O começo

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O dia passou até rápido. Minhas aulas foram muito interessantes, as matérias foram legais.
Quando cheguei em casa eu almocei e fui fazer meus deveres, quando de repente Peter me liga.
*Ligação On
Eu : Alô
Peter: Oi Dar.
Eu: Oi Peter...Aconteceu alguma coisa?
Peter: Não não. Não aconteceu nada não. Só queria te convidar para ir na festa de volta as aulas. Vai ser na escola mesmo as 20:30.
Eu: Ah...Você sabe que não curto muito festas.
Peter: Ah não. Você vai sim! E vai me ajudar a ficar com a Stephany!
Eu: Oii??
Peter: Tchau Darfany!
*Ligação Off

Ah, era só o que me faltava! Vou ter que arrumar roupa para ir na tal festa e além disso vou ter que fazer minhas atividades até antes das 20:30. Então eu tenho que me apressar.
- Mãe. Hoje vai ter uma festa na escola 20:30 de volta as aulas. Posso ir?
- Pode. Mas não volta tarde porque amanhã você tem aula!
- Ok!
Minha mãe é muito liberal comigo, ela sabe que eu sou responsável, com o meu irmão mais velho ela também é muito liberal, mas com meu irmão de 14 anos ela é muito rígida. Apesar de que ela tem razão, ele é muito bagunceiro, já tomou uma bomba e não ajuda nada em casa. Hoje mesmo minha mãe foi chamada no colégio porque ele tinha colocado tinta de caneta vermelha na cadeira da professora. Ela não aguentou e vai mandá-lo para o colégio interno. Nem conversou com o meu pai ainda, mas já fez a matrícula dele no colégio que fica na cidade vizinha.
Estou indo para a festa com uma blusa cinza de caveira, um tênis skatista preto e uma calça jeans rasgada.

É, acho que está bom. Vamos então para a festa né! Passei uma maquiagem leve e sai em direção ao colégio. A noite estava quente e silenciosa. Não havia ninguém nas ruas. A lua cheia brilhava no céu e as ruas estavam pouco iluminadas para a cidade de Salém.
Eu estava a uma quadra da escola quando ouvi uns barulhos muito altos. Parecia duas pessoas brigando, mas quando eu olhei não eram pessoas. Era um cachorro muito grande e um homem com dentes super afiados e uma agilidade sobrenatural.
Eu me desesperei e comecei a correr, mesmo sabendo que não iria adiantar nada. Eu corri o mais rápido que podia e de repente eu me deparei com o mesmo cara dos dentes afiados. Como aquilo era possível? Eu estava correndo para o lado oposto! Eu havia o deixado para trás! De repente seus olhos começaram a ficar vermelhos e as veias do seu rosto começaram a ficar mais aparentes. Ele abriu a boca para falar alguma coisa, mas não saia nenhum som. Após alguns segundos de silêncio o homem mordeu seu próprio braço e colocando-o na minha boca disse :
- Me desculpe.
Usei toda a minha força para afastar aquele braço dos meus lábios, mas não adiantou nada. A academia não fazia efeito naquela hora e aquele gosto de sangue começou a inundar meu corpo.
- Eu sou o último da minha "espécie"..E vou morrer. Você está encarregada de fazer outras pessoas serem iguais a nós. - Ele disse
- O que você é? - Eu perguntei conseguindo me soltar de seus braços, não porque eu teria mais força que ele, mas porque ele me deixou sair.
- Eu sou um vampiro.
- Ah??! Fala sério! Isso não existe!!
- Você ainda vai descobrir muita coisa.
- O que você fez com o cachorro?
- Cachorro? Não. Aquilo era um lobisomem! Eu imobilizei ele, mas não vai segurar ele lá por muito tempo.
- Ham?? Como assim?
- Não da tempo de explicar. Toma esse diário. Nele tem todas as explicações que eu achei necessárias que alguém soubesse. Eu preciso ir.
- Mas e o lobo?
- Se eu não correr ele me mata!
- Você não consegue matá-lo?
- Uma mordida...Apenas uma... mordida de um lobisomem é o suficiente para me matar..
E dizendo isso ele olhou bem fundo nos meus olhos e sussurrou umas palavras antes de quebrar meu pescoço.
Se fosse em um dia normal eu estaria morta naquela hora, mas por mais estranho que pareça eu estava consciente. E rapidamente eu acordei e levantei rápido como se eu tivesse escorregado e não queria que ninguém me visse no chão. Foi aí que a ficha caiu. Ele tinha me transformado em vampira.
De repente o lobisomem apareceu correndo na nossa direção e começou a destroçar o vampiro bem na minha frente. Rancando pedaço por pedaço dava para sentir a raiva presente em seu olhar.
Quando o lobisomem parou de destroçar seu brinquedo ele olhou para mim e sua figura foi se modificando até se tornar um homem, seu rosto me era familiar, mas estava tão sujo que eu não estava conseguindo reconhecer. Após um tempo tentando reorganizar todas aquelas informações no meu cérebro eu me dei conta de que aquele era o Karl... Meu amigo...Meu melhor amigo.. Como é possível? Meu melhor amigo era um lobisomem!

Lágrimas De Sangue Histórias para pegar e não largar. Descubra agora