A História

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Eu, Sophie e Karl fomos decifrar as páginas do diário. Ficamos muito tempo pensando que estava escrito em " ZENIT POLAR" mas no fim descobrimos que estava escrito em Latim, uma língua indo-europeia que deu origem a outras línguas como português, espanhol, entre outras.

1ª página:
" Vampiros são seres movidos pelo sangue humano. Cada habilidade desse ser, cada poder, pode ser explicado e entendido se voltarmos ao passado. Isso ocorreu em 1708. Havia um rei. Ele era venerado e adorado por todos seus súditos. Ganhava as batalhas mais árduas e matava os inimigos mais fortes. Um dia ele estava morrendo, e pedindo ajuda ao seu sacerdote, fez um ritual onde bebeu sangue de animais de diferentes portes. Ao amanhecer o rei sentiu uma enorme sede insaciável. Sentia a vontade enorme de morder as pessoas, e não demorou muito para fazer sua primeira vítima: sua esposa.
Sentindo-se envergonhado e culpado pela morte da sua amada, ja que a humanidade ainda estava presente em seu corpo, o rei se matou enfiando uma estaca de madeira em seu coração que não bombeava sangue. Mas como o ritual dizia: ele era imortal. O rei ficou preso em um mundo onde só bruxas e feiticeiros tem acesso. Ele está do outro lado, em forma de espírito. Dizem que ele quer o sangue da Doppelganger, para voltar á vida. Seu nome? Damon. A única forma de matá-lo é trazendo-o para o nosso mundo e deixa-lo queimar no Sol."

2ª página:

"Achei a Doppelganger.
A esposa que o Damon matou chamava Darfany Castelli Salvatore. A cada 100 anos ela volta a vida. Do mesmo jeito físico, mas com o psicológico completamente diferente. Ela não lembra de absolutamente nada. Vou transformá-la em vampira...
Ela corre perigo de vida se for humana, talvez como vampira ela possa ter alguma chance. Ela terá que aprender a lidar com tudo isso que esta acontecendo. Ela tem que matar o Damon."

Ficamos algum tempo sem fala. Só pensando naquelas palavras que foram escritas e em como aquilo iria afetar todo o mundo.
- Eu tenho que fazer isso. - Falei calmamente.
- Não Dar. Ta doida? E se não funcionar? Ele mata todos nós. - Disse Karl.
- E se nós ficarmos paradas ele vai nos matar também. - Respondi olhando para ele. - Nós não temos escolha tá bem? Ele não vai parar até conseguir meu sangue. Eu não vou dar para ele. Damon é o maior vampiro que já existiu. Se o Christian era forte imagina ele! Não temos chance se ele conseguir fazer o ritual para voltar ao mundo. Precisamos trazê-lo a força e deixa-lo morrer queimando no sol.

Karl ficou em silêncio, ele não queria arriscar, mas sabia que era a única opção que nós tínhamos.

- Sabe. Eu acho uma boa. Fazemos no quintal, Peter tem os pingentes de onde tirar forças para fazer o feitiço. Vai dar tudo certo. - Disse Sophie.

- Eu pensei em não envolver o Peter nisso...- Eu disse baixo.

-Ok, então vamos na casa da Mary? - Perguntou Karl.

- Vamos. - Respondi.

Saímos da casa do Peter com a desculpa de que nós iríamos comprar umas coisas e já iríamos voltar. Eles ficaram lá lendo os Grimórios que nós achamos na biblioteca.
Chegando na casa da Mary meu corpo estremeceu. Tinha alguma coisa ali fora do normal.

- Acho que tem alguém la dentro. - Disse para Karl e para Sophie.

- Também acho. Estou com um pressentimento ruim. - Disse Sophie.

Entramos pela janela do segundo andar. Achei estranho o Karl conseguir entrar sem a Mary ter que o convidar. Ela tinha feito um feitiço que quem já tivesse matado alguém não poderia entrar a não ser que ela o convidasse. Percebi naquela hora que tinha alguma coisa errada. E eu confirmei minha teoria quando vi Mary toda cheia de sangue caída no chão da sala.

Andei mais um pouco para frente e vi uma mulher, loira. Só podia ser! Eu sabia quem era. Era Rebekak!

Saímos daquela casa correndo e fomos para a casa do Peter. Contamos tudo que aconteceu, e desenvolvemos um plano para matar aquela vampira.

- Ela é uma vampira insana. Morre com tulipa. A única vampira que pode pegar em tulipa aqui é você Dar, então você tem que matá -la, a não ser que você queira compartilhar esse seu dom com a Sophie. - Disse Peter.

- Eu quero sim. - Respondi sem pensar.

- Então dê seu sangue para ela beber e depois quebre o pescoço dela. Assim ela terá o poder de não morrer com a tulipa. Nem com madeira, e fogo. Resumindo ela não morrerá mais. - Ele disse.

Eu estava com medo de fazer isso. Mas eu precisava. Ela era minha amiga. Coloquei meu braço em sua boca com muito cuidado. Ela me mordeu e chupou meu sangue. Seus olhos ficaram vermelhos e as veias ficaram mais aparentes. Até que quando ela menos esperava eu peguei sua cabeça e com toda minha força virei-a de lado, quebrando seu pescoço e fazendo-a cair no chão.
Não demorou muito até que ela acordasse assustada. Sophie me olhou e perguntou:
- Funcionou?
- Só tem um jeito de saber. - Disse Peter jogando uma tulipa na Sophie.
- Peter! - Eu gritei.

Lágrimas De Sangue Histórias para pegar e não largar. Descubra agora