Original

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- Stefan? - Pergunto uma ultima vez antes de virar meu ex-namorado.

Sua aparência era horrível, ele estava pálido e tremendo. Seu rosto pingava suor frio, e suas mãos geladas estavam em um tom  roxeado.

- Stefan? Está tudo bem? - Eu perguntei encostando em sua mão gelada.

Ele não respondia. Suas pálpebras começaram a pesar e ele caiu desmaiado no chão daquela caverna.  

Nós o levamos para o hospital. Após ele ter sido examinado e medicado a médica veio falar conosco.

- O estado dele é estável. O Stefan só teve uma queda de pressão momentânea, mas daqui uma hora poderá ir para casa.

- Muito obrigada doutora. - Eu disse olhando em seus olhos. - Já que ele está bem, você vai tirar duas bolsas de sangue dele para mim. - Eu disse hipnotizando-a.

- Eu vou tirar duas bolsas de sangue dele para você. - Ela repetia como se fosse um robô.

- E lembre-se, é por uma boa causa. - Eu completei minha fala.

A doutora entrou novamente na sala de atendimento, e eu a segui. Mas mesmo estando a uma distância  considerável dos meus amigos, eu consegui ouvi-los falando de mim.

- Como ela está fria. - Comentou Steph. - Nem parece a Darfany que eu conheci.

- Não podemos julgar não é? Ela está passando por muita coisa ultimamente. - Disse Sophie me protegendo.

- Ah, mas ela está agindo muito estranho em relação ao Stefan. Nem parece que ela vai sentir falta dele quando o Peter fazer o sacrifício. - Disse Karl.

- Parem de criticar! Nós temos um plano. Ele não vai morrer tá legal? - Disse Peter bravo antes de vir em minha direção.

Quando entrei naquela sala e vi o Stefan eu senti meu coração apertar. Não iria conseguir ficar 500 anos sem o amor da minha vida.

Passei a minha mão pelos seus cabelos, pelo seu rosto. Uma lágrima caiu dos meus olhos quando eu vi a doutora preparando para tirar o sangue do meu amor.

- Dar?? - Stefan perguntou abrindo os olhos.- Onde eu estou?

- Shhh- Eu disse colocando a mão na boca do Stefan. - Está tudo bem, vai ficar tudo bem. Eu prometo.

Após eu dizer isso, ele fechou os olhos e adormeceu mais uma vez.

Stefan só acordou no outro dia de manhã. Estávamos eu, Stephany, Sophie, Karl e Peter no quarto do hospital onde estava o Stefan, planejando os últimos detalhes do plano.

- Então Darfany, você entendeu? - Perguntou Peter. 

- Entendi. - Respondi olhando o Stefan.

- Dar, ele vai acordar. Fique calma. - Disse Sophie ao ver uma lágrima caindo dos meus olhos enquanto eu acariciava o rosto do Stefan na cama daquele hospital.

- Dar, tá na hora de você ir. O Original está te esperando. - Steph disse. - Karl vai junto, para te ajudar.

Dei um beijo no Stefan, aquelas palavras partiram meu coração. Eu iria deixar o amor da minha vida na cama de um hospital para dar o sangue dele ao segundo vampiro que existiu no mundo.

Sai do hospital com o Karl. Estava um clima estranho entre eu e meus amigos.

- Darfany, eu sei que você está sofrendo com tudo isso. Mas calma, vai dar tudo certo. Não sei qual é seu plano e o plano do Peter, mas tenho certeza que vocês vão conseguir executá-lo. - Disse Karl me abraçando quando saímos do hospital.

Andamos mais um tempo sem falar nada, até que chegamos no Bar de Salém. Sentamos em uma mesa e esperamos o Original chegar, o que não demorou muito.

- Vejo que trouxe companhia. - Disse o Original sentando-se na cadeira em frente à minha.

- Obrigada por vir Karl, mas eu assumo daqui. - Disse para o meu melhor amigo. - Oi Original. Acho que temos assuntos pendentes para tratar.

- Nossa, que hospitalidade com um turista. - Ele disse chamando o garçom  e pedindo dois copos de vinho. - Bom, vamos ver. Me conta o que você sabe e eu te conto o que você não sabe sobre esse mundo.

- Quem disse que eu confio em você? - Me debrucei sobre a mesa e olhei em seus olhos.

- Você gosta de desafiar as pessoas não é? - Ele perguntou rindo. - Olha, com minha força eu poderia arrancar o seu sangue e o sangue de cada amigo seu para fazer o ritual que eu tanto almejo. Mas eu estou aqui conversamos contigo. Considere como um motivo de me conceder confiança.

Pensei um pouco nas suas palavras e enconstei na cadeira novamente. Já que estava ali eu poderia fazer algumas perguntas que não saiam da minha cabeça. Bebi um pouco do vinho que estava sob a mesa e pensei em cada palavra que iria sair da minha boca.

- A história de como você foi transformado é verdade? - Perguntei.

- Sim. - Ele disse calmamente.

- Como surgiu as bruxas e os feiticeiros? Porque o sacerdote que ajudou o Damon era um feiticeiro não era? - Perguntei.

- Bom, há muito tempo não existiam os médicos e os conhecimentos que existem hoje. Então precisava-se de uma forma alternativa de se curar doenças e essas coisas. Os nossos ancestrais descobriram ervas que curavam dores e febres, até que chegaram a descoberta de uma planta enviada do mundo espiritual, capaz de transformar um ser em imortal. Mas junto com essa planta vieram outras capazes de dar poderes a esses seres, e da mistura dessas plantas se formou os bruxos e feiticeiros que conhecemos.

- E...como chama essa planta? - Perguntei.

Lágrimas De Sangue Histórias para pegar e não largar. Descubra agora