Capítulo 3

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Eu não sei se vos cheguei a dizer, mas este livro está todo escrito, mas eu ando a reescrevê-lo, então, é um pouco difícil tirar certas coisas e meter outras, percebem? Além disso, a minha escrita melhorou qualquer coisa com o passar dos anos.

Por isso, desculpem se, às vezes, demoro muito tempo a atualizar isto...

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Ariana estava, finalmente, pronta para regressar à escola após dois dias de descanso que lhe haviam sido impostos pela sua mãe, então, ela estava, naquele momento, a tratar das suas coisas para o dia que se seguiria, mas, apesar de tudo, as mesmas perguntas continuavam na sua mente. Quem é que tinha esfaqueado Patrick e porquê? Quem é que ia a conduzir a mota que a fizera ir parar ao hospital e porque é que lhe fizeram aquilo? Como é que o rasto da mota, assim como todos os vídeos das cameras de vigilância da rua haviam desaparecido misteriosamente quando a polícia começou a investigar? E o sonho que ela tivera... porque é que ela tivera aquele sonho e porque é que ainda lhe parecia tão real?

Ao mexer na sua mochila para tirar os livros que ainda lá estavam desde a última vez que fora à escola, a sua mão encontrou algo afiado e a dor de um corte na palma da sua mão seguiu-se.

Ariana retirou a mão de imediato agarrando-se a ela, tal era a dor, até que uma luz forte começou a emergir do nada da sua mochila e da sua mão. A rapariga afastou a mão para poder observá-la, mas, assim que o fez, os seus olhos fecharam-se devido à intensidade do brilho, abrindo-se mais tarde quando se adaptaram, no preciso momento em que todo o sangue que havia sido derramado começou a recuar de volta para a ferida.

Era como se ela estivesse a andar para trás no tempo.

Ariana observava tudo chocada, petrificada, os seus olhos arregalados e a boca aberta num 'o', horrorizada com o que quer que lhe estava a acontecer, porque aquilo era tudo menos normal e ela sabia-o e a única coisa que lhe passava pela cabeça era as palavras do médico, o que ele lhe dissera antes de ela sair, que eles acreditavam que ela era diferente e que tinha recuperado milagrosamente.

Com bastante dificuldade, Ariana recuperou minimamente do choque e embrulhou a sua mão, agora limpa, numa camisola que estava em cima da cama, dirigindo-se para a casa de banho, onde pôde observar e tentar perceber o que é que se estava a passar mais à vontade, sem correr o risco de a sua mãe entrar sem avisar. Quando retirou a camisola e olhou para o corte cicatrizado o choque voltou de novo a ela, pois uma linha grossa e prateada atravessava a sua mão.

"Oh meu Deus, o que é que eu vou fazer agora?"

O barulho da porta soou alarmando Ariana que, rapidamente, enrolou a sua mão numa ligadura que encontrou na caixa de primeiros socorros, rezando para que a sua mãe não reparasse na estranha mudança.

"Querida, cheguei a casa! Trouxe jantar!" A sua mãe anunciou.

"Huh... ok, j-já vou!"

"Está tudo bem?"

"S-sim... sim!"

"Querida, se..." A sua voz ouvia-se cada vez melhor, o que significava que estava subir as escadas em direção à casa de banho. "Se não te estiveres a sentir bem ou achares que não estás preparada... sabes que podes ficar em casa, certo?"

"Sim, mãe, eu sei, mas... eu estou bem." Ariana respondeu, enquanto abria a porta com um sorriso, mostrando que estava, de facto, bem e acalmando um pouco a mulher que se encontrava à sua frente, prestes a bater á porta que acabara de ser aberta.

"Oh, ok, fiquei um pouco assustada." Ela respirou fundo. "Trouxe o jantar..."

"O que é?"

"Comida chinesa."

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