"Quando de noite ele me chamar para a atração do inferno, irei. Desço como um gato pelos telhados. Ninguém sabe, ninguém vê. Só os cães ladram pressentindo o sobrenatural."
(Clarice Lispector)
______________________________________Líz: Não me diga que você roubou outro carro? - diz enquanto estamos parado no estacionamento do hotel
John: Não roubei, apenas peguei emprestado! - digo dando uma piscadela
Líz: Outro motivo para eu te levar preso - diz colocando as duas mãos na cintura
John: Entra no carro. Tenho problemas a ser resolvido - digo e ela vem pisando duro no chão acompanhado com o bico que se forma em sua boca.
A vontade de rir é grande , mas nesse exato momento não é a melhor hora para isso.
Logo em seguida, dou a partida.
O silêncio dentro do carro é bom. O vento balança seus cabelos , na medida que o carro anda. Vejo ela me analisando, mas depois vira o rosto na direção da janela.
Líz: Porque parou carro ? - diz olhando- me
John: Porque cheguei ao meu destino - digo e aponto para o enorme prédio feito de vidro e com o nome "Diamantine Oury"
Líz: Conheço essa empresa, mas ela basicamente não existe - diz ao mesmo tempo que se olha no retrovisor do carro
John: Não entendi - digo afim de que ela esclareça , já que eu nunca dei importância antes para os negócios de meu pai
Líz: Toda e qualquer empresa tem a sua identidade, menos essa. Uns anos atrás fui encarregada de pesquisar sobre ela, já que havia suspeitas sobre as mercadorias serem diretas do mercado negro - diz olhando - me
John: O que aconteceu ? - digo
Líz: A empresa é um fantasma. Não existe. Não possui dados e nenhum lugar. Os documentos estão vazio. Quando eu iria aprofundar mais, começou haver várias mortes. Então , abandonamos o caso - diz por fim
Não digo mas nada. Agora o meu interesse em saber o que meu pai fez com a empresa de meu avô , é muito grande. Ele tinha a responsabilidade de cuidar da empresa para depois passar para o verdadeiro dono , eu. Mas isso com toda certeza ele falhou.
John: Vamos ! - digo e saio do carro
**
- Senhor Primer? - diz uma mulher de cabelos loiros e pele clara
John: Sim ? - digo e vejo ela analisando - me e mordendo os lábios
- Sou a Andreza, a qual , como tempo na empresa e ao lado de seu pai , pediu para eu dirigir esse lugar enquanto você estava fora. Lembra ? - diz e joga os seus longos cabelos para trás
Bem que eu poderia me diverti com isso , mas mulheres desse tipo não mata a minha fome.
John: Claro. Vim hoje aqui , atrás dos documentos da empresa - digo e analiso quem passa pelos corredores
- Porque precisa dos documentos? - diz curiosa
John: Creio eu , que isso não é da sua conta. Além do mais , é particular e por fim , seu trabalho não é esse ... certo ? - digo um pouco alterado
- Certo. Bom , os documentos não estão na empresa. Eles se encontram em uma área totalmente reservada - diz um pouco baixo
John: Porque se encontram em uma área reservada? - digo no mesmo tom que o dela
- Eu não sei. Só sei que essa área contém câmeras , além de 10 homens armados protegendo um só cofre , o qual fica os documentos - diz
John: Onde é este lugar ? - digo e passo a mão nos cabelos
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O Assassino
RomantiekJohn Primer, o assassino. Sem sentimentos. Sem arrependimentos. Frio e calculista. A sua vida é um verdadeiro labirinto. Os buracos do seu coração é grande. As dores que se esconde no seu muro , é aliviado pelas mortes que o mesmo causa, mas tudo...