Ed chegou bem animado ao trabalho aquela manhã, comendo suas costumeiras passas e cumprimentando bondosamente os conhecidos, esperava um dia calmo, mas ao botar os pés na divisão de homicídios viu que teria um dia totalmente diferente do que planejará.
Avistou Ben sentando por trás de sua escrivaninha tomando seu café, a testa franzida mostrava estar pensando, Ed se aproximou.
- Olá, parceiro! - Disse entusiasmado ao rapaz que considerava um irmão.
Ben levantou os olhos ao ver a estatura grande de Ed, abrirá um sorriso suavizando a expressão antes pensativa, levantou-se e deu um abraço amigável no amigo que o retribuiu rapidamente, assim que se soltaram Ben voltou a sentar atrás da escrivaninha indicando uma cadeira a frente para Ed que a preencheu com seu físico avantajado.
- Ed, depois lhe conto sobre minhas férias, mas agora preciso de ajuda - lhe direcionou um olhar sério - ocorreu um assassinato de uma traficante, provavelmente algum usuário descontrolado.
- Mas em que posso ajuda-lo? - perguntou confuso
- Se aquiete e me deixe terminar - falou Ben rigidamente - a traficante era Shirley Benson.
Shirley Benson. A pequena Shy. A mulher que crescerá ao seu lado, com milhares de histórias infantis compartilhadas. Ed e Shirley ficaram amigos assim que o garoto a ajudou a roubar algumas maçãs do velho e rabugento senhor Dorgs, amigos inseparáveis que enfim se separaram quando Ed decidira se tornar um homem da lei e Shirley se mostrará o completo oposto das regras da sociedade. Ele tinha esperança que a mulher mudasse e tentou por muito tempo a tirar daquela vida, mas aparentemente não havia mais vida a ser salva, A loira Shy não existia mais. Subitamente se arrependeu de ter cortado qualquer contato com a mulher depois dos 18 anos.
- Shirley está morta? - perguntou mesmo ja sabendo a resposta
Ben assentiu com um olhar piedoso e continuou
- Sinto muito, mas esse não é o maior problema - Ben parou parecendo refletir as palavras que iria dizer, por fim bufou e contou - você sabia que Shirley tinha uma filha?
Filha? Uma garota? Filha?! Durante o tempo em que ficaram afastados ele recebia pouca informação da vida da traficante, mas não era possível, era? Uma criança? Crescendo naquele meio, drogas e violência?! Não, não queria acreditar que sua Shirley permitiria isso.
- Fi-filha? - gaguejou Ed claramente surpreso.
- Sim, amigo - Ben se compateceu da situação do rapaz, não seria fácil para Ed aceitar que a mulher que ja tomara como irmã estava morta e ainda mais o fato que deixará para trás uma garota traumatizada - ela tem 19 anos, quase uma adolescente, tive dó dela quando chegou aqui...
- Ela está aqui?! - Ed aumentou a voz se pondo de pé do assento o que atraiu vários olhares daqueles que trabalhavam ali, era raro o gigante se exaltar.
- Sim, pelo amor de Deus, acalme-se homem! - Ben lhe encarou impaciente, esperou o parceiro se sentar novamente para poder voltar a falar - Tess está com ela numa das salas de interrogatórios, ela crê que Cattalina pode ter ter um colapso a qualquer momento, ja tiramos todas as informações possiveis dela, mas ela parece não ter assimilado ainda o fato da morte da mãe.
- Cattalina? Esse é o seu nome? - Foi tudo o que Jackson conseguiu pronunciar, rolando o nome diferente sob a língua.
Ben assentiu confirmando a informação, o gigante parecia abalado o que preocupava Ben, nunca o virá desta forma.
Pensou em quando Cattalina havia chegado, a camiseta branca manchada extensamente pelo vermelho, cor do sangue de sua própria mãe, a face impassível transmitia dureza e maturidade mas mesmo com a pose de durona o tremular das mãos a denúnciava, assim como sua aparência debilitada, as roupas velhas e desgastadas, os cabelos naturalmente cacheados desarrumados e embaraçados, a pele branca adquirirá a tonalidade avermelhada abaixo dos olhos, evidência incontestável do choro recente, não parecia ser bem cuidada apesar de gorda, a altura variava de 1,60 à 1,65, o corpo gordo de quadris e busto avantajados e os olhos negros que não passavam nada a ninguém, mas ao ser questionada sobre a morte de Shirley uma tristeza profunda se mostrou a quem os observassem. Graças a Deus Ed não estava aqui quando ela chegará.
- Com quem ela irá ficar? Depois que for liberada, ela tem família? - Questionou o ruivo fazendo Ben voltar à sua realidade.
- Não, pelo que sabemos, não - respondeu naturalmente confuso, olhou para o rosto de Ed que agora assumia uma expressão determinada e enfim, entendeu - NÃO! Você não vai ficar com a garota, ela não é sua responsabilidade, Jackson!
Ele olhou sério para o parceiro
- Ben meu caro, você sabe o quanto o respeito e à sua opinião também - Encarou Ben mostrando através dos olhos azuis a sinceridade em suas palavras - mas isto é uma coisa que quero fazer, que preciso fazer!
Ben soltou o ar exasperado, sabia que quando o amigo tomava uma decisão ele não mudava, já vira aquele olhar muitas vezes ao decorrer do trabalho conjunto, Ed assumia essa postura quando estava determinado a pegar o bandido
- Ed, não tome decisões preciptadas - ele olhou quase suplicante o gigante - ao menos converse com Tess, se ela dizer que tudo bem não abrirei a minha boca para nada.
Ed fixou os olhos no amigo aflito tentado a discordar quando avistou sob o ombro de Ben, a psiquiatra e agora Sra. Paris indo até eles e para o nervosismo do ruivo, seu semblante não era nada bom.
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Hola personas!
Bom, eu sei que demorou pra sair o capítulo 3 mas em compensação ta maiorzin, tô meio enrolada com o tamanho dos cap's por que eu nunca tinha pensando em postar o livro em algum lugar então não tinha nenhuma separação, mas caaalma que pego o jeito!
Espero que vcs tejam gostando, e adivinha só quem vai FINALMENTE se conhecer no próximo Cap? Yeeah! Ed & Cat!
Bom pessoas, estrelinhas, comentários, críticas construtivas e sinais de vida são muito bem vindos!
Até o próximo cap. ;*
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Destinos Cruzados
RomantikATENÇÃO! ESTA ESTÓRIA CONTÉM CONTEÚDO ADULTO! Ed Jackson tinha uma vida sossegada e sem grandes emoções além do trabalho como detetive da Homicídios da cidade de Nova York, aos 38 anos leva uma vida solitária e isenta de paixões, já cansado de decep...
