vi alguns noite passada.""Isso é como Dess os chama, de qualquer modo", Jonathan disse. "Embora, slither voador soa como uma contradição para mim. Mas os alados e os rastejantes são a mesmas criaturas. Elas mudam suas formas, você sabia?""Sim, eu sei."Ela se lembrou do slither com forma de gatinho que tinha guiado ela para tão longe decasa, antes de se tornar uma cobra. O slither voador os estava circulando, lentamente, sua asasde couro transparentes contra a lua fria. "Ele me dá arrepios.""Não se preocupe Essas coisas nunca incomodam ninguém." Ele alcançou sua camiseta epuxou um colar de elos espessos de aço. "E se um desses decidir, eu tenho trinta e nove elos doEmbaraçamento para nos proteger.Jessica estremeceu. "Um slither me mordeu noite passada. Ou seja lá como você o chama.Me picou.""Ouch. Você estava mexendo em um ninho ou algo assim?"Ela olhou para Jonathan com amargura. "Não, eu não estava fazendo nada idiota. Umbando deles estava ajudando a um Darkling a me caçar. Ele se esgueirou para cima de mim e medeu esse troço de slither." Ela lhe mostrou a marca."Eco. Elas são criaturinhas nojentas. Mas elas não nos incomodarão, eu prometo, Jess.""Eu espero que não." Ela se abraçou. De algum modo era mais frio aqui em cima, como seo suspenso vento desolador soprando no deserto, tivesse deixado um traço de si mesmo. Jessicadesejou que ela tivesse trazido uma blusa de moletomJonathan colocou uma mão sobre o ombro dela. A leveza retornou, a sensação desegurança e calor. Seus pés se desconectaram por um momento da torre, tão flutuante comouma rolha na água. Ela estremeceu de novo, mas não com o frio desta vez."Jessica?" Jonathan disse."Eu te disse, me chame de Jess,""Jess! Sua voz soou estranha. Ele estava olhando para o outro caminho, em direção aodeserto ao lado da torre. Ela seguiu o olhar dele.Um Darkling estava vindo. Ele não era como aquele da noite passada. Ele se deslocava enquanto ele voava,músculos ondulando enquanto se transformava de uma forma para outra - primeiro uma cobra,então um tigre, em seguida uma ave de rapina, escamas e pele e penas, todas borrando-sejuntas em sua pele rastejante, as imensas asas batendo como o som de uma bandeira chicoteadapelo vento.Ele podia voar também, rapidamente. E estava se guiando direto para eles.Mas Jonathan tinha visto um monte de Darklings antes, Jessica lembrou a si mesma. Eletinha estado fora na meia noite, uma centena de vezes. Ele era mais rápido que os agressores.Ela olhou de volta para o rosto dele. A boca de Jonathan tinha caído aberta.Jessica sabia instantaneamente que ele nunca tinha visto um Darkling como aquele.
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MIDNIGHTERS - A Hora Secreta
Novela JuvenilO dia não tem apenas 24 horas. Ao menos não em Bixby, uma cidadezinha no Oklahoma. Lá, à meia-noite, coisas muito estranhas acontecem: o tempo para, e ninguém se move... Ou quase ninguém...
