- O que você quer com essa flor? - Perguntei deixando o vinho de lado .
- Escute a história que você vai saber. Quando eu me transformei havia uma criança que tinha visto tudo o que acontecera. Eu tinha usado o sangue dela para completar a transição e esse foi o preço que eu tive que pagar. O sangue daquele criança me transformaria em vampiro, mas somente o sangue de uma descendente daquela mesma criança poderia acabar com toda a espécie vampira do mundo inteiro.
- E..quem era essa criança? - Perguntei aflita.
- Seu nome era Darfany Castelli Salvatore. - Christian respondeu com a maior tranquilidade do mundo.
- Mas...Esse é o meu nome! - Eu disse.
- Você é a vampira que pode acabar com todos os vampiros, e eu não posso deixar isso acontecer, portanto, tenho que fazer o ritual para você perder esses seus dons especiais. Nunca percebeu que você consegue escutar a conversa dos outros? Ou então ler seus pensamentos? Nunca tentou encostar em uma tulipa para ver se você morria ? Ou você é muito ingênua para isso ainda? - Ele perguntou se sentando ao meu lado. - Olha eu só preciso de uma gota do seu sangue, mais nada.
- E o que você vai fazer? - Perguntou Peter.
- Eu vou invocar meus irmãos. Aqueles que sua família matou. - Christian falava com ódio em seu olhar. Cada palavra que saia da sua boca soava como um aviso para eu me cuidar. - Vamos lá Darfany. Uma gota do seu sangue e você não terá que morrer por isso, ninguém terá que morrer.
- Você não consegue me matar. - Respondi desafiando-o.- E se você me ameaçar mais uma vez eu acabo com você e com toda a raça de vampiros existentes do mundo, nem que para isso eu tenha que me matar também!
Levantei do sofá antes de dar meu último aviso:
- Deixe meus amigos fora disso. É eu que você quer, isso é entre nós dois. - Eu disse saindo daquela casa sendo seguida por meus dois amigos.
Quando eles me alcançaram na rua não conseguiam parar de falar em como eu fui corajosa de enfrentá-lo daquela forma. Me senti até poderosa naquela hora, mas sabia que deveria tomar cuidado.
- Darfany como você sabia que ele não poderia te matar? - Perguntou Sophie.
- Eu não sabia. Foi na sorte mesmo. - Respondi aflita.
Passamos em casa, peguei uma mochila, coloquei dentro dela comida e água, roupas do meu irmão mais velho e algumas bolsas de sangue.
- Dar, você sabia que você ja se alimentou hoje não é? - Perguntou Peter.
- Eu sei. - Disse cuspindo as palavras como pedras.
- Peter, ela tem problemas emocionais e os desconta no sangue. Ela tem que parar com isso, se não vão te descobrir não é Darfany?! - Sophie falou me olhando com cara de reprovação.
Não estava com paciência para ouvir sermões, minha família estava em perigo. Sai do meu quarto como quem não estivesse ouvido nada, falei com meus pais que iria sair, tive que usar a hipnose para eles deixarem, a onda de assassinato fez com que eles ficassem com medo de eu ser a próxima vítima. Ingênuos, não sabem que a culpa disso tudo sou eu.
- Dar, eu sei que você está se sentindo culpada. Mas você não pôde evitar que isso acontecesse. - Disse Peter tentando me consolar. - Da para ver no seu rosto que você está se culpando por tudo isso, mas a culpa é daquele Christian, não é sua.
- Obrigada, de verdade.
Aquelas palavras foram reconfortantes para o meu coração. Estávamos andando pela floresta tinha alguns minutos, e de repente achamos a caverna onde Karl havia me levado. Entrei lá para ver se o meu melhor amigo estava bem, se ele precisava de ajuda. Mas qual era mesmo o caminho? Esquerda depois direita? Ou direita sempre? Fui pela direita depois para esquerda. Cheguei na sala onde nós estávamos horas antes.
Havia sangue para todo lado, e as correntes estavam intactas. De repente eu vi escrito na parede com uma tinta branca. Eram letras e números, parecia um código, não estavam ali antes. Parecia um bilhete escrito para mim.
Chamei Peter e Sophie que haviam ficado lá na porta da caverna.
- Vamos precisar da Steph. - Disse Peter ao encostar a mão na tinta que ainda estava fresca.
- Mas ela está com o Stefan. Não podemos expo-lo ao perigo! - Respondi.
- Darfany! Se nós não fizermos nada Karl vai morrer. - Peter respondeu gritando. Não podia culpa-lo nós conhecíamos Karl desde sempre, crescemos juntos.
Resolvemos então que iríamos chamar os dois. Depois eu e Sophie apagaríamos a memória do Stefan, e tudo sairia bem.
Mandei mensagem para ela pedindo que ela me encontrasse na quadra da escola com o Stefan. Seguimos para dentro da floresta. Stefan sem saber o que estava acontecendo, eu tive que hipnotiza-lo. Não queria contar tudo para ele, não queria passar pelo momento em que ele pensasse que eu sou um mostro.
Olhei no fundo dos seus olhos e disse : " VOCÊ VAI ME SEGUIR ATÉ A CAVERNA, NÓS VAMOS DECIFRAR A MENSAGEM E DEPOIS VOCÊ VAI PARA CASA DORMIR E NÃO VAI LEMBRAR DE MAIS NADA."
É muito difícil ficar perto dele. Eu tenho um anseio, uma vontade de morde-lo, de chupar todo seu sangue, mas eu não posso, eu o amo. Me controlei, mesmo tendo super poderes e tendo que me alimentar de sangue eu ainda era humana. Eu tinha que ser humana.
Chegamos na caverna e fomos para a sala onde Sophie e Peter estavam.
Steph colocou sua mão sobre a parede onde estava escrito a mensagem e quase instantaneamente caiu para trás. Ela levantou dizendo:
- Temos um grande problema.
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Lágrimas De Sangue
VampireCinco amigos guardam segredos. Eles não envelhecem mais e cada um tem um poder sobrenatural, e cabe a Darfany descobrir os segredos que esse mundo novo esconde. A garota aprende a lidar com os sentimentos e com os poderes ao mesmo tempo. Será que el...
