Capítulo. 11

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O ar parecia mais suave do lado de fora.
Definitivamente o ar era melhor quando a liberdade lhe rodeava, mesmo uma liberdade minima que era qual ele tinha agora, muita coisa mudará desde que eles estivera na rua pela última vez, as coisas pareciam mais cintilante e teve certeza de que as saias das mulheres não eram tão curtas, não que ele achasse ruim, bem longe disso.
González Diaz andava tranquilamente pelas ruas de sol brilhante, sua fuga na noite passada fora trabalhosa, mas mais fácil do que se pode imaginar, quando você é o líder de um povo nada pode te parar, fora fácil subornar alguns guardas para conseguir um uniforme e sair pelo portão da frente, como se nada estivesse acontecendo, nem de longe uma das fulgas empolgantes e cheias de adrenalina Hollywoodiana, mas ele não precisava de mais adrenalina na vida, sabia que já tivera o suficiente pela vida toda e que teria ainda mais, afinal, ja virá o rosto estampados nos telejornais nesta manhã e podia ser considerado temporada aberta à caça de Diaz.
Parou em um café e pediu um pra viagem, o mais rápido possível, ele realmente não queria dar sorte ao azar, mas ele precisava fazer isso.
Bebendo o café que ele considerava americano demais se encaminhou ao seu destino.
Um campus extenso se estendia à sua frente, a grama macia abrigava estudantes de livros abertos e sorrisos no rosto, alguns concentrados no material em mãos, enquanto outros caminhavam tranquilamente de um lado ao outro.
Tanta gente, reparou na idade dessas pessoas, ele já tivera essa idade a muito tempo, pareciam séculos mas verdade é que só faziam vinte anos, um homem de 43 anos como ele se sentia velho ao se deparar com jovens que ele podia ser pai, inclusive era de uma delas, e essa era a razão pelo perigo que corria, Cattalina Miranda Diaz. Sua princesa.
Olhou o relógio paciente e ansioso, ele reconheceria Catt, sabia que sim, já à vira por fotos que Shirley enviava para a prisão, mas ao que a garota fez quatorze anos não tivera mais notícia de sua filha, não pela boca de Shirley.
González era um homem esperto o suficiente para saber quando algo vai errado, ele tinha um pessoal forte e leal fora da cadeia e muita gente que observava suas preciosidades, soube que o silêncio de Shirley significava algo e fez o que todo pai e marido faria, mandou alguém vigiálas, o informante passava informações para o Mexicano duas vezes na semana, informações detalhadas sobre a vida das mulheres que o pertenciam,  foi por ele que soube que Shirley continuava no tráfico, mas que a estúpida se envolverá com as drogas além do profissional, não era de tamanho espanto para ele, a mulher sempre fora burra apesar de linda, mas o que o deixou desorientado e possesso foi a forma como sua herdeira era tratada, uma princesa, futuro do seu povo não devia ser tratada como lixo, o descaso com Cattalina era inadmissível, sua garotinha sofria nas mãos da mãe desnaturada e González tinha de fazer algo. E o fez. Queria ele mesmo ver a vida escorrer dos olhos de sua mulher, à dizer o por que estava morrendo, mas não podia, Catt já era crescida e ele tinha de agir rápido, principalmente ao descobrir quem eram os fornecedores de Shirley, não, a mulher não ficaria em seu caminho. Tudo estaria conforme o plano se não fosse por um pequeno/grande detalhe. Detetive Ed Jackson. Esquecerá do melhor amigo da ex mulher, como poderia imaginar que alguém que se mantinha afastado se preocuparia o suficiente para acolher a filha e toma-la pra si?!
Saiu de seus devaneios ao ver uma garota baixa de curvas avantajadas sair de um dos prédios, a expressão fechada e fria o fazia lembrar de si mesmo, Cattalina Diaz, Deus, tão linda!
Era a cara de sua vó, não pode se alegrar mais ao ver os traços mexicanos tão marcantes na garota, ela seria uma ótima líder, o espelho da mulher mexicana, a força de seu povo, sorriu ternamente ao ver a garota sorrir timidamente pruma criança que passava acompanhada da mãe.
Sim, Catt era perfeita. Ela seria ótima para os negócios, o povo cairia de amores por ela, ja conseguia ver as mulheres a tomando como um símbolo a seguir, a comunidade mexicana em peso estaria ao seu lado.
Sorriu grande antes de se virar e caminhar para o lado oposto da filha, ele esperaria, era um homem paciente e quando fosse a hora, Cattalina voltaria para os braços da família.
Só precisava cuidar de um detalhe: Eliminar Ed Jackson.
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