Capítulo. 4

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- Conversar o que comigo? - assim que se aproximou dos dois rapazes Tess plantou um beijo suave na bochecha de Ed, e um mais demorado nos lábios do marido.
- Sobre Cattalina, como ela está? - Perguntou Ed ansioso
Tess direcionou o olhar para Ben que parecia tão ansioso quanto o ruivo a sua frente. A verdade é que não podia lhes dizer quase nada, aquela hora que havia passado com Catt fora frustrante, a garota se fechará de tal maneira que não havia muito para Tess examinar, havia apenas uma certeza: Cattalina não era tão frígida quanto parecia ser, era claro para Tess no entanto, que a moça com feições duras e mãos trêmulas sofrerá coisas que nenhuma pessoa deveria sofrer, ela repará nas cicatrizes nas mãos e braços da garota, pequenas e circulares, queimaduras de cigarro, muitas queimaduras, Catt parecia querer transmitir frieza, o que era claramente uma forma de se proteger.
Mas durante a conversa por apenas um segundo quando Tess tocará no nome de sua mãe, Shirley, Cattalina pareceu esquecer dos muros que erguera e seu olhar antes indiferente, se transformará em mágoa, raiva e tristeza, muitos sentimentos conflitantes, mas assim que veio o momento passou, a indiferença forçada foi restaurada e ela não demonstrará mais nenhum sinal de emoção, a não ser pelas mãos trêmulas que ela não era capaz de conter por mais que fossem os seus esforços.
Tess voltou à olhar para Ed, que agora mordia uma passa compulsivamente.
- Ela está mal mas não demonstra, acho eu, que aprendeu a guardar o pensamento para si, assim como suas emoções, não consegui lhe tirar muita coisa - Suspira , mostrando-se cansada e frustrada - mas estou certa de que ela está triste e magoada, precisa de apoio, de alguém que a conforte, e à aconselharia a me visitar pelo menos uma vez na semana, mas creio que não será possivel esse acompanhamento, não tem uma famili...
- Agora tem - exclamou Ed ainda mais determinado pela opinião da psiquiatra, agora a certeza de que a garota ainda desconhecida, precisaria dele era ainda maior - ela irá morar comigo.
Tess olhou para Ben que parecia enfim conformado, Ed se levantava quando à avistou, uma garota jovem e curvilínea, baixa e gorda, os cabelos negros e ondulados em um coque mal feito, o rosto em uma expressão indiferente, vestia uma camiseta do distrito policial que lhe chegava até a metade das coxas volumosas, as calças pareciam gastas e o tênis all-star sujo e velho, Ed focalizou no rosto jovem, apesar da frieza aparente ele não pode deixar de se encantar, a pele branca contrastava perfeitamente com os olhos de um castanho profundo quase negros, a bochecha rosada, os lábios cheios, rosados e adoráveis, o ruivo conseguiu enxergar a inocência por trás da indiferença e o medo, que ela tanto fazia questão de encobrir.
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Cattalina estava parada à frente da divisão de Homicídios, acabará de sair de uma consulta gratuita com a psiquiatra do departamento, a mulher lhe encheu de perguntas que à faziam querer revirar os olhos, as respostas sempre lhe eram dadas com a frieza ensaiada que Catt sempre mantinha, era preciso parecer forte em sua vida, se não se mostrasse dura e forte as pessoas que trabalhavam com a mãe lhe fariam de tola, e a usariam, assim como usavam Shirley, não morreria pelas mãos de um drogado qualquer, a primeira coisa que faria assim que saísse da delegacia seria pegar suas economias e alugar um quarto num motel barato qualquer, continuaria no trabalho de garçonete e com a faculdade também, seria tudo mais dificil do que ja fora antes, mas não se deixaria acabar como a mãe e nunca, jamais, permetiria que os filhos passassem por algo parecido com o que ela havia passado.
Catt olhou em volta, os detetives que ali trabalhavam pareciam ocupados e determinados, quem sabe algum dia não fizesse algo semelhante, ajudar as pessoas lhe parecia uma boa maneira de seguir a vida.
- Cattalina? - a voz grossa e máscula atrapalhou seus devaneios, a garota se voltou para quem chamava seu nome, um homem de cabelos ruivos e barba expessa e curta à olhava ansiosamente, o rapaz era enorme e poderia ser encarado como assustador se não fossem por seus perfeitos olhos azuis repletos de bondade, olhos azuis que a lembravam o céu e que a faziam ter um arrepio incômodo na coluna.
- Sim - o encarou friamente.
- Meu nome é Ed. Ed Jackson, sou detetive da homicídios e um velho amigo de sua mãe - ele a olhou hesitante por um instante e acrescentou - podemos conversar em um lugar mais privado?
Catt observou o homem à sua frente com desconfiança, amigo de sua mãe? Ele não parecia ser um tira corrupto, um daqueles que frequentava sua casa extorquindo dinheiro ou parte da mercadoria pelo silêncio e segurança de fazer as transições, mas nunca se sabe, a garota já havia visto lobos em pele de cordeiros demais em sua vida e Ed Jackson poderia ser mais um; ainda desconfiada pela postura ansiosa do detetive ela assentiu.
Ele a guiou até um corredor, onde havia a sala de interrogação na qual teve sua consulta com a psiquiatra, abriu uma das portas e sorriu para a garota que sentiu o coração palpitar inesperadamente, Catt se apressou a entrar na sala e sentou-se em uma das cadeiras em frente à mesa, viu o detetive sentar-se a sua frente, tomando o cuidado antes de desligar a câmera e os microfones localizados no canto do ambiente, olhou nos olhos da garota dando a impressão de querer decifrar seus mistérios, um calor incômodo se alastrou pelo rosto de Catt que disfarçou , mantendo a pose durona em frente ao detetive.
- Senhorita, preciso lhe falar abertamente - disse Ed - tentei salvar sua mãe das drogas inúmeras vezes, até ter ciência que nada adiantaria se ela não tivesse disposta a sair disso tudo - a voz daquele gigante assumiu um tom triste que a emocionou por um instante, emoção, que ela tratou logo de encobrir - mas eu tentei e apesar de ter falhado com ela me sinto triste pelo seu destino, lhe tinha um sentimento fraterno imenso.
Catt ficou chocada por um instante, julgara-o um tolo apaixonado por Shirley e não alguém que a tinha como irmã, consideração que certamente a mulher não merecia.
- Você não falhou com ela, ela apenas falhou consigo mesma -a voz da garota era cheia de mágoa, emoção que podia ser sentida no ar.
- Sei disso, mas não posso deixar de me sentir responsável, afinal, eu desisti dela - o detetive tomou uma pausa, sabia que o que diria a seguir certamente não agradaria a moça a sua frente - mas não irei desistir de você, por isso quero que venha morar comigo, não me permitirei mais falhas.

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SURPRIIISE!!

Hola, personas!

Voltei com tudo hahaha
Ta ai nossa Cattlicia e o nosso gigante ruivo enfim se encontraram!
E ai? Como será que a Catt vai reagir com a proposta do Ed, lembrando que a nossa guria é cabeça dura e determinada hein!
Deixem suas opiniões no comentário que eu vou adorar ler.
Bom, estrelinhas, sugestões, comentários e críticas construtivas são muito bem vindos e vocês leitores tipo Gasparzinho, apareçam migos, juro que não mordo!
Aaaah e sai mais um capítulo lindo pra vocês essa semana ainda, ta? Serei boazinha e não deixarei vocês esperando tanto.
Fim de Hiatus, YEEAH!
Ma benne, agora me vou.
Até a próxima ;*

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