Ed Jackson chegava em casa, a mesma casa que antes era "puro lixo" agora se mostrava quase uma mansão imperial, o jardim antes destruído agora era vivido e cheio de cores, com a grama verde e as flores coloridas, tulipas, margaridas, copo-de-leite, rosas, violetas e por assim vai, todas elas se espalhavam pela fachada da casa, quem as visse, na certa, tomaria como habitante da casa, uma senhora idosa, de óculos com aros de tartaruga e cabelos brancos e fofos como uma nuvem, nunca se imaginaria tamanho bom gosto e delicadeza num gigante como Ed Jackson, com seus 1,95 de altura e 115 quilos de puro músculos - desenvolvidos a base de uma alimentação saudável e o esforço físico do trabalho policial - os cabelos e a barba ruivas espessas lhe davam um ar de feroz guerreiro irlandês, mas quem se aproximasse o bastante notaria os bondosos olhos azuis e o sorriso afável e gentil.
O dia fora cansativo hoje, cada vez mais casos apinhavam o setor de homicídios, deixando todos os detetives exaustos de tanto trabalhar, mas para Ed fora diferente, não tinha mais o parceiro - mesmo que temporariamente - Ben Paris estava em Lua-de-mel com a psiquiatra Tess Court, Ed ficará feliz pelo amigo, até que enfim o casamento! O casal era perfeito em sua opinião. Ele entrou na casa acendendo a luz da sala de estar bem cuidada, aproveitando um pouco do silêncio que o lugar oferecia, a gravata já frouxa no pescoço e os cabelos antes arrumados bagunçavam-se pelo atrito das mãos que passeavam por eles, se jogou em uma das confortáveis poltronas de camurça distribuídas pela sala, sentia-se cansado, porém, satisfeito com a própria vida, tinha uma boa casa, um bom emprego e bons amigos, com certeza o trabalho como detetive lhe proporcionava momentos que o divertiam e o faziam fervilhar, apenas uma coisa ainda o incomodava, já aos 38 anos ainda era só.
Não tinha namorada, esposa ou filhos, era apenas o bom e velho Ed e mais ninguém, essa vida seria uma bênção para muitos homens mas não para ele, ele ansiava o aconchego de uma família, por vezes tentará achar alguém para chamar de sua, uma mulher experiente, confiável, amorosa, e que se entrega-se à ele de braços abertos, mas falhará na busca por uma mulher madura e desistirá da procura.
O telefone toca, tirando Ed de seus pensamentos.
- Jackson. - fala firmemente
- Ora, Ed, como vão as coisas? - a voz do outro lado da linha faz Ed abrir um sorriso, era seu parceiro, Ben.
- Bem, é claro, nem perguntarei à você como estão as coisas, afinal, esta em Lua de mel com a Doutora Belas pernas - À insinuação maliciosa fez ser ouvido um mumuxo de desaprovação vindo de Ben.
- Não fale assim da minha mulher, Jackson - a brincadeira era amistosa, mas Ed conhecia Ben muito bem para não notar o ciúme bem escondido na voz máscula do amigo - muito trabalho?
- Nem imagina, Paris, mas o que você faz me ligando em plena Lua de mel? Juro a você que se for para falar de trabalho, acabará apanhando de mim por não valorizar o tempo com Tess.
Ouviu-se a risada espalhafatosa de Ben antes dele tornar a falar.
- Fique sossegado Jackson, não liguei para saber de trabalho, mas sim para avisar que amanhã já estarei de volta e que mais tarde haverá um jantar oferecido pelo avô de Tess e você é o nosso convidado - Disse Ben em tom solene
Ed encarou o calendário pendurado a parede, Deus! Amanhã ja era o dia da volta de Ben, como o tempo passará tão rápido?
- Oh, Céus! Amanhã já estará de volta para me atormentar com seus péssimos hábitos alimentares - brincou
- Sim, estarei e quem deveria reclamar sou eu, terei de aturar sua comida para coelhos e seu sentimentalismo de revistas femininas - retrucou Ben com o humor em alta - tenho de ir Ed, Tess me espera!
- Mande ver! - riu Ed desligando o telefone, antes do parceiro lhe poder retrucar.
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Destinos Cruzados
Storie d'AmoreATENÇÃO! ESTA ESTÓRIA CONTÉM CONTEÚDO ADULTO! Ed Jackson tinha uma vida sossegada e sem grandes emoções além do trabalho como detetive da Homicídios da cidade de Nova York, aos 38 anos leva uma vida solitária e isenta de paixões, já cansado de decep...
