O barulho sempre constante de vozes o irritava, nunca gostará de muita gente ao seu redor mas por hora não podia reclamar, era o preço a se pagar por ser o líder, deitado em sua cama na cela que era apenas sua, Gozales Diaz fitava despreocupadamente o teto cinza, já fazia quatorze anos que o mesmo teto cinza era o seu único companheiro e que a única música que ouvirá, era o som dos outros presos falando sem parar, quatorze anos. Quase uma vida inteira.
Respirou fundo, nesse tempo perderá a mãe idosa e virá a filha crescer longe de si, era tempo demais, ja estava na hora disso acabar, ele precisava sair dali, voltar mais uma vez ao comando do reinado, tinha de tomar posse da coroa mais uma vez e dessa vez, se certificaria que sua herdeira fosse de fato sua sucessora, Cattalina Diaz não teria mais o que temer, seu pai estava voltando e ela assumiria o seu lugar de princesa no seu reinado.
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" - Eu não quero colocar o rosa, mãe - a garotinha bradava com os pequenos bracinhos cruzados e a boca fechada torcida num biquinho infantil. Igualzinha a avó.
- Todas as princesas usam rosa, Little Catt - a mulher loira se a baixará achando a manha infantil uma graça, colocou o rosto na altura dos olhos da garota e sorriu pra ela - e você minha pequena, é uma princesinha.
Catt negou fortemente com a cabeça
- Eu não quero ser uma princesa! Elas são chatas, mamãe! Sempre arrumadas, não podem correr ou jogar bola e tem de ficar cuidando de garotos! Argh! Garotos são tão nojentos - a expressão da Cattalina de seis anos se contorceu em um careta de nojo, fazendo a mais velha rir.
- Oh querida! Tudo bem, você pode ser o que quiser.
- O que eu quiser?
- O que quiser.
Catt assentiu satisfeita.
- Então eu quero por o azul com o simbolo do Jets! - era o que Shirley temia, o horrível vestidinho azul com a logo do time, um presente do pai que Catt simplesmente amava.
- Mas, minha filha...
- Você disse o que eu quisesse! - afirmou veemente antes de caminhar até o armario puxando o vestido e ja o colocando no corpinho rechonchudo.
Sorriu feliz e a mãe se derreteu com a pequena.
- Tudo bem, pequena Catt, mas terá de me prometer que se comportará.
- Juro, juradinho - fez o "x" sob o coração sustentando uma feição bastante séria e solene.
- Ora, ora, a minha princesa está linda nesse vestido! - soltou um gritinho animado ao ouvir a voz estrondosa do pai e correu em direção do homem de barba na porta de seu quarto, o homem sorriu com a empolgação da filha a tomando nos braços enquanto plantava um beijo suave sob a bochecha rechonchuda - como vai, meu doce?
- Bem, papai. Saudades - fez manha entre seus braços
- Eu também pequena Cattalina, papai andou ocupado cuidando do seu reinado - apertou a barriga da criança que se contorceu levemente - tudo tem de estar em ordem pra quando você crescer meu amor, você sera a líder do nosso povo.
Shirley sentiu um frio na espinha, sabia que o marido falava sério e temia pelo futuro da filha.
Gonzales olhou diretamente a mulher que tinha uma expressão preocupada, negou levemente como quem diz para não se preocupar e entregou a menina em seus braços.
- tome conta dela, eu ja volto - plantou um beijo nos lábios de Shirley e afagou carinhosamente o rosto da filha, saindo logo em seguida"
Ele não voltara. Foi o primeiro pensamento de Catt quando abrirá os olhos depois do sonho, Gozales Diaz fora preso naquele mesmo dia, horas após a lembrança acontecerá.
Se levantou ainda atordoada com as lembranças nítidas de um passado que lhe parecia irreal, a mãe amorosa e um pai protetor, fora uma das últimas vezes que vira Shirley a tratando como uma filha merece ser tratada e tambem a ultima vez que virá o pai, sua vida não podia ser mais dramática!
Ainda com uma camisola que lhe acentuava as curvas, Cattalina caminhou calmamente em direção a cozinha, tinha a impressão de que dormirá demais, não fora a toa, afinal, um sentimento de inquietude tomara posse da garota após o casto beijo de Ed, se sentia tola por isso, mas não era algo que pudesse controlar, se dirigiu a cafeteiria, com certeza uma boa xícara de café à ajudaria a se distrair dessas idéias tolas e enquanto enchia a xícara com a bebida quente, começou a pensar nos diversos trabalhos da faculdade.
- Bom dia, Cattalina - foi estantaneo, a voz rouca chegou aos seus ouvidos e o café se tornou difícil de engolir, se virou ainta tossindo pelo engasgo para encarar um detetive Jackson, levemente sobressaltado e com um olhar um tanto divertido a analisando.
- B-bom dia, Ed - ainda sem jeito tentou se recompor - o que ainda faz em casa?
- São 7 horas ainda, Catt. Vim tomar mais um pouco de Chá, não esperava te encontrar de pé - sem se dar conta os olhos do gigante divagaram no corpo enxuto da mulher a sua frente, curvas. A camisola delineava sutilmente o corpo de Catt, a deixando mais tentadora do que o recomendado para um homem viril como Ed. Ela é filha de Shirley, Jackson! Controle-se homem!
- Nossa, achei que fosse mais tarde, sinto muito - e de repente ela se sentiu muito consciente sobre sua vestimenta, ou a falta dela. A camisola mal alcançava a metade de suas coxas.
- Esta tudo bem Catt, a casa é sua também lembra-se? - sorriu bondosamente procurando ignorar pensamentos indevidos - eu ja estou de saida mesmo, sua aula começa às oito, não? - a mulher assentiu - bem, se precisar me ligue que a levo.
- Obrigada, Jackson, mas eu vou de metrô - se virou saindo o mais rápido possivel do local, enquanto Ed só conseguia pensar en como "Jackson" ficava charmoso em seu sutil sotaque Mexicano.
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Destinos Cruzados
RomanceATENÇÃO! ESTA ESTÓRIA CONTÉM CONTEÚDO ADULTO! Ed Jackson tinha uma vida sossegada e sem grandes emoções além do trabalho como detetive da Homicídios da cidade de Nova York, aos 38 anos leva uma vida solitária e isenta de paixões, já cansado de decep...
